Gilmar Ferreira analisa início de temporada do Vasco e pede cautela à torcida
O jornalista Gilmar Ferreira analisou o momento do Vasco sob o comando de Diniz, e pediu um pouco de cautela da torcida.

O jornalista Gilmar Ferreira afirmou que as vaias direcionadas a Fernando Diniz após o empate do Vasco contra o Madureira são compreensíveis e aceitáveis, mas destacou que o momento exige algo além da indignação imediata: pede reflexão. O time ainda está em formação, e as reações da torcida podem pesar, e muito, no início de um trabalho que mal começou.
Gilmar lembra que o Cruzmaltino vive mais um processo de reconstrução. E isso, segundo ele, não muda com o nome do treinador. Seja Fernando Diniz, Guardiola, Klopp ou qualquer outro técnico consagrado, não há milagre em meio a um calendário sufocante e a um elenco com limitações claras. A cobrança é legítima, mas o cenário impõe cautela.
– O Vasco, esse medíocre Vasco que há mais de uma década assombra os torcedores com sua falta de energia, incapaz de manter um nível aceitável de competitividade, está sendo renovado — mais uma vez. E isso demanda tempo”, afirmou o jornalista. Para ele, a impaciência ignora a realidade de um Clube que tenta se refazer sem atalhos.
Outro ponto destacado por Gilmar Ferreira é a falta de jogadores decisivos. Sem atletas capazes de resolver partidas e esconder falhas coletivas, o desempenho cai, a pressão aumenta e o treinador vira o alvo natural.
– Alguém, em sã consciência, achou ou ainda acha que sem Rayan e Vegetti o time teria o desempenho esperado em uma ou duas semanas?, questionou.
Ao olhar para o histórico recente do Vasco, o jornalista faz um alerta direto: repetir a cultura do descartável pode custar caro. Trocar o treinador pode até trazer alívio momentâneo, mas não resolve problemas estruturais.
– Varrer a sujeira para debaixo do sofá só cria a ilusão de que a casa foi arrumada. Algo mais robusto precisa ser feito para que o trabalho de Fernando Diniz não seja triturado, concluiu.