Junta inclui não recadastrados e exclui anistiados na lista de votantes

A Junta eleitoral aprovou a inclusão de não recadastrados e exclusão de anistiados pelo Vasco da Gama na lista de votantes.

A Junta Eleitoral do Vasco aprovou, em reunião nesta sexta-feira, por quatro votos a um, a inclusão de pouco mais de três mil nomes na lista de aptos a votar no clube. São três categorias - benfeitor remido, remido e categoria campeão - que estão de volta entre os associados com direito a voto. Eles estavam inativos pois não atenderam ao recadastramento de 2018.

Na mesma reunião, ficou determinada a exclusão de sócios anistiados da categoria "geral". São 1.314 pessoas que perdem o direito de participar da vida política do Vasco, a começar pela decisão sobre as eleições diretas e novo estatuto em Assembleia Geral Extraordinária ainda a ser convocada - a eleição para escolher o próximo presidente está prevista para novembro. Estes sócios passaram por um processo de anistia também em 2018.

O caso é mais um capítulo na tumultuada vida política de São Januário. E, ao que tudo indica, irá parar na Justiça.

- Você que esteve em São Januário, cumpriu todos os requisitos estatutários, gerou receita para o clube com a intenção de ter o seu voto válido e contado... vai participar, sim. Vamos entrar na Justiça e lutar para que isso aconteça - anunciou Julio Brant, candidato derrotado na última eleição.

Veja como cada membro da Junta Eleitoral votou

A Junta Eleitoral é formada pelos presidentes dos cinco poderes do Vasco.

Exclusão do direito a voto dos sócios anistiados: 3 votos a 2 (Roberto Monteiro, presidente do Conselho Deliberativo, Edmilson Valentim, do Conselho Fiscal, e Silvio Godói, dos Beneméritos foram a favor; Faues Mussa, da Assembleia Geral, Alexandre Campello, da diretoria administrativa, contra).

Inclusão de três categorias (benfeitor remido, remido e categoria campeão) no direito a voto: 4 votos a 1. O único voto contrário Faues Mussa, presidente da Assembleia Geral. Os demais membros - Monteiro, Godói, Valentim e Campello - votaram pelo retorno dos associados na lista de sócios ativos.

Neste caso, há uma exceção: só vão entrar na lista aqueles abaixo de 95 anos de idade. Estes nomes já estavam na lista divulgada pela administração de Alexandre Campello nesta semana - no caso, de junho.

Eleição do Vasco está prevista para o fim de 2020

Os argumentos para os votos

Após o resultado da votação da Junta, Mussa divulgou uma nota oficial (veja abaixo). Ele argumentou, ao citar o Estatuto do clube, que o processo de anistia foi, sim, válido:

- É de competência do presidente do clube conceder anistia a sócio em atraso nos pagamentos. Nestes termos, o processo de concessão de anistia é integralmente válido.

Roberto Monteiro, presidente do Conselho Deliberativo, votou pela exclusão dos sócios gerais anistiados. Foi seguido por Edmilson Valentim, do Conselho Fiscal, e Silvio Godói, dos Beneméritos.

Monteiro argumentou que cabe também à Junta Eleitoral e não só à Diretoria Administrativa decidir sobre pagamento de reinclusão de categoria cancelada e de taxa de admissão de qualquer associado. Defendeu ainda que o Estatuto do clube estabelece que, uma vez eliminado, o sócio geral não tem como retornar ao quadro social sem pagamento de joia ou de nova taxa de admissão.

- O estatuto é taxativo ao prever que anistia do presidente só pode abranger mensalidades e/ou anuidades. Além disso, é igualmente categórico e taxativo ao dispor que qualquer tipo de perdão de dívida cabe ao Conselho Deliberativo e, no caso específico de readmissão no quadro social, ao Conselho de Beneméritos - disse Monteiro.

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