Situação no Brasileiro não deve alterar planos do Vasco na busca por técnico
Vasco da Gama seguirá adotando cautela na procura por um novo técnico mesmo sem vencer no Brasileiro e amargando a lanterna da competição.

Independentemente do resultado, a mudança de postura do Vasco no confronto de ontem na Vila Belmiro mostra que o time tem mais a entregar. Em resumo, em leitura básica do que se viu na derrota para o Santos, impossível não reconhecer que a saída de Fernando Diniz aliviou o peso que os jogadores carregavam nas costas. O mau resultado ficou por conta do desentrosamento na fase ofensiva, já conhecido, e de um erro na marcação a Neymar — autor dos dois gols santista.
Aparentemente, por ora, a derrota e a lanterna do Brasileiro não irão alterar os planos da diretoria com relação à contratação do técnico que substituirá Fernando Diniz. O esforço segue concentrado no interesse em Artur Jorge. Parece inviável, mas existe quem acredite na possibilidade de o treinador português, campeão do Brasileiro e da Libertadores pelo Botafogo em 2024, aceitar o desafio. Com o Al-Rayyan fora da disputa pelo titulo da Liga do Catar, o desejo se renova por mais um tempo.
Ou seja: o time que enfrentará o Fluminense na partida de volta da semifinal do Carioca, no domingo, deverá ser dirigido por Bruno Lazaroni, que o comandou nestes 2 a 1 o para o Santos. O interino não alterou as peças, mas mexeu no posicionamento, com o time no 4-4–2. Nuno e Rojas se alinharam a Barros e Thiago Mendes, com Gomez e Spinelli adiantados. O Vasco ganhou solidez defensiva e o formato deve se repetir no duelo de domingo, no Maracanã.
Na véspera, o Fluminense foi derrotado por 2 a 1, também em São Paulo. Mas teve atuação formidável em Barueri, medindo forças com o Palmeiras. Não fossem os 15 minutos iniciais, que lhe custaram um 2 a 0 no placar, o time de Luis Zubeldía teria saído com um resultado mais condizente ao que foi o duelo. Me surpreendeu a formação com Ganso, Acosta e Savarino, mas a entrega na recomposição defensiva, com ótima associação ofensiva deixou ótima impressão.
Ao contrário, por exemplo, do Botafogo de Martín Anselmi que, apesar do 2 a 0 sobre o Nacional Potosí e do consequente avanço de fase na pré-Libertadores, não jogou um bom futebol no Nilton Santos. O time segue com muitas deficiências para chegar com qualidade ao gol adversário e a esperança é que a chegada do argentino Medina, do Estudiantes, melhore o jogo ofensivo. O duelo com o Barcelona, do Equador, na próximo fase, será mais difícil do que se possa imaginar.
Fonte: Extra