Adson revela bastidores da recuperação no Vasco e elogia Renato

Recuperado após uma grave lesão, Adson cita como foi superação no Vasco da Gama e fala sobre Renato Gaúcho.

Adson em jogo contra o Santos
Adson em jogo contra o Santos (Foto: Thiago Ribeiro/AGIF)

“A gente precisava virar a chave.” A afirmação de Adson sintetiza a mudança de cenário vivida pelo Vasco nas últimas semanas e também o momento individual do atacante após as lesões nas últimas temporadas. Contratado em 2024 como um dos principais investimentos da SAF, o jogador enfrentou um longo período de afastamento por conta de duas lesões graves, o que interrompeu sua sequência na equipe e impactou seu desempenho.

Em processo de retomada na temporada de 2026, Adson volta a ganhar minutos em um contexto de reestruturação do time, marcado pela troca no comando técnico e pela reação recente no Campeonato Brasileiro.

Em entrevista exclusiva ao Lance!, o atacante analisou a recuperação física, a mudança de ambiente com a chegada de Renato Gaúcho e o impacto do aspecto mental na evolução

Confira a entrevista completa do atacante Adson

Sobre sua chegada ao Vasco

Adson desembarcou no Vasco no início de 2024, ainda sob a gestão da 777 Partners, como um dos principais investimentos da SAF. Contratado junto ao Nantes, da França, por cerca de 5 milhões de euros (R$ 26,8 milhões à época), o atacante chegou cercado de expectativa.

– Foi muito importante para mim. Eu estava precisando viver isso novamente, em um clube com uma torcida desse tamanho. Fiquei muito feliz com a proposta e não pensei duas vezes. Vim com a ideia de brigar por títulos e estar na parte de cima do Brasileiro.

Sequência de lesões e superação

Quando vivia um de seus melhores momentos, Adson sofreu uma grave lesão na tíbia — algo não tão comum no futebol. Foram 215 dias fora. Já em 2025, ao retomar ritmo, sofreu uma nova lesão no mesmo local, ficando mais 195 dias afastado.

– Nenhum jogador quer se machucar, mas estamos sujeitos a isso. Foi uma lesão incomum, o que tornou a recuperação mais difícil. Não havia um protocolo tão claro, mas os médicos do clube foram fundamentais. Hoje estou feliz por voltar a campo, ainda mais me sentindo 100%.

Sobre a segunda lesão, o jogador relembra:

– Foi um lance até bobo no treino, nem tão forte. Mas faz parte. Tive que ter muita resiliência. Minha família e o staff do clube foram essenciais. Agora é olhar para frente, aproveitar esse retorno e ajudar o Vasco.

Retorno gradual em 2026

Nesta temporada, Adson já soma seis jogos e 137 minutos em campo, ainda em processo de recondicionamento.

– No começo é normal ter um trabalho mais controlado, com treinos específicos. Por ser uma relesão, exige ainda mais cuidado. Com o professor Renato, e antes com o Diniz, fui ganhando minutos. São períodos difíceis, mas é preciso foco e confiança no processo.

Saída de Philippe Coutinho do Vasco

A saída de Philippe Coutinho pegou o elenco de surpresa e teve um impacto significativo nos bastidores do Vasco. Referência técnica e liderança dentro do grupo, o meia era visto como uma das peças centrais do projeto esportivo, tanto dentro quanto fora de campo. Sua ausência não foi apenas sentida no aspecto tático, mas também no ambiente do vestiário, onde exercia influência e confiança entre os companheiros.

– A gente confiava muito nele. Foi uma situação difícil, ninguém gosta de ver um companheiro passando por aquilo. Ficamos tristes, mas entendemos todos os lados. Se foi o melhor para ele, a gente respeita.

Versatilidade em campo

O atacante também comentou sobre sua capacidade de atuar em diferentes posições, inclusive mais centralizado.

– Já joguei pela direita, esquerda e por dentro. Minha posição de origem é pela direita, mas estou à disposição para o que o treinador precisar.

Mudança com Renato Gaúcho

Após um início ruim na temporada e a saída de Fernando Diniz, a chegada de Renato Gaúcho mudou o ambiente e os resultados. O Vasco saiu da lanterna para a sexta colocação em quatro rodadas.

– Foi muito uma virada mental. O Diniz é um grande profissional, mas a gente precisava mudar a chave. O Renato chegou para reforçar isso, para fazer a gente acreditar mais. Estava faltando confiança. O Diniz tinha um foco mais tático. O Renato trabalha muito o lado mental, a entrega, a vontade. São ótimos treinadores, mas o que mudou foi o pensamento dos jogadores.

Gestão de elenco

Desde quando chegou ao Vasco, Renato já utilizou grande parte do elenco em poucos jogos, mostrando confiança no grupo e que vai precisar do elenco.

– A gente sabe o quanto todo mundo trabalha no dia a dia. O Renato sempre fala para estarmos preparados. Quem entra tem dado conta do recado. Isso fortalece o grupo, ainda mais com três competições pela frente.

Maratona de jogos

O Vasco enfrentará uma sequência intensa de partidas no início de abril, podendo ultrapassar 14 mil quilômetros percorridos em 14 dias.

– Já estamos acostumados com essa rotina. O importante é manter o foco e a cabeça boa. Temos objetivos claros e estamos preparados para buscar bons resultados.

Virada marcante contra o Fluminense

Ao relembrar a virada marcante na vitória por 3 a 2 sobre o Fluminense nesta edição do Brasileirão, o atacante destacou a força mental da equipe para consquistar o resultado.

– Foi muito na base da mentalidade. No intervalo, já sabíamos que precisávamos mudar. A torcida também foi fundamental, não deixou de acreditar. Depois do primeiro gol. Ali a confiança voltou. A gente acreditou que dava para virar e foi para cima. Essa força nos minutos finais tem sido uma marca nossa.

A força de São Januário

Por fim, Adson destacou a importância da torcida vascaína.

– É sem palavras. Mesmo após momentos difíceis, eles nunca deixam de apoiar. São nosso 12º jogador. Em casa, precisamos fazer valer essa força e somar pontos sempre.

Por fim, Adson revelou, com bom humor, sua música favorita da arquibancada:

– “Eu sou boêmio, sim senhor! E bebo todas que vier! Bebo pelo meu Vasco!” (risos).

Fonte: Lance!

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