Pedrinho rompe silêncio e sobe o tom contra BAP e John Textor

Pedrinho criticou postura de John Textor, dono da SAF do Botafogo, e BAP, presidente do Flamengo, após reunião de ligas na CBF.

Pedrinho, presidente do Vasco da Gama
Pedrinho, presidente do Vasco da Gama (Foto: Ronald Lincoln)

Pedrinho, presidente do Vasco, criticou John Textor, dono da SAF do Botafogo, e BAP, presidente do Flamengo, nesta segunda-feira, após reunião na CBF que tratou da criação de uma liga única de clubes. O dirigente vascaíno mostrou incômodo com falas recentes dos rivais sobre o clube de São Januário.

Pedrinho disse que BAP foi “arrogante e prepotente” e afirmou que o presidente do Flamengo insinuou que o empréstimo do Vasco com a Crefisa, em novembro do ano passado, tinha alguma relação com a derrota vascaína por 3 a 0 contra o Palmeiras – na época, Flamengo e Palmeiras brigavam pelos títulos brasileiros e da Libertadores. O presidente do Vasco disse que BAP colocou em dúvida o caráter dele, de Fernando Diniz (técnico à época) e dos jogadores do elenco ao concluir que o diretor rubro-negro não tem capacidade para administrar uma liga.

— Recentemente, o presidente do Flamengo, estou falando da pessoa e não da instituição, falou diversas vezes, com sua prepotência e arrogância, num tom que não me agrada. Mas eu esperei e escutei calado para falar em algum momento. Quando eu pego um empréstimo com a Crefisa, e o empréstimo é feito porque o CDI era mais baixo e eu pago menos, a preocupação dele não era o empréstimo, mas sim, de uma forma indireta, ele insinuou que eu pego o empréstimo no dia que eu perco de 3 a 0 para o Palmeiras – disse Pedrinho, para completar:

— Então ele está colocando em dúvida o meu caráter, o caráter do meu treinador e o caráter de um elenco de 30 jogadores. Então eu tenho que chegar para o meu treinador e falar que tenho que perder? O meu treinador tem que ser filho da mãe e falar para os jogadores que são sem caráter que temos que perder porque peguei um empréstimo de uma empresa que vive de empréstimo? Então como eu posso acreditar que uma liga vai funcionar sob o controle de pessoas que administram um clube?

Na mesma declaração, Pedrinho também mostrou sua insatisfação com declarações recentes de John Textor, dono da SAF do Botafogo. Recentemente, o americano citou a SAF do Vasco, em que o clube social conseguiu na Justiça tirar a 777 e retomar o poder. O presidente do Vasco voltou a afirmar que os clubes brasileiros não têm estrutura para fazer uma liga e disse que Textor causa um dano “imenso” ao Botafogo.

— Os clubes hoje, de forma pessoal, sou muito verdadeiro e não me importo com a consequência dessa minha fala, não têm estrutura para fazer uma liga. Por diversos aspectos. Primeiro, a minha diferença desportiva é uma coisa. Posso ganhar ou perder do meu adversário, posso ter mais receitas ou não do que meu adversário. Posso ter um time um time mais forte que o adversário e com isso brincar com meu adversário, isso é um ponto.

— Outra coisa, e na minha situação específica e no meu ponto com o Botafogo, um investidor que chega para sanar dívidas e causa um dano imenso no clube e nenhum clube se prontifica a ajudar… Isso já não é mais desportiva, já não é mais receita, é um clube que pode causar em uma massa falida. São meus adversários, não meus inimigos.

Esta não foi a primeira vez que Textor falou da ação movida por Pedrinho para a retirada da 777 do poder. Em 2024, o americano também criticou o movimento feito pela direção do Vasco. Pedrinho disse que Textor desrespeita o clube de São Januário ao fazer “bravata”. O dirigente vascaíno também se colocou à disposição de João Paulo, presidente do Botafogo Social, para ajudar no que for preciso o clube alvinegro.

— O outro ponto é que o ainda dono do Botafogo, o Textor, que qualquer comentário que ele tenha que falar sobre a situação do Botafogo ele desrespeita o Vasco da Gama. Não é a primeira vez. Ele não sabe o que é o Vasco para brincar com certas frases. Tenho muito respeito ao Botafogo e seus torcedores. Crianças, adultos, idosos, por isso minha solidariedade ao clube e ao João Paulo (presidente). Não sei o que vai acontecer com o Botafogo e não me interessa.

— Se o Botafogo entrar em uma massa falida e o João Paulo precisar de ajuda eu me coloco à disposição para contribuir com o que puder. O posicionamento dele (Textor) é de bravata, de gestores que por muito tempo fizeram parte do futebol para agradar o torcedor e não faz parte do meu caráter. Ele não vai mais brincar com o nome do Vasco da Gama como está brincando. Por isso que não acredito na liga, não temos o companheirismo.

Veja outros tópicos da entrevista de Pedrinho

Marcos Lamacchia e Leila: há conflito de interesses?

— Eu não vou falar do investidor ainda. Vou esperar estar aproximado para falar sobre o investidor. Na minha concepção… não posso falar do investir e ir a fundo. O que está em contrato dentro de clausulas, dentro de um fair play financeiro, deve ser cumprido. Mas fico com receio de falar.

Retirada da 777 e negociações para venda da SAF

— Como uma SAF muito nova, você tem que estruturar um contrato adaptado ao que é a realidade dos clubes empresas hoje. A gente foi obrigado a tirar por diversos crimes jurídicos, inadimplência, tudo que a 777 que está mais que provado. A gente antecipou um movimento que a gente tinha certeza que ia acontecer, não em quanto tempo, qual prazo. Foi um movimento duro. Eu tinha conhecimento, mas a torcida não. Fui muito criticado, agredido verbalmente por todos os entendedores de uma SAF que é tão nova e foram para a televisão falar de uma SAF nova. Eles não tinham conhecimento do contrato e estavam falando que a gente estava errado.

— Eles não tinham conhecimento do contrato e estavam falando que a gente estava errado. Uma coisa é uma pessoa comprando um clube, e outra coisa é esse contrato. Você não sabe o que está sendo descumprido. Tinham clausulas de confidencialidade. Eu não podia divulgar. Me acusar, condenar como tem diversos que fizeram… a gente tem que entender o que é a SAF no futebol brasileiro e estruturar o fair play financeiro que os clubes tenham prazo para cumprir. Coisas simples… pagamento em dia, dividas do passado. Graças a recuperação judicial, estamos cumprindo tudo a risca. Muitos clubes que não estão em recuperação judicial vão precisar de um período para cumprir o fair play financeiro dentro deste item.

Fonte: Globo Esporte

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