Maurício Souza analisa vitória do Vasco sobre o Operário-PR; veja a entrevista coletiva

O técnico Maurício Souza analisou a atuação do Vasco da Gama e destacou a garra dos jogadores vascaínos em campo.

Maurício Souza orientando o time contra o Operário- PR
Maurício Souza orientando o time contra o Operário- PR (Foto: André Durão)

Depois de mais uma vitória na Série B do Brasileirão, dessa vez sobre o Operário, o técnico Maurício Souza destacou a garra do Vasco na coletiva de imprensa em São Januário. Foi um jogo complicado, apesar do placar de 3 a 0. Os gols vascaínos só saíram na reta final do segundo tempo.

– Sem dúvida, eu acredito que não tem jogo fácil na Série B. A gente vê que é um campeonato equilibrado. O time mostrou hoje o que vem sendo sua tônica: um time que luta, que não se entrega, que dificulta muito as ações ofensivas do adversário e que acredita na vitória desde o início. Volto a falar: não tem jogo fácil – disse o treinador em sua primeira resposta.

“Eu concordo, quem pegar o resultado vai acha que foi um jogo tranquilo. Mas acho que, no segundo tempo, fizemos um jogo em que merecíamos sair com a vitória”, completou.

Em seu segundo jogo no comando do Vasco, Maurício se mostrou muito contente com a entrega e com a maturidade da equipe. Afirmou que o comprometimento dos jogadores com a vitória é maior do que a vontade de jogar bonito, por exemplo – embora ele ainda esteja buscando esse equilíbrio entre as ações ofensiva e defensiva.

– Psicologicamente é uma equipe muito forte, não se abala, que se acostumou a jogar aqui dentro com pressão a favor ou contra, se acostumou a jogar fora com pressão a favor ou contra. Posso estar enganado, mas esse foi o segundo jogo que a gente faz três gols. Fizemos contra o Náutico e agora. O que eu percebi no vestiário foi a alegria pela forma como atuamos, principalmente no segundo tempo, no que tange à posse de bola. O vestiário está muito contente, muito alegre. É uma equipe muito forte emocionalmente. Essa vitória traz mais confiança – disse o treinador.

– Falei para eles que estamos só no início da caminhada, falta muita coisa. Não tenho a menor dúvida que, ao continuar com essa mentalidade vencedora, vamos conseguir nosso objetivo. Falei para eles que respeitava toda e qualquer história, cada um tem uma história linda que já foi construída, algumas ainda serão, mas não existe responsabilidade maior e comprometimento maior do que esse momento que estamos vivendo. Sem dúvida alguma a maior responsabilidade de todos os jogadores que estão no vestiário do Vasco da Gama é fazer o Vasco subir. Vai ser muito difícil tirar esse time do eixo. Com o apoio da nossa torcida, ela entendendo a importância que tem para esses jogadores, não tenho a menor dúvida de que, no final, vamos comemorar o acesso – acrescentou.

Veja mais sobre a coletiva de Maurício Souza

Vaia da torcida antes dos gols

– Eu estava extremamente tranquilo. Nossa semana foi proveitosa. A gente sabe que a equipe ainda busca evolução e vem mostrando isso. É natural que a torcida cobre o gol, ela quer gritar gol. É natural, também, que ela esteja apreensiva, é uma Série B com equipes muitos próximas. Só posso dizer que (a vaia) não chegou nem perto do quanto isso foi importante para nossa vitória, do quanto incentivou a gente para sair daqui com os três pontos. É só exaltar o que a torcida tem feito, não só hoje. E falar que a gente precisa muito dela. Ela vai ser determinante para que a gente consiga as vitórias.

Importância das mudanças

– A torcida ajuda o tempo todo. O Vasco jogando bem ou mal, a torcida está sempre ajudando. Porém, acho que as trocas acabaram dando o resultado. A entrada do Palacios, saindo de fora para dentro, trouxe um homem a mais no meio de campo, o que gerou para a gente uma qualidade de troca de passes importante. Começamos a empurrar mais a linha defensiva deles para trás, ficas mais com a bola. Conseguimos, nesse momento, fazer com que a equipe do Operário corresse mais atrás da gente. Isso trouxe confiança, começamos a atacar com mais gente e fomos premiados com o gol. A partir dali, deu uma tranquilidade. O Operário tem que se soltar um pouco mais, a gente soube ter tranquilidade, ficar com a bola, rodar. Foi um primeiro tempo disputado, e o segundo, pelo que eu vi, trouxe para a gente a certeza de que merecíamos sair com a vitória.

Atuação do Palacios

– Quando a gente coloca o Palacios, a gente traz o Figueiredo para 9 e pede ao Palacios para que, com a bola, ele faça esse movimento aberto. E, quando a bola circular, que ele venha para dentro para ser mais um homem. Começamos a ter quatro jogadores no meio de campo. A ideia com ele era erra, ter uma superioridade por dentro, liberar um pouco a passagem do Edimar. Defensivamente, o Palacios é um jogador que não retorna tanto. A gente começou a ganhar as segundas bolas e a ter o contra-ataque no pé dele. O Edimar cortava e caia no pé dele. Isso é uma coisa que a gente vem analisando, é uma estratégia nossa de momento de jogo, vem vendo isso no treino. O Palacios é um jogador com uma qualidade muito grande, provou isso hoje. A gente entende que ele, nesse momento, pode entrar tanto por fora como por dentro.

Palacios e Nenê jogando juntos?

– Sou totalmente favorável, acho que a qualidade técnica tem que estar dentro de campo. Porém, é preciso que se tenha uma entrega, uma doação para não sofrermos defensivamente. É uma equipe que vem se mostrando na competição que se defende muito bem. Temos que começar a encontrar esse equilíbrio. É uma ideia nossa, e a gente está tentando isso e vamos gradativamente conseguindo, fazer com que seja um time mais controlados com a bola. Mas não descarto essa hipótese, não. São dois jogadores que, com a bola, vão causar prejuízo a qualquer defesa da Série B.

Evolução ofensiva

– É difícil ver hoje na própria Série B um time fluindo o tempo todo. Eu encontro o Vasco que se defendia muito bem, mérito total do Zé (Ricardo), que conseguiu organizar essa equipe defensivamente. O próximo passo é a gente não perder essa solidez defensiva e conseguir dar ao Vasco um jogo mais controlador, mais perto do que foi o segundo tempo. Nós sofremos em alguns momentos, mas não tomamos gol. Buscamos agora uma sequência de quatro vitórias, o que também é importante. Continuamos no G-4, o que também é importante. É claro que isso dá confiança para a equipe. Nossa equipe não está preocupada em jogar um futebol que coloque em risco nossa vitória, ela está preocupada em sair do campo vencedor. Com ponto na testa, como foi o Conceição. Com dor do Yuri, dor do Edimar, de quem for em campo. Eles estão preocupados em sair do campo deixando a vida e com os três pontos.

Próximos passos

– A cara desse time é o que a gente pode passar para o torcedor. Que não vai faltar luta, não vai faltar empenho, não vai faltar trabalho. Amanhã estamos no CT treinando. O que posso passar para eles é que temos que entender que é uma Série B extremamente disputada, equilibrada, com bons times, mesmo aqueles que não estão no topo da tabela são bons times. O Londrina hoje ganhou por 3 a 1 do Guarani, isso reflete o que foi o jogo lá dentro, uma vitória extremamente importante contra um time qualificado. O Operário é um time muito bem arrumado, muito forte. O que a gente tem de certeza é o equilíbrio. Espero que o Vasco continue evoluindo, que a gente continue dando a alegria da vitória ao nosso torcedor. O objetivo final, se a gente conseguir jogar equilibrado, é estar na Série A no ano que vem. É isso que eu espero que o torcedor entenda. A partir disso, vamos construir uma nova história.

Fonte: Globo Esporte

1 comentário
  • Responder

    Uma coisa importante neste time é luta,não desistindo nunca.De vez em quando falta um pouco de consistência no meio campo.Talvez precisamos de um meia mais ousado, com dribles,indo para dentro,e este meia pode ser o Palácios,que dribla bem e bate forte.Confio muito no Pec e no Figueiredo,mas em julho, ia bem mais uns 2 atacantes de peso para revezamento.Confio no acesso

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