Grupos se movimentam apesar de indefinição sobre nova eleição no Vasco

Os grupos políticos do Vasco da Gama se movimentam por nova eleição, apesar da indefinição sobre sua realização.

A desembargadora Márcia Alvarenga Ferreira, da 17ª Câmara Cívil do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, suspendeu temporariamente na última quarta-feira (10) a liminar que anulava a eleição do Vasco de novembro de 2017. A decisão, no entanto, não deu trégua aos movimentos dos grupos políticos visando um possível novo pleito em caso de reversão do decreto.

Antes da liminar ser cassada, uma nova votação estava marcada para o dia 8 de dezembro de 2018. A magistrada, porém, decidiu transferir todos os processos para a juíza Maria Cecília Pinto Gonçalves, da 52ª Vara Cívil, para que todos os assuntos relacionados ao processo eleitoral vascaíno fiquem concentrados em um só lugar, evitando, assim, o "risco de decisões conflitantes e contraditórias".

A possibilidade de Maria Cecília Pinto Gonçalves – que havia sido a responsável por apurar as fraudes da urna 7 - conceder nova liminar de anulação após as análises faz com que os grupos sigam projetando uma disputa eleitoral.

Novamente como presidente legítimo, Alexandre Campello, por exemplo, já admite se lançar como candidato em caso de novas eleições. Na última segunda-feira, ele ganhou o apoio de figurões da política cruzmaltina na luta contra a liminar que até então não tinha sido suspensa. Sentaram ao seu lado na mesa da sede Náutica da Lagoa (RJ) nomes conhecidos como os de Eurico Miranda, José Luiz Moreira, Jorge Salgado, Luiz Manoel Fernandes, Olavo Monteiro de Carvalho, Roberto Monteiro, entre outros.

Todavia, não se sabe ainda se todos esses o apoiarão numa possível candidatura. Monteiro, por exemplo, tem divergências públicas com o mandatário e é líder do grupo "Identidade Vasco", que rompeu com Campello no início do ano.

O "Cruzada Vascaína", que aceitou o convite do presidente para um auxílio na diretoria após a saída da "IV", não confirma se apoiará o dirigente em caso de eleição ou se lançará um nome próprio.

O "Casaca", que há anos apoia Eurico Miranda, convocou uma reunião aberta para o próximo dia 16, às 19h, num local no Centro (RJ), onde debaterá sobre os rumos do clube.

O "Sempre Vasco", do ex-candidato Julio Brant, segue ativo e tem se debruçado nas questões jurídicas e também de apoio no Conselho Deliberativo, onde perderam na eleição de janeiro deste ano.

Figura importante desde a última eleição, o benemérito Otto de Carvalho segue conversando com correntes políticas e ainda não manifestou apoio público a nenhum possível candidato. Fato parecido com o grupo do ex-vice de futebol Fred Lopes, que tem angariado alianças e pode até mesmo lançar uma candidatura própria caso uma nova liminar anule novamente o pleito do ano passado.

Três recursos "na fila de espera"

Com a decisão da desembargadora, os três recursos contra a liminar que anulou a eleição estão em compasso de espera na Justiça. Caso a juíza Maria Cecília opte por cancelar novamente o pleito, os documentos serão analisados.

Além do Vasco, entraram com recurso dois conselheiros de maneira individual.

No aguardo do empréstimo

A suspensão da liminar fez com que a diretoria retomasse as negociações para um empréstimo de R$ 31 milhões já aprovado pelo Conselho Deliberativo.

Alexandre Campello alegou logo após a anulação que havia recebido um comunicado da TV Globo de que não teria garantias para o empréstimo por conta deste impasse em função de não haver segurança jurídica para tal.

Com a nova situação judicial, a diretoria encaminhou a decisão e espera um aval da TV Globo para fechar a operação já acordada junto ao banco.

Além das cotas da emissora, o Vasco havia dado também como garantia cotas da Ferj (Federação de Futebol do Rio de Janeiro).

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