Em média, Vasco troca de técnico a cada 5,8 meses; Jorginho foi o último a ficar 1 ano
Com a saída de Marcelo Cabo, o Vasco da Gama chegou à segunda mudança de técnico na quarta participação em Série B.
Marcelo Cabo entrou para uma longa lista de técnicos que não duraram muito em São Januário. A dança das cadeiras no Vasco da Gama é frequente ano após ano, e o que mostra isso é um levantamento publicado pelo site Globo Esporte. Segundo ele, o Gigante troca de técnico, em média, a cada 5,8 meses.
Com esse número, o Vasco é apenas o 12º colocado no ranking de permanência de técnicos. Para se ter uma noção, o último comandante a completar um ano à frente do Gigante foi Jorginho, entre 2015 e 2016. Ele, inclusive, foi o responsável por trazer o Clube de volta à Série A pela última vez, mas foi demitido em seguida.
Mais precisamente, assumiu o Vasco em 17 de agosto de 2015 e seguiu até 28 de novembro de 2016, somando 16 meses no cargo. Nesse período, quase conseguiu evitar o rebaixamento no primeiro ano, numa grande campanha de recuperação, e conseguiu o acesso, aos trancos e barrancos, ficando em terceiro, o que motivou sua saída.
Jorginho ficou marcado também por comandar o Vasco numa das maiores séries invictas de sua história, 34 partidas, uma a menos que a primeira, alcançada pelo Expresso da Vitória. Além disso, o comandante conquistou o Campeonato Carioca de 2016, e sua alcançou 60% de aproveitamento em sua passagem pelo Clube.
Segunda na segunda
Na quarta vez que disputa a Série B, Marcelo Cabo foi apenas a segunda demissão de técnico do Vasco na competição. A outra foi na edição de 2014, quando houve a troca de Adílson Batista por Joel Santana. Tanto em 2009 quanto em 2016, com Dorival Júnior e Jorginho, nessa ordem, o Gigante começou e terminou com eles, com o primeiro sendo o único a ser campeão.
Dívidas
A constante troca de técnicos tem um sintoma profundo no Gigante: as dívidas. O ato de mandar um profissional embora antes do fim do contrato exige, na maioria das vezes, o pagamento de uma multa, além de atrasos salariais e outros tipos de pendências. Por isso, o Vasco acumula dívidas com ex-comandantes, o que inclui também ex-auxiliares.