Diniz faz coro à torcida do Vasco pede a permanência de Rayan

Técnico do Vasco da Gama, Fernando Diniz falou sobre a possível saída de Rayan para o futebol da Inglaterra.

Bronca de Diniz em Rayan durante Vasco x Corinthians
Bronca de Diniz em Rayan durante Vasco x Corinthians (Foto: Reprodução/Ge)

Técnico do Vasco, Fernando Diniz analisou a possível saída de Rayan do Vasco após a vitória por 4 a 2 sobre o Maricá nesta quinta-feira (15), em São Januário, pela primeira rodada do Carioca. Em entrevista coletiva, o comandante cruz-maltino defendeu que a permanência do atacante na Colina é o melhor tanto para o clube quanto para o jogador. O atleta tem proposta do Bournemouth da Inglaterra.

— Em relação ao Rayan, desde que eu cheguei aqui, eu vi um potencial imenso. E essa imensidão de potencial está só no começo. Não acho que é o momento do Rayan sair, para nenhum time e por nenhum valor. Falo desportivamente e pela relação que eu tenho com ele, que é muito próxima. Se fosse meu filho, ele jamais sairia do Vasco neste momento. O Rayan merece, mais que qualquer coisa, ele merece ficar no Vasco, e o Vasco merece que ele fique — disparou Diniz.

— Este início dele, de hoje, é uma amostra daquilo que pode acontecer nesta temporada. Rayan tem tudo para se afirmar de maneira contundente no futebol brasileiro, e mais bem preparado para explorar o mercado europeu. O potencial do Rayan é para ser um dos maiores jogadores do mundo. Ele tem tudo. E eu gosto muito do Rayan como pessoa, desde o primeiro dia que a gente se encontrou, foi uma química muito forte. Eu torço e estou fazendo força para que ele permaneça no Vasco. É o melhor para o Rayan, o melhor para o Vasco e até para o futebol brasileiro — completou o treinador.

Diniz avaliou também a atuação da equipe diante do Maricá, o primeiro jogo da temporada. Ele elogiou a postura propositiva do time na primeira etapa e a superação após o intervalo, quando o time atuou com um a menos. Por outro lado, criticou os erros defensivos nas bolas aéreas adversárias.

— Time fez uma partida muito boa, mas com alguns vacilos que não podemos cometer. Tivemos uma posse de bola bastante positiva. No primeiro tempo, fizemos dois gols, mas poderíamos ter feito três, quatro ou cinco. Ponto negativo foi a gente ceder um escanteio que não precisava, depois falhar na marcação, tomar o gol e ter o lance da expulsão. No segundo tempo, com um jogador a menos, a equipe soube se superar, conseguiu marcar bem, conseguiu jogar e fazer mais dois gols. Falhamos também no gol de bola parada deles — analisou o técnico.

O comandante do Vasco afirmou, ainda, que planeja fazer mudanças na equipe para o duelo com o Nova Iguaçu, no próximo domingo (18). Diante do Maricá, primeiro jogo da temporada, o treinador optou por escalar o time titular.

— Em relação à frequência do time, existe uma tendência natural de trocar a escalação para domingo. Não gosto muito de fazer uma projeção, mas, para domingo, a tendência é ter bastante mexidas.

Outras respostas de Diniz após Vasco x Maricá

Altura dos zagueiros prejudica bola aérea?

— Você viu o Cuesta falhar na bola área defensiva, hoje ou ao longo do campeonato (passado)? O Sérgio Ramos falhava em bola defensiva? A questão não é altura, e sim ter imposição na área. A altura é um ponto, mas a impulsão é um ponto, tempo de bola é outro ponto e a agressividade, principalmente, outro ponto. Bola aérea não se define só porque o jogador é alto. O Saldivia é um jogador que tem muita imposição, e o Cuesta é muito impositivo. Se você ver as bolas que o Saldivia disputa… e dificilmente o Cuesta perde uma bola no alto. Ele não é alto, mas ele pula muito, tem um tempo de bola muito bom. O problema da bola defensiva não é só altura, hoje, por exemplo, não teve nada a ver com altura. O primeiro foi um descuido, a gente tirou, o time demorou a sair da área, um pouco parecido com o jogo contra o Fluminense lá no meu primeiro jogo. Hoje, se a gente sai a tempo, a gente tinha travado o chute no primeiro gol. No segundo, a bola era aberta, era claro que a bola iria na marca do pênalti, e a gente ficou em linha dentro da pequena área e não conseguiu tirar. Estávamos marcando alguns jogadores individualmente, e um jogador especificamente estava solto.

Por que não dar chances a jogadores pouco utilizados com a vantagem no placar?

— O jogo não estava ganho. A gente estava com um jogador a menos e uma diferença de dois gols, se eles fazem um… não acho que o jogo estava ganho, de jeito nenhum. E a ideia do planejamento não era testar jogadores no jogo de hoje. A gente vai ver na sequência como vai fazer para ver os jogadores. Vou testar a medida que eu sinto confiança e for melhor para o Vasco. Não vou testar só por testar no jogo, eu estou vendo o treinamento e, se não achar que o jogador tem que entrar, não vai entrar. Vou testar à medida que eu tenha confiança ou que o jogo peça.

Interesse em Marino Hinestroza

— O Hinestroza é um jogador que eu gosto, já havia falado isso em outro momento, no ano passado. Ele fez uma Copa Libertadores na qual enfrentou times brasileiros, e ficou até mais fácil para a gente acompanhar. Um jogador interessante, mas por enquanto não tem absolutamente nada.

Possível saída de Vegetti

— Há rumores do Cerro Porteño. É outro jogador que gosto muito. Em nenhum momento ele estava fora dos meus planos. Agora, se acontecer algo diferente e ele tiver o desejo de sair é algo que vai se conversar em algum momento. Ele virou ídolo em um momento muito complicado. Aquele ano de 2023, aquela fuga do rebaixamento, valia mais do que algum título. Caindo naquele momento, seria desastroso para todo mundo. Não sabemos como o Vasco estaria hoje. O Vegetti é um cara que tem muita importância na história recente. É um grande artilheiro e ídolo da torcida. Sempre me ajudou, jogando ou não jogando. Em nenhum momento esteve fora dos planos. Nos próximos dias, se vai haver negociação ou não, não posso te dizer agora.

Gol anulado do Maricá

— Não tem a ver com o que aconteceu contra o Corinthians. São situações completamente diferentes. Contra o Corinthians a gente tinha uma marcação que subimos de maneira equivocada e fez um retorno lento. Hoje foi um erro de passe do Cuesta e não soubemos se proteger rapidamente para evitar. Por pouco não tomamos o gol. São erros diferentes, erramos nos dois lances, mas não são o mesmo tipo de erro.

Expulsão do Piton

— Lido de todas as formas possíveis, correção sempre é bom. Correção não serve só para o jogador que está sendo corrigido, serve para os outros que estão presenciando. É uma correção em todas as frentes, individual, coletiva, tática, psicológica… São momentos de jogo e tomadas de decisão onde a gente têm que aprender a ser grande.

Instruções no intervalo

— Fizemos um ajuste rápido de como marcaríamos. Optamos por marcar no 4-2-3 e não abaixar muito as linhas de marcação. Foi um momento curto de oscilação. O time jogou bem quase o jogo todo.

Estratégia em caso de saída de Rayan

— Vai ser montada agora se ele sair, porque não estava contando com a saída do Rayan. Converso muito com ele e com pessoas próximas, mais de uma vez. No entendimento do clube, a renovação de contrato não era para uma saída nessa janela. Acho que ele deveria ficar ao menos mais uma temporada. Repito o que disse antes, o Rayan é insubstituível. Ele vale mais do que o que está sendo negociado. Depois do jogo de hoje já valeria dois ou três milhões a mais. Ele só precisava do tempo para fazer as coisas. E ele merece sair daqui com outro tipo de status e em uma situação de poder escolher onde jogar. No final do ano, ia sair novo, mais experiente, muito provavelmente com convocação para a Seleção Brasileira. Porque é um jogador diferente, falo isso desde que cheguei aqui. Tem um potencial que está se descobrindo. Para mim os motivos são claros para ficar. As razões financeiras são coisas a se resolver, mas o melhor lugar esportivamente para ele estar é o Vasco.

Fonte: Lance!

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