Léo despista sobre possibilidade de deixar o Vasco

O zagueiro ainda falou sobre as dificuldades que o Vasco da Gama em 2023 e mandou recado à torcida vascaína.

Léo durante o jogo contra o Palmeiras
Léo durante jogo contra o Palmeiras (Foto: Daniel Ramalho/Vasco)

Um dos símbolos do Vasco na temporada, o zagueiro Léo trata 2023 como um ano de aprendizado. O jogador sofreu assim como os torcedores na luta contra o rebaixamento, que foi evitado apenas na última rodada, depois de uma grande campanha de recuperação. Léo conversou com a reportagem do Lance! e destacou a dificuldade enfrentada que deixou uma lição para a vida toda.

– A temporada foi a mais difícil mentalmente da minha carreira. Não foi fácil, tivemos que ser resilientes, nos manter muito focados. Foi um ano que me ensinou muito sobre nunca desistir e confiar até o último instante.

O Vasco ficou 24 das 38 rodadas do Brasileirão dentro da zona de rebaixamento e chegou a ficar 10 jogos sem vencer. A queda, para muitos, era uma questão de tempo. No entanto, Léo revelou que isso jamais passou pela cabeça O zagueiro afirmou que manteve a fé e foi recompensado no final da competição.

– Em nenhum momento eu joguei a toalha ou pensei que poderia dar errado. Foi um momento difícil, confesso, mas tenho muita fé em Deus, creio muito no Deus que eu sigo, no trabalho e sabia que no final as coisas dariam certo e deu no último jogo. Todos nós jogadores, funcionários e torcedores saímos muitos felizes daquele jogo. Foi um alívio muito grande pra gente. Sabemos do tamanho do Vasco e da responsabilidade. Graças a Deus deu tudo certo.

Léo era do São Paulo e foi contratado pelo Vasco em dezembro do ano passado, por 3 milhões de dólares (cerca de R$ 16 milhões na cotação da época). Capitão até a chegada de Medel, o zagueiro disputou 46 jogos, 42 como titular e marcou um gol. Canhoto e com boa saída de bola, característica rara no futebol brasileiro, o jogador passou a ser cobiçado e recebeu sondagens do Internacional, Bahia e de clubes da França e do Qatar. Léo despistou sobre a possibilidade de sair do Cruz-Maltino.

– Não estou sabendo de nada, estou de férias. Meu empresário falou que quando eu voltar a gente conversa, mas não me passou nada. Agora eu penso em curtir minha família e não estou sabendo de nada. Quero aproveitar porque esse ano foi muito intenso, curtir minhas filhas, minha esposa e usar esse momento como recuperação.

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Por quê o trabalho do Maurício Barbieri não deu certo no Vasco?

– É um grande treinador. No início do trabalho começamos bem, arrancamos bem no início do Brasileiro, nos três primeiros jogos, mas infelizmente os resultados não aconteceram. Tinha jogos que iríamos bem, porém a bola não entrava. Futebol é resultado e infelizmente não deu certo.

Além da chegada do Ramón, o Vasco também trouxe reforços que melhoraram o time e deram uma base para o ano que vem. A expectativa para 2024 é por títulos?

– Foi um início de projeto e sabíamos que seria difícil. Todo começo não é fácil, mas acreditamos no trabalho e tenho a convicção que 2024 vai ser muito melhor. Espero que cada vez mais o Vasco decole. Essa torcida merece muito ser feliz. É um clube muito especial que merece disputar coisas grandes. Então trato essa temporada como aprendizado que nos preparou para um ano muito bom.

Nos momentos difíceis da temporada, você foi um dos poucos jogadores que se posicionava. Era uma determinação do clube ou partia de você querer dar satisfação aos torcedores?

– Foi um momento muito difícil no qual eu tive que me posicionar e fazer isso não é fácil. Mas eu levo comigo princípios, valores e caráter, que não se compra e não se acha em qualquer lugar. Caráter você nasce com ele. Eu sou muito de grupo e daquilo que eu acredito. O futebol é relacionado a vida. Então eu queria dar uma satisfação ao torcedor dentro daquilo que eu acredito. Valorizo muito a minha profissão, o lugar onde estou e dentro disso tudo, quando eu sou solicitado para falar, dentro e fora de campo, sempre estive presente. Sei da minha responsabilidade e entendi que naquele momento era necessário. O futebol é coletivo e dentro disso tudo eu achava importante me posicionar.

Qual mensagem você deixa para o torcedor vascaíno.

– Eles foram especiais demais esse ano. Pude presenciar o que o torcedor vascaíno é capaz de fazer. Incentivar o time, ajudar o grupo. Eu me senti muito feliz e honrado de ter o torcedor vascaíno sempre nos apoiando. Aproveito para desejar um feliz Natal e um feliz Ano Novo. Boas festas para todos.

Fonte: Lance!

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2 comentários
  • Responder

    Léo é menos pior que MEDEL, mas temos zagueiros como Miranda que não são aproveitados pois não falam espanhol.

  • Responder

    Que reforços são esses mencionados na pergunta pelo entrevistador? Ele se informou antes de fazer essa entrevista?

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