Lentidão para contratar técnico marca SAF no Vasco; Rogério Ceni segue favorito

O Vasco da Gama soma quase 100 dias sem técnico desde a chegada da SAF, com saídas de Jorginho, ano passado, e Maurício Barbieri.

Josh Wander em São Januário
Josh Wander em São Januário (Foto: Rafael Ribeiro/Vasco)

O Vasco completou nesta sexta-feira duas semanas sem treinador. O técnico Maurício Barbieri teve a demissão oficializada no dia 23 de junho, um dia depois da derrota para o Goiás, por 1 a 0, em São Januário. Desde então, a diretoria busca um substituto, mas até agora não anunciou um novo comandante.

O diretor de futebol Paulo Bracks se manifestou oficialmente sobre o tema na quinta-feira da semana passada (29), antes da apresentação do atacante Serginho. Na ocasião, o dirigente afirmou que o treinador do Vasco será escolhido apenas quando “nós tivermos convicção” e é justamente por isso que não há uma definição.

A demora na contratação de um novo técnico tem causado angústia e irritação nos torcedores vascaínos, que culpam diretamente os diretores da SAF, Luiz Mello e Paulo Bracks. No entanto, a 777 Football Group, braço esportivo da 777 Partners, tem responsabilidade direta nessa indefinição, já que todas as decisões precisam passar pelo aval do CEO Don Dransfield e do diretor esportivo Johannes Spors, que se notabilizam pela lentidão, atrapalhando negociações importantes para o Vasco.

A falta de senso de urgência dos dirigentes estrangeiros não é novidade. No ano passado, após Zé Ricardo pedir demissão, o Vasco ficou oito dias sem técnico. Era junho e na ocasião a 777 Partners ainda não tinha finalizado a compra da SAF, mas as decisões eram tomadas sob o crivo do grupo norte-americano.

Na época o departamento de futebol do Vasco era gerido por um comitê que apresentou cinco nomes para a 777 Partners: Juan Pablo Vojvoda, André Jardine, Eduardo Barroca, Maurício Barbieri e Maurício Souza. Os diretores do grupo norte-americano demoraram para tomar a decisão e quando a fizeram, optaram pela opção mais barata. Resultado, Maurício Souza ficou apenas 41 dias no cargo, sendo demitido após sete jogos, com três vitórias, dois empates e duas derrotas.

Emílio Faro assumiu o comando do Vasco interinamente por mais de um mês até a chegada de Jorginho, anunciado no dia 5 de setembro, quando a 777 Partners já tinha oficializada a compra de 70% das ações da SAF. O treinador serviu como um técnico tampão na reta final da Série B.

Após o acesso, Jorginho deixou o Vasco no dia 10 de novembro. Maurício Barbieri foi anunciado apenas em 6 de dezembro, quase um mês depois. Assim como Maurício Souza, o treinador não era a primeira opção. Na ocasião a diretoria tentou Juan Pablo Vojvoda, sondou Odair Hellmann e Antonio Oliveira e cogitou Marcelo Bielsa.

Assim como naquela época, a intenção é contratar um treinador estrangeiro. Após muitas análises e avaliações, o uruguaio Paulo Pezzolano foi escolhido pelos dirigentes da 777 Football Group, mas o técnico tem contrato com o Valladolid, da Espanha, até junho do ano que vem, o que dificultou um acerto.

Sem Pezzolano, Rogério Ceni surge como o técnico mais forte para assumir o Vasco. Ele conta com a simpatia do CEO Luiz Mello, está livre no mercado e sinalizou positivamente com a possibilidade de assumir o time. Neste sábado, o Cruz-Maltino enfrenta o Cruzeiro comandado pelo interino William Batista.

Tempo que o Vasco ficou sem treinador

  • Saída de Zé Ricardo até a chegada de Maurício Souza – 8 dias
  • Demissão de Maurício Souza até a chegada de Jorginho – 43 dias
  • Saída de Jorginho até a chegada de Maurício Barbieri – 26 dias
  • Demissão de Maurício Barbieri – 14 dias

Fonte: Lance!

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2 comentários
  • Responder

    Enrolação pura. Próprio de quem não tem intenção de contratar. Desonestidade é isso. A torcida vascaína é quem pode derrubar ou desmanchar esse acordo. Não ir ao estádio é uma. Deixar de prestigiar os patrocinadores, é outro.

  • Responder

    O Vasco tá escolhendo o pior técnico que se conforma si com o salário não cobra nada da diretoria

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