Maurício Barbieri analisa vitória do Vasco contra o Boavista; veja a entrevista coletiva

O técnico Maurício Barbieri analisou o desempenho do Vasco da Gama contra o Boavista e gostou bastante do que viu em campo.

Barbieri durante o jogo contra o Boavista
Barbieri durante o jogo contra o Boavista (Foto: André Durão/ge)

Mais uma vitória do Vasco no Campeonato Carioca, mais um jogo com muito volume e repleto de oportunidades criadas. O técnico Maurício Barbieri gostou bastante do que viu na vitória por 4 a 1 sobre o Boavista na noite desta segunda-feira, em São Januário.

Na entrevista coletiva depois da partida, o treinador pontuou como aspecto negativo apenas os espaços cedidos ao adversário e um pouco de ansiedade de alguns jogadores.

– Acho que a gente fez um bom jogo, criou um bom volume de oportunidades. Talvez faltaram alguns ajustes, temos um pouquinho mais de contra-ataques que o habitual. Acho que até que a gente estava ansioso para fazer mais gols, e isso fez com que a gente acabasse errando alguns passes que não deveria – disse o comandante vascaíno.

“Mas, no geral, fizemos um jogo seguro, mais próximo da identidade que a gente vem buscando. Estou satisfeito com o resultado”, — acrescentou Maurício Barbieri.

Barbieri prosseguiu destacando a sinergia entre ele e o grupo de jogadores.

– Eu sempre gosto de frisar que não é a proposta do Maurício, eu preciso junto com os jogadores construir um conjunto, convencer eles da minha ideia, e eu tenho sentido que isso tem acontecido e sido muito positivo. Até pelo calor a gente diminuiu um pouco a intensidade. Mas, foi um bom jogo, a gente precisava da vitória para entrar na zona de classificação e passar dois adversários – disse ele.

– A gente perdeu um pouco de concentração, perdeu um pouco o foco durante o jogo, a gente acaba levando um gol numa infelicidade nossa na saída de bola, mas depois com as trocas a gente conseguiu evoluir de novo e sair com a vitória – concluiu.

O próximo compromisso do Vasco no Campeonato Carioca é o clássico contra o Flamengo, que acontece no domingo, no Maracanã. Barbieri citou “uma motivação diferente” para a partida.

– O jogo de domingo é o tipo de clássico que por si só traz uma motivação diferente, é um clássico gigantesco, não acho que a situação da classificação traga um peso maior, este já é um jogo enorme pela rivalidade. Em relação ao campeonato, a gente segue entendendo ele como uma preparação, tentando aprimorar uma forma de jogar, dando oportunidade para jogadores jovens, hoje foi o Rayan, mas é claro que todo jogo e todo campeonato a gente tem o objetivo de classificar – afirmou.

Veja mais sobre a coletiva de Maurício Barbieri

Disputa no gol

– A gente iniciou as conversas e as contratações do Léo (Jardim) até antes das que tivemos com o Ivan, o Ivan sabia disso e chegou um pouco antes por conta do mercado. O Ivan não teve nenhum lance que o tirou da titularidade, da mesma forma que acho que o Léo não falhou hoje. O Halls também foi muito bem no clássico, então, quem ganha com isso somos nós que temos estas três opções.

Andrey e lesionados vão jogar o clássico?

– No caso do Andrey, Marlon, Figueiredo e Robson, são casos distintos. O Andrey a gente ainda aguarda a documentação para finalizar o empréstimo. Neste momento, ele ainda não está inscrito, mas pode ser que até domingo a gente consiga. O Marlon e o Figueiredo ainda não fizeram o trabalho de campo comigo, estão em transição, e vai depender de como eles estiverem quando voltarem a campo, normalmente nós fazemos uma carga progressiva, a gente pretende fazer isso nessa semana, mas não consigo antecipar se a gente vai conseguir trazer eles para domingo.

Andrey Santos

– Eu acho que o Andrey pelo potencial e talento e por tudo que fez no Sul-Americano e na Série B é um jogador especial. O que temos que ter é sabedoria para usar ele da melhor forma, sem uma questão de dependência, porque sabemos que uma hora ele vai sair. Eu gostaria que ele não saísse no meio do ano, mas são situações que eu não controlo e eu prefiro pensar em situações mais curta para poder aproveitar ele da melhor forma.

Barros e Lucas Piton

– O Piton já não estava bem no hotel, ficamos na dúvida se ele teria condições de jogo e no intervalo ele pediu para sair porque estava no limite dele. O Barros eu gosto muito, pela intensidade que ele tem, eu até vi ele meio cabisbaixo no treino e brinquei com ele “o que foi? não tá feliz? quer voltar pra baixo?”, então, eu disse para ele que ele conquistou o espaço dele aqui, eu acho que ele mais que merece ter oportunidade de estar com a gente. Ele agrega muita velocidade e intensidade no meio. E eu coloquei ele para poder ajudar o Puma na marcação, ele entrou bem de novo e estou feliz com o rendimento dele.

Clássico contra o Flamengo

– Clássico de domingo: Eu acho que é mais um jogo de um excelente nível. Se a gente tiver o resultado positivo não quer dizer que está tudo certo, e o contrário também não quer dizer que está tudo errado. É um grande clássico. Vamos entrar para conseguir essa vitória e dar a alegria para a torcida, que também quer muito esta vitória.

Alex Teixeira e Nenê

– Eu acho que você colocou bem, o Alex vem cada vez se adaptando mais a função de dez, ele tem uma característica diferente do Nenê, ele arrasta mais a bola, e o Nenê é um cara mais de armação. A gente pode usar os dois juntos, como foi contra o Botafogo, ou podemos fazer de tudo para eles estarem no auge da intensidade, em partes diferentes do jogo. Isso vai sair dependendo do jogo e do adversário.

Escalação ideal?

– Eu não gosto desta maneira de pensar, de uma escalação ideal, porque isso ignora o adversário. Acho que é uma base que a gente vem mantendo. Vamos tentar mexer de acordo com o adversário. Do Fluminense para o Botafogo, mesmo com as mesmas peças a gente mudou a estrutura do jogo. Então, eu acho que tudo depende do contexto.

Fonte: Globo Esporte

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