Fluminense e Santos lideram oposição contra plano do Vasco na CBF
Clubes e agentes rejeitam modelo de pagamento até 2038 e questionam viabilidade financeira da proposta.

O Vasco da Gama enfrenta forte resistência de credores ao novo plano coletivo de pagamento apresentado à Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), da CBF.
Clubes e empresas ligadas a agentes de jogadores protocolaram impugnações ao modelo proposto pela SAF, criticando a falta de garantias e a viabilidade do cumprimento da dívida.
Entre os principais credores que se manifestaram contra o plano estão Fluminense, Santos e Red Bull Bragantino, além de empresas como Link Assessoria Esportiva, OTB e Guadagno Sports.
Principais críticas
Os credores questionam pontos centrais da proposta vascaína, especialmente a limitação de pagamento em até R$ 10 milhões por ano até 2038. Para eles, o modelo não assegura quitação efetiva das dívidas e transfere riscos ao próprio credor.
Entre as críticas apresentadas, destacam-se:
- Falta de prazo definido para quitação total, com previsão considerada vaga de pagamentos “conforme necessário”
- Atualização da dívida apenas pelo IPCA, sem aplicação de juros
- Ausência de garantias e punições em caso de inadimplência
- Limitação anual de pagamento, que pode alongar excessivamente o prazo
Além disso, os credores cobram a adoção de mecanismos mais rígidos, como multas, bloqueio de receitas e até sanções esportivas em caso de descumprimento, citando precedentes aplicados a outros clubes.
“Risco transferido ao credor”, dizem representantes
Um dos pontos mais criticados nas impugnações é o fato de o plano, na visão dos credores, vincular o pagamento ao desempenho financeiro e esportivo do clube.
Segundo manifestação da Link Assessoria Esportiva, o modelo proposto “subordina a satisfação do crédito ao êxito esportivo”, transferindo ao credor um risco que seria inerente à gestão do clube.
Questionamentos sobre viabilidade e transparência
Os credores também levantam dúvidas sobre a capacidade financeira do Vasco de cumprir o plano, além de apontarem falta de transparência orçamentária. Outro ponto de preocupação é a inclusão recente de novos débitos na lista, o que pode diluir ainda mais os valores a serem pagos.
Diante das impugnações, a decisão da CNRD é aguardada nos próximos dias, e deve definir os rumos da negociação entre o clube e seus credores. As informações foram divulgadas inicialmente pelo GE.