Jornalista revela versão de Pedrinho sobre confusão no Mineirão
Pedrinho afirmou que acompanhou o árbitro pelo túnel após empate no Mineirão, e que fez críticas sobre sua atuação em campo.

O empate em 3 a 3 entre Cruzeiro e Vasco, neste domingo (15), pela 6ª rodada do Campeonato Brasileiro Série A, no Estádio Mineirão, terminou em grande confusão envolvendo dirigentes vascaínos, a equipe de arbitragem e policiais militares.
A insatisfação do Vasco com a arbitragem, principalmente pela não marcação de dois supostos pênaltis e pelo acréscimo de 11 minutos no segundo tempo, provocou um bate-boca no túnel de acesso aos vestiários. A situação escalou até a intervenção da Polícia Militar de Minas Gerais, que utilizou spray de pimenta para conter o tumulto. O caso foi registrado em boletim de ocorrência.
O que diz a súmula da partida entre Cruzeiro x Vasco
Na súmula da partida, o árbitro Lucas Torezin relatou que o gerente do Vasco, Clauber Antunes Rocha, entrou no campo após o apito final e foi em direção à arbitragem reclamando dos acréscimos.
Segundo o documento, ele afirmou:
– Eu estou gravando tudo, esses acréscimos foram um absurdo, não tem cabimento 11 minutos nesse jogo.
Inicialmente, a arbitragem aplicou cartão amarelo por acreditar que Clauber fosse integrante da comissão técnica. Posteriormente, foi constatado que se tratava de um diretor do clube.
O relato mais detalhado envolve o presidente do Vasco, Pedrinho. De acordo com a súmula, ele abordou o árbitro na zona mista, já no caminho para o vestiário, e fez críticas duras à condução da partida.
O árbitro registrou que Pedrinho disse:
– Você vai relatar na súmula tudo o que eu vou te falar. Você sempre prejudica o Vasco quando a gente joga fora de casa… Você é arrogante, prepotente e soberbo. Sua forma de apitar é arrogante. Sua soberba vai preceder a sua queda.
Ainda segundo o documento, policiais que escoltavam a arbitragem intervieram quando dirigentes e seguranças do Vasco se aproximaram. Um dos agentes utilizou spray de pimenta em direção ao chão para dispersar o grupo, o que causou irritação nos olhos e tosse nos árbitros.
Após o episódio, a arbitragem foi encaminhada à delegacia da Polícia Civil dentro do estádio para prestar depoimento como testemunha.
Versão de Pedrinho
Em contato com o jornalista Igor Rodrigues, da CazéTV, Pedrinho apresentou sua versão dos fatos — que, em grande parte, coincide com o que foi registrado na súmula.
O presidente vascaíno afirmou que apenas acompanhou o árbitro pelo túnel enquanto fazia críticas à arbitragem, mencionando inclusive um jogo anterior contra o Palmeiras em que, segundo ele, o clube também teria sido prejudicado.
Pedrinho disse que estava “com os braços para trás” enquanto falava e reforçou que pediu para que todas as suas palavras fossem registradas no documento oficial da partida.
Ele relatou que a situação saiu do controle quando um policial apareceu com escudo e disparou spray de pimenta.
– Do nada um guarda chegou com escudo tirando o Pedrinho e atirou o spray de pimenta. Fiquei transtornado e fui para cima para entender o que estava acontecendo – disse Igor Rodrigues após contato com o presidente.
Na manhã desta segunda-feria (16), o Vasco encaminhou um ofício formal à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) manifestando inconformismo com decisões da arbitragem na partida contra o Cruzeiro.
Fonte: Lance!