Diniz justifica falta de gols após Vasco desperdiçar chances contra a Chape
Após empate com a Chapecoense, Fernando Diniz atribui falta de gols à inspiração e defende continuidade do trabalho no Vasco da Gama.

Após o empate do Vasco contra a Chapecoense, em São Januário, Fernando Diniz comentou a dificuldade da equipe em balançar as redes e voltou a defender a manutenção do modelo de jogo, apesar do resultado frustrante.
Vaiado pela torcida ao fim da partida, o treinador apontou a falta de inspiração como fator determinante para o placar zerado.
– Acho que faltou inspiração mesmo. Como faltou contra o Madureira. Hoje a gente teve muito mais chances fáceis até do que contra o Madureira e não conseguiu. Simplesmente hoje a bola teimou em não entrar – afirmou Diniz.
Segundo o treinador, o problema não está relacionado à preparação ou ao trabalho realizado no dia a dia. Para ele, o Vasco produziu ofensivamente, criou oportunidades claras e manteve um nível competitivo elevado ao longo da partida.
– Não falta treino, não é uma coisa só de treinar. Acredito que a bola vai começar a entrar. O que a gente tem é que continuar a produção e continuar marcando bem – completou.
Diniz também destacou o desempenho defensivo da Chapecoense, reforçando que o adversário não pode ser tratado como um time de menor expressão. O treinador lembrou que a equipe catarinense vem apresentando números ofensivos relevantes no campeonato.
– O time da Chapecoense fez quatro gols no Santos, fez quatro no Criciúma, que é um bom time. Não é um time qualquer. Não tem jogo fácil no Brasileiro – disse.
De acordo com o técnico, o Vasco finalizou 11 vezes na direção do gol e criou ao menos sete chances claras, números que, na avaliação da comissão técnica, indicam uma atuação competitiva, apesar do empate.
Mesmo com o discurso de confiança, a dificuldade em converter oportunidades segue como um dos principais pontos de discussão em torno do trabalho de Fernando Diniz.
O tema ganha ainda mais peso diante da ausência de Rayan e Vegetti, dois jogadores que faziam diferença justamente na definição das jogadas. Sem Rayan e Vegetti, Vasco perde poder de decisão no ataque
A falta de uma referência clara na área tem sido apontada como fator determinante para que o Vasco transforme volume de jogo em resultados mais consistentes.
Apesar do ambiente de cobrança, Diniz reforçou que não houve acomodação por parte do elenco e reconheceu a frustração pelo resultado.
– O mais importante era vencer e a gente não venceu. Mas tem que saber reconhecer aquilo que teve de positivo e corrigir os erros, o que a gente sempre tem procurado fazer – concluiu.
Com o empate, o Vasco amplia a pressão sobre o treinador nesse início de temporada, em que desempenho e resultado precisarão caminhar juntos para aliviar o clima em São Januário.