Jorginho vê Vasco capaz de repetir virada sobre o Palmeiras e manda recado
Jorinho relembrou a virada histórica contra o Palmeiras e afirmou que o Vasco atual tem condições de reverter a desvantagem.

O Vasco terá mais um desafio contra o Palmeiras neste domingo (8), às 17h (de Brasília), em São Januário. Depois de perder por 1 a 0 no primeiro jogo da semifinal da Copa do Brasil, em São Paulo, o Cruz-Maltino precisa vencer por dois gols de diferença para garantir a classificação à decisão. Um cenário que remete a uma das noites mais marcantes da história do clube: a final da Copa Mercosul de 2000, quando a equipe saiu perdendo por 3 a 0 no primeiro tempo, mas buscou uma vitória por 4 a 3 na segunda etapa.
Presente naquela decisão, o ex-lateral Jorginho conhece bem o peso de uma virada sobre o Palmeiras. Em entrevista ao Lance!, o ex-jogador relembrou os bastidores daquela noite e destacou a importância das palavras de Eurico Miranda no intervalo para motivar o elenco. Na avaliação dele, o Vasco atual também tem condições de reverter a desvantagem e avançar à final da Copa do Brasil.
Jorginho apontou a vitória por 3 a 1 sobre o Athletico-PR, de virada, como um fator que pode aumentar a confiança dos jogadores. Para o ex-lateral, as contratações recentes também elevaram o nível do elenco, que antes considerava limitado.
Apesar da confiança, o ex-jogador fez um alerta sobre o adversário. Ele destacou a capacidade do Palmeiras de se defender com organização e explorar os contra-ataques. Por isso, considera fundamental que o Vasco tenha atenção especial ao sistema defensivo e evite sofrer gols em São Januário.
– O principal para o Vasco agora é não tomar gol e acreditar na força da sua torcida e dos próprios jogadores. O Palmeiras é uma equipe que sabe jogar muito bem fechadinha e sair no contra-ataque. Tem jogadores que decidem muito bem, então é preciso ter todo o cuidado – avaliou.
A lembrança da virada de 2000
Ao recordar a final da Mercosul, Jorginho destacou a participação de Eurico Miranda no vestiário durante o intervalo. Segundo o ex-lateral, o então dirigente raramente interferia no trabalho da comissão técnica, mas decidiu conversar com os jogadores quando a equipe perdia por 3 a 0.
– Ele falou: “Eu montei esse time aqui e nós temos muita capacidade. Estamos perdendo de 3 a 0, mas isso é o primeiro tempo. Vamos ganhar o segundo tempo. Se vocês fizerem um gol, esses caras vão tremer de medo, porque nosso time é muito bom”. Por incrível que pareça, foi o que aconteceu – contou.
O ex-jogador também ressaltou o trabalho de Joel Santana para reorganizar a equipe durante o intervalo, especialmente para neutralizar Juninho, atacante do Palmeiras que vinha causando dificuldades à defesa vascaína. Mesmo após a expulsão de Júnior Baiano, quando o Vasco já havia diminuído para 3 a 2, o time manteve a postura e concluiu a virada histórica.
Jorginho reconheceu que o ambiente no vestiário era de tensão e que a possibilidade de reverter o placar parecia distante. No entanto, a qualidade daquele elenco, que contava com nomes como Juninho Pernambucano, Juninho Paulista, Romário e Euller, também ajudava a alimentar a esperança.
– A gente olhava para o nosso time e falava: “Não podemos estar perdendo de 3 a 0”. Quando fizemos o primeiro gol, percebemos que era possível virar. E foi isso que aconteceu – relembrou.
Agora, 26 anos depois daquela decisão, o Vasco volta a enfrentar o Palmeiras em busca de outra virada importante. Desta vez, o objetivo é garantir uma vaga na final da Copa do Brasil.
Fonte: Lance!