Confira uma análise de jogadores do Vasco no Carioca

O Vasco terminou o Carioca com alguns jogadores em alta, mas outros não teve destaque e não pontaram com Zé Ricardo.

O título não veio, mas nem por isso a participação do Vasco no Carioca será jogada no lixo. A primeira competição da temporada serve, de certa forma, para Zé Ricardo avaliar o elenco que tem em mãos. E ao fim do estadual, quem saiu por baixo e quem saiu por cima? O LANCE! analisa os destaques.

- Do ano passado para agora foram muitas trocas, muitas saídas, muitas chegadas. Buscamos entrosar o mais rápido possível. Sempre demos importância ao estadual. Quando não entramos com a equipe teoricamente titular, é porque não tínhamos condicionamento físico ideal. Traçamos dois grandes objetivos: classificar na Libertadores e ser campeão estadual. Chegamos muito próximos do segundo objetivo, o que fecharia o primeiro semestre de forma muito positiva - afirma Zé, que só fará mudanças no elenco no segundo semestre.

- Na parada da Copa do Mundo faremos outro planejamento.

Foram 15 partidas disputadas no Carioca, com oito vitórias, dois empates e cinco derrotas. Sete clássicos e apenas duas derrotas - ambas para o Botafogo. Os titulares foram poupados em apenas quatro jogos e a garotada teve tempo para mostrar serviço. Porém, alguns não agarraram a chance e saem em baixa após o campeonato. Casos de Paulo Vitor e Caio Monteiro, que devem perder espaço no Brasileirão. Outros, como Bruno Paulista e Fabrício, podem ter desperdiçado a última oportunidade. Por outro lado, Paulinho termina mais em alta que nunca - como craque do torneio.

​VOANDO!

Dos garotos, quem mais se destacou foi Paulinho. Com apenas 17 anos, furou a fila, surpreendeu a todos e se sagrou craque do campeonato. A lesão no cotovelo, no entanto, o tira dos gramados até o segundo semestre.

Desábato chegou como incógnita e deu conta do recado logo de início. Virou peça-chave no esquema de Zé Ricardo e, em poucos meses, xodó da torcida. Sai em alta no Carioca, onde foi eleito o melhor volante da competição.

Se em 2017 Yago Pikachu sofria com a concorrência de Gilberto e Madson, neste ano a história mudou. Homem de confiança de Zé, é titular tanto na lateral como na frente. Os gols nos clássicos e intensidade em campo dão moral para o camisa 22 seguir em alta no Brasileirão.

​FIM DA LINHA?

​Nem tudo deu certo no Carioca e alguns atletas podem ter perdido a última chance de mostrar valor no Vasco. Caso de Bruno Paulista, em baixa com a torcida. O volante atuou apenas quatro vezes e não completou 90 minutos em campo em nenhum jogo. Depois de ser sacado no intervalo na derrota para a Portuguesa, sequer foi relacionado novamente.

Bruno Paulista tem contrato com o Vasco só até o meio do ano e não deve renovar. A diretoria resolverá o caso nesta semana. Mesmo inscrito na Libertadores, não faz parte dos planos de Zé Ricardo, que pediu a contratação de Bruno Silva para o banco de reservas.

​Fabrício chegou em janeiro para ser uma opção experiente na ausência de Ramon, que se recupera de lesão. No entanto, viu Henrique assumir a titularidade e deixar boa impressão durante a competição. Nas vezes em que precisou atuar, decepcionou. Mesmo tendo feito gol decisivo na semifinal do Carioca, jogou tudo por água abaixo com uma expulsão infantil na decisão contra o Botafogo e certamente perde espaço. Com o retorno de Ramon e Henrique, vira terceira opção. O contrato é apenas até o fim do ano.

E A GAROTADA?

​Tirando Paulinho, acima da média, e Henrique, já com 23 anos, os garotos da base não tiveram o melhor desempenho e desperdiçaram chance de crescer na equipe. Zé Ricardo conta com a volta de lesionados, que serão utilizados com mais frequência e podem tirar espaço dos jovens no Brasileirão.

​O primeiro foi Guilherme Costa. Jogou a estreia, mas logo foi emprestado ao Vitória. Depois, atletas promissores como, Paulo Vitor, Caio Monteiro e Bruno Cosendey e Andrey não chamaram atenção. Os dois primeiros, substitutos naturais de Paulinho e Rildo, sequer entraram na final, quando o treinador preferiu utilizar Henrique improvisado na frente. Um dos atacantes pode ser emprestado no Brasileirão, já que perderão espaço com o retorno de Kelvin, Rildo e a chegada de Lucas Perdomo.

Os volantes precisam de mais rodagem. Bruno Cosendey atuou em apenas um jogo - e marcou um golaço - mas ficou de fora na lista da Libertadores. Andrey, um dos mais promissores, não teve chance em jogos importantes e fica atrás de Wellington, Bruno Silva, Evander e Thiago Galhardo na posição.

​Por falar em Evander, o camisa 10 teve chance de iniciar o ano como titular, mas caiu de rendimento. Mesmo assim, será utilizado no Brasileirão podendo fazer a função de meia ou de volante.

Ricardo Graça teve oportunidades, mas foi sacado por Zé, que preferiu uma zaga mais experiente. Agora, com o retorno de Breno, o espaço fica ainda menor. Hoje está atrás de Paulão, Erazo e Werley.

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