Mudanças de Carille não teve efeito e Vasco sofre golpe duro na Sul-Americana

O Vasco chegou a fazer 3x1, tinha a vitória encaminhada, mas as mudanças de Carille não fez efeito e acabou cedendo o empate.

Lucas Piton e Nuno em jogo contra o Melgar
Lucas Piton e Nuno em jogo contra o Melgar (Fonte: Diego Ramos AFP)

O Vasco fez o mais difícil na altitude de Arequipa, no Peru. O time abriu o placar cedo, viu o Melgar perder pênalti, ampliou a vantagem, chegou a fazer 3 a 1 e, com a vitória encaminhada, faltando dez minutos para o fim, sofreu dois gols e ficou apenas com o empate. As mudanças de Fábio Carille no segundo tempo minaram a postura da equipe, que desperdiçou a chance da vitória na estreia na Sul-Americana.

Fábio Carille optou por escalar o mesmo time que venceu o Santos no último domingo, na primeira rodada do Brasileirão. No entanto, o time repetiu alguns problemas que teve na vitória do fim de semana. A desatenção na defesa e o espaço no meio de campo foram os principais erros.

O Vasco fez o mais difícil na altitude de Arequipa, no Peru. O time abriu o placar cedo, viu o Melgar perder pênalti, ampliou a vantagem, chegou a fazer 3 a 1 e, com a vitória encaminhada, faltando dez minutos para o fim, sofreu dois gols e ficou apenas com o empate. As mudanças de Fábio Carille no segundo tempo minaram a postura da equipe, que desperdiçou a chance da vitória na estreia na Sul-Americana.

Fábio Carille optou por escalar o mesmo time que venceu o Santos no último domingo, na primeira rodada do Brasileirão. No entanto, o time repetiu alguns problemas que teve na vitória do fim de semana. A desatenção na defesa e o espaço no meio de campo foram os principais erros.

Logo depois do gol vascaíno, a pressão do Melgar começou. Com muito ataque pelos lados do campo, os peruanos levaram perigo duas vezes antes dos dez minutos. A primeira foi em chegada pela direita com Martínez, na qual Léo Jardim fez boa defesa. Um minuto depois, em lançamento para a área, João Victor caiu pedindo falta, o árbitro mandou seguir, e a bola sobrou para Rodríguez, que passou por Jardim e finalizou para marcar, mas Lemos apareceu e salvou o Vasco em cima da linha.

Mesmos problemas

O primeiro tempo do Vasco contra o Santos foi marcado por um buraco no meio de campo, com a entrada da área desprotegida. O time de Carille repetiu os mesmos erros contra o Melgar. Paulinho não funcionou mais uma vez como segundo volante e deixou o meio exposto. Com Paulo Henrique mal, e Garré ausente na recomposição, o lado direito vascaíno era uma avenida.

Por lá, saíram as melhores chances do Melgar. Aos 23, Cabanillas driblou Paulo Henrique na área do Vasco, e o lateral deixou a perna no jogador do time peruano. Um pênalti muito infantil, mas que foi desperdiçado por Martínez.

Se o Vasco repetiu os problemas da partida contra o Santos com Paulinho no centro do campo, Coutinho foi completamente diferente. O camisa 11 atuou mais perto da área, onde deve jogar sempre. Com muita categoria, novamente pela esquerda, cruzou de trivela na segunda trave para Vegetti ampliar o placar.

O Vasco tinha problemas, mas Coutinho os resolvia com sua categoria, e Vegetti com seu oportunismo.

Mas mais uma vez, um lance de desatenção que beira à infantilidade atrapalhou o time de Carille. Quatro minutos depois do segundo gol do Vasco, o time dormiu completamente na defesa e tomou gol em uma cobrança de escanteio curto. Em um levantamento na área, na qual havia nove vascaínos e apenas três jogadores do Melgar, Gregorio Rodríguez diminuiu para os peruanos.

Mudanças sem efeito e golpe duro

Era óbvio que Paulinho e Garré deveriam sair no intervalo, pelo primeiro tempo ruim que fizeram no lado direito do Vasco. Carille observou isso e colocou Jair e Rayan no segundo tempo. Em tese, o time ganharia defesa e controle no meio de campo, e teria mais arranque e poder de finalização na frente. O plano foi cumprido apenas pela metade.

A entrada de Jair consertou o meio de campo por um momento, e o Vasco parou de ceder tantos espaços para o Melgar. O cenário ficou ainda melhor aos cinco minutos da etapa final, quando Nuno Moreira, outro destaque do time, roubou a bola no ataque, tabelou com Coutinho e deixou Vegetti cara a cara para fazer o terceiro.

O Vasco controlou bem as ações até os 25 minutos da etapa final, quando Carille tirou Coutinho e Nuno, os dois melhores em campo — e os que mais seguravam a bola no campo de ataque vascaíno. Entraram Tchê Tchê, que formou uma trinca com Hugo e Jair, e Adson foi para a direita, enquanto Rayan foi para a esquerda. A partir daí, tudo desandou.

O Vasco perdeu o pouco controle que tinha no meio de campo, e os últimos 20 minutos de jogo foram um bombardeio aéreo na defesa vascaína. O Melgar acumulou jogadores pelos lados e cruzava todas as bolas na área de defesa de Léo Jardim. Aos 35 minutos, Cabrera, sem pressão de um marcador, cruzou nas costas de Lemos para Castro, que diminuiu. O ímpeto dos peruanos só aumentou.

A pá de cal foi a entrada do zagueiro Lucas Oliveira na vaga de Vegetti, aos 39 minutos. O defensor que não jogava há dois meses entrou mal na partida, e a mudança empurrou o Vasco mais para trás. Quando o time estava praticamente em um esquema 7-2-1, com os três zagueiros, dois laterais e dois pontas quase em linha, somente com Jair, Hugo e Rayan mais na frente, o Melgar empatou a partida. Como? Em outro cruzamento na área. Desta vez, em um ponto muito explorado pelos adversários do Vasco: as costas de Lucas Piton pelo alto.

O gol aos 44 do segundo tempo foi um banho de água fria no Vasco, mas não dá para falar em injustiça. Somente Nuno Moreira, Coutinho e Vegetti fizeram por merecer uma vitória em Arequipa. As falhas defensivas de alguns jogadores e as alterações de Fábio Carille foram determinantes para que o Vasco não estreasse com vitória na Sul-Americana.

E agora?

O Vasco precisa urgentemente corrigir alguns problemas do time que se esboça como o titular para a temporada. O lado direito do ataque vem sendo pouco, ou zero, utilizado. O jogo fica sobrecarregado em Nuno, Coutinho e Piton pela esquerda. Faz sentido explorar o lado mais forte, mas ele não pode ser a única saída.

Isso se deve principalmente a dois fatores: Garré ainda não se encontrou, e Paulinho não faz um bom 2025. O argentino fez a segunda partida como titular e foi pouco participativo no ataque, além de não ajudar na recomposição. Já o volante teve mais uma atuação apagada e ansiosa.

O principal diferencial para a contratação de Fábio Carille era o bom trabalho que o técnico faz com defesas. O Vasco até aqui até mostra evoluções interessantes com a bola, como as associações pela esquerda, mas sem a bola ainda é uma decepção em 2025.

Por mais que a maior parte dos gols sofridos recentes tenham origens em erros individuais, a transição defensiva ainda é muito pobre, e a frente da área parece desprotegida várias vezes — um problema crônico do Vasco há, no mínimo, dois anos.

O Vasco e Carille, no entanto, têm pouco tempo. O time já tem um confronto difícil no sábado contra o Corinthians, e volta de Arequipa direto para São Paulo. Depois, recebe o Puerto Cabello, da Venezuela, em São Januário. Para pensar em classificação em primeiro na Sula, vencer todos os jogos em casa é obrigação. Para isso, é necessário evoluir. E será preciso evoluir ainda mais pensando no Brasileirão.

Fonte: Globo Esporte

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