À espera de nova eleição, Julio Brant explica ausência em votação

O conselheiro Julio Brant, explicou sua ausência nas reuniões em São Januário e disse acreditar em nova eleição em janeiro.

Escolhido pelos associados, Júlio Brant tinha tudo para se tornar presidente do Vasco da Gama. Mas no segundo turno da eleição, quando apenas os conselheiros puderam votar, Alexandre Campello foi o escolhido em meio a uma manobra política que envolveu o ex-presidente Eurico Miranda e aliados. A justiça já determinou a realização de novo pleito, mas uma liminar barrou a ida às urnas. O blog entrou em contato com Brant, que diz acreditar, ainda, em nova votação no começo de 2019.

Ouvi queixas de opositores a quem está no poder de que você raramente aparece em São Januário, que na recente votação do orçamento para 2019 estava na Europa e nem votou. O que diria a respeito?

Julio Brant: A minha ida a São Januário requer uma logística muito grande e alguns cuidados de segurança: hostilidade por parte de alguns pequenos grupos e grande apoio da maioria dos torcedores. Fui aos jogos importantes da Libertadores e do Campeonato Brasileiro e tive o apoio manifestado pela torcida ao gritar em peso meu nome, num claro sinal de que não quer a manutenção do que está hoje no clube. Sobre estar na Europa, minha vida profissional exige e isso acontece desde 2014, quando entrei pela primeira vez no Conselho do clube. Os acordos profissionais para reduzir carga de trabalho ficam para quando assumir o Vasco.

Como anda sua relação com a complexa política do clube?

A nossa base de conselheiros está indo a todas as reuniões e se mantém firme no propósito de mudar o Vasco. Esses que falam isso tentam desconstruir a imagem que representamos: a ameaça de mudar o status quo, as mesmas práticas de sempre, que levaram o clube a situação de hoje.

Sobre a eleição, continuamos otimistas, respeitando a Justiça, sempre. Ela possui o seu ritmo. Nosso trabalho técnico e nas conversas tem sido incansável e sólido. O TJRJ tem dado sinais claros de entendimento e da necessidade de mudanças de algumas práticas na sociedade.

Ainda crê na realização da eleição em 2019?

Sim, estamos confiantes. A decisão deve sair em breve.

Quando acredita?

Em janeiro. Se decidir favoravelmente teria que ser logo no início do ano.

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