Caixa não é notificada e verba para pagar funcionários do Vasco segue retida

A Caixa informou que ainda não foi notificada sobre a liberação do dinheiro para pagamento dos funcionários do Vasco da Gama.

O Sindicato dos Empregados em Clubes, Federações e Confederações Esportivas e Atletas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro (Sindeclubes) ainda não recebeu da Caixa Econômica Federal o valor de R$ 5 milhões referente à cota de patrocínio do Vasco. O dinheiro seria usado para pagar parte dos salários atrasados dos funcionários do clube. Na última sexta, a Justiça do Trabalho desbloqueou o dinheiro e deu prazo de 24 horas para que o pagamento fosse feito.

De acordo com a assessoria da Caixa, a estatal ainda não foi notificada e não teve acesso ao processo. O banco ainda estuda recorrer da decisão da Justiça do Trabalho.

- A CAIXA informa que avalia a possibilidade de recorrer da decisão. O banco esclarece que ainda não teve acesso ao processo – disse comunicado da Caixa, após ser consultada pelo GloboEsporte.com.

Trata-se da segunda decisão do caso. No último dia 6 de fevereiro, o magistrado havia dado prazo de 48h para a disponibilização do dinheiro. A Caixa argumentou que o Vasco não tinha a Certidão Negativa de Débito (CND) e que, por isso, mantinha o valore retido. Como o prazo venceu, houve a nova ordem judicial.

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Em sentença publicada no dia 3 de fevereiro, o juiz Jose Monteiro Lopes condenou o Vasco a efetuar o pagamento - negou a responsabilização criminal dos administradores do clube. O Sindeclubes, então, apontou que havia a verba de patrocínio retida e, portanto, houve a determinação de desbloqueio. Na última decisão, o magistrado, aliás, afirmou que caso não haja o cumprimento haverá o crime de desobediência.

Na última quarta, aliás, eles pararam de trabalhar em forma de protesto por conta do atraso de pagamento.

O Vasco, na administração de Alexandre Campello, convive com atraso salarial desde 2018. O atual débito é o seguinte:

Jogadores: dezembro, 13º e férias (CLT) e direitos de imagem.

Funcionários: novembro (quem ganha acima de R$ 1,8 mi), dezembro 13º e férias (CLT).

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