Brener relembra passagem pelo Vasco e revela torcida pelo xará

Xodó da torcida do Vasco nos anos 90, Brener releva torcida pelo sucesso do seu xará, novo reforço do Clube.

Brenner em jogo contra a Chapecoense
Brenner em jogo contra a Chapecoense (Foto: Thiago Ribeiro/ Agif/Gazeta Press)

No empate com a Chapecoense na quinta-feira passada, jogo marcado pela estreia de Brenner como titular no ataque do Vasco, um ex-jogador do clube que entende da posição e foi xodó da torcida nos anos 90 estava nas arquibancadas de São Januário. O nome dele também é Brener, mas com um “n” só.

Brener viu de perto o Vasco desperdiçar um caminhão de chances no jogo válido pela segunda rodada do Brasileirão. O seu xará perdeu ao menos três oportunidades claríssimas e ouviu a corneta de alguns torcedores, especialmente depois do gol de empate da Chape marcado nos acréscimos.

“Eu espero que ele possa ter sucesso. E possa, o quanto antes, começar a fazer os gols. Até mesmo para poder dar uma tranquilidade maior para ele”, disse Brener ao ge.

— Eu sei como é a vida de atacante. Quando você não faz gol, a cobrança aumenta. Eu espero que ele possa ter bom rendimento no Vasco e nos dar muitas alegrias — completou o ex-jogador, que está com 50 anos.

Brener é vascaíno é vai ao estádio com frequência. Na campanha do vice-campeonato da Copa do Brasil do ano passado, por exemplo, esteve no Maracanã nos dois jogos da semifinal contra o Fluminense e na decisão diante do Corinthians.

Apesar dos quase 100 jogos oficiais disputados com a camisa do Vasco, com 12 gols marcados, o ex-jogador não tem o costume de ser reconhecido. Mas não esquenta a cabeça com relação a isso.

— Quando vou aos jogos em São Januário, um ou outro ainda me reconhecem. Mas passaram muitos anos, renova-se as idades, essas coisas. Muita gente não sabe, não me viu jogar. Assim como eu também não vi grandes jogadores de outras épocas jogarem, né. Então o reconhecimento não acontece com tanta frequência — explicou.

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“Hoje eu teria mais oportunidades”

Brener jogou bola numa época do futebol carioca em que os times sub-20 faziam preliminar em jogos no Maracanã – e o atacante soube tirar proveito disso. Entre 1993 e 1994, a torcida do Vasco se acostumou a ver os gols de Brener nas prévias do time principal ir a campo e abraçou o jovem jogador antes mesmo se estrear pelo profissional.

“A torcida gritava ‘olê olê olê, Brener Brener!’. Tinha também ‘olelê olalá, o Brener vem aí e o bicho vai pegar'”, recordou.

Quando foi para o time de cima, Brener se tornou uma espécie de amuleto, colocando fogo nos jogos quando entrava no segundo tempo. Foi assim na vitória por 5 a 3 no clássico contra o Fluminense pelo Brasileirão de 1996. O Flu vencia por 2 a 0, mas o garoto saiu do banco depois do intervalo e brilhou com dois gols e duas assistências.

Brener fez parte da campanha do título brasileiro de 1997, mas nunca conseguiu se firmar no time titular. Ele acredita que a concorrência na posição foi o principal motivo – o que não ocorreria nos dias de hoje, segundo a opinião do ex-jogador.

— Nessa época, tinha muitos jogadores qualificados. Então ter oportunidade de começar como titular era muito difícil. Peguei uma safra muito boa, na década de 90, principalmente com 97, com ataque com Evair e Edmundo, fomos campeões brasileiros. E em 98, na Libertadores, chegaram Donizete Pantera e Luizão (risos). Então era muito difícil para mim — reconheceu.

“Acredito que, se fosse nos dias de hoje, com todo respeito que eu tenho aos atletas, eu teria mais oportunidades de jogar”, completou.

Brener também sofreu com um problema crônico no púbis, que o atrapalhava desde a base. Ele seguiu convivendo com as dores no profissional, por vezes perdia treinos e jogos em função disso e em determinado momento precisou ser submetido a uma cirurgia. “Meu púbis estava bem castigado”, se lembrou.

Quando se recuperou, teve ainda mais dificuldade para encontrar espaço no ataque do Vasco. Brener fez parte do elenco campeão da Libertadores de 1998, mas acabou deixando o clube no final daquela temporada. Teve um currículo recheado de passagens por clubes de menor expressão depois disso, como Treze, Guarani, Avaí e Inter de Limeira.

Atualmente, Brener trabalha na Secretaria de Esportes de sua cidade, Itaboraí, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Ele toca um projeto esportivo que atende crianças entre cinco e 12 anos.

Fonte: Globo Esporte

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