Juninho Pernambucano questiona ida de Dorival ao Fluminense

Questionado sobre a opção do técnico Dorival Júnior em assumir o Fluminense, Juninho não escondeu o susto com a decisão.

Juninho Pernambucano

Juninho Pernambucano

Em recuperação nos próximos três meses de uma grave lesão na coxa direita, o meia Juninho Pernambucano indicou mais uma vez neste sábado que a tendência é anunciar oficialmente a aposentadoria em janeiro. Em entrevista à Rádio Globo, o ídolo do Vasco reconheceu as dificuldades para voltar a atuar no Campeonato Carioca de 2014 e também questionou a ida do técnico Dorival Júnior para o Fluminense.

“Estava muito animado em disputar o Campeonato Carioca. Tenho um jogo prometido ainda para fazer na França e não queria uma partida de despedida como todo mundo faz. Quero competir, jogar e poder perder ou ganhar. Não quero uma partida por fazer. Não esperava o que aconteceu [lesão] e nunca fiquei tanto tempo parado. Vou tomar a decisão em janeiro, mas a tendência é realmente parar de jogar. Com 38 anos é muito mais difícil recuperar o tempo perdido, a parte física…”, afirmou.

Questionado sobre a opção do técnico Dorival Júnior em assumir o Fluminense, que também luta contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro, Juninho não escondeu o susto com a decisão do ex-técnico cruzmaltino.

“Assusta. Todos têm o direito, mas não acho que seja o ideal para os treinadores do futebol brasileiro. Talvez ele venha a sofrer na classe dos treinadores. Se o Vasco cair, ele será considerado o técnico que salvou o Fluminense. Porém, passou mais de 20 rodadas no Vasco. Respeito a escolha, tivemos uma boa relação, mas não acho que seja o ideal”, comentou.

Por fim, o camisa 8 de São Januário falou sobre o movimento Bom Senso F.C, que visa melhores condições de trabalho para o futebol brasileiro. Juninho esclareceu alguns pontos e explicou os motivos dos recentes protestos.

“A busca pelo equilíbrio é fundamental para dar oportunidade aos times menores. O calendário chegou ao limite e precisa ser modificado. Os jogadores entram em campo sem condições ideais. O que chamou a atenção no primeiro dia que chegamos à CBF (Confederação Brasileira de Futebol) foi o fato de aparentemente não sermos levados seriamente. É muito bom o que está acontecendo. Essas manifestações são para mostrar isso”, encerrou.

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