Payet brilha em noite de tensão e alívio do Vasco contra o Bahia

Meia francês do Vasco da Gama, Payet comandou o time na vitória diante do Bahia, pela 31ª rodada do Brasileiro.

Payet comemorando gol contra o Bahia
Payet comemorando gol contra o Bahia (Foto: André Durão)

Após uma temporada em que conquistou a idolatria da torcida, Payet vive altos e baixos em seu segundo ano de Vasco. Ontem, três dias depois de postar que o Vasco “é seu lugar” em uma rede social, o francês lavou a alma com uma atuação de gala que ajudou o cruz-maltino a garantir uma importante e suada vitória por 3 a 2 sobre o Bahia, pela 31ª rodada do Brasileirão, que teve sustos no fim.

O camisa 10 marcou de pênalti e depois fez um golaço da entrada da área ainda no primeiro tempo, fazendo o placar chegar a 3 a 0, para delírio da torcida cruz-maltina.

Atuando no lugar de Coutinho, poupado pelo desgaste físico, o francês flutuava num espaço que o Bahia não conseguia fechar à frente de sua defesa. No terceiro, viu a área clarear para o chute, e assim o fez, no seu melhor estilo. Acertou o cantinho de Marcos Felipe, que nem se mexeu.

– Minha família esteve aqui. Foi uma vitória importante. Estou muito feliz e a torcida também está. Foi uma grande noite — disse Payet após a partida.

Os gols foram o segundo e o terceiro de Payet no Brasileirão, competição em que o francês vem alternando entre o banco de reservas e o time titular. O camisa 10, que já havia entrado bem contra o Cuiabá, deixa uma boa dor de cabeça para Rafael Paiva, técnico do Vasco.

– Feliz de ver isso. A gente espera atingir mais vezes com o Payet esse nível de jogo. Ele é um craque, hoje demonstrou. Uma pena, ele teve oportunidade de fazer o terceiro gol, é uma raridade no Brasil. É um jogador muito competitivo. Quer jogar, estar se esforçando para se desenvolver fisicamente. É um jogador com idade mais avançada, a gente tem que ter paciência – explicou o treinador.

Vasco vive primeiro tempo avassalador e sustos no segundo

A volta ao caminho das vitórias tem sido de muita emoção para o torcedor do Vasco. Ontem, a segunda vitória seguida fez o time subir na tabela e encontrar armas dentro do elenco para a reta final de temporada. A partida marcou a estreia da nova camisa 3 da equipe, branca com detalhes em dourado.

De olho numa competição sul-americana, com chances até de uma possível pré-Libertadores (dependendo de outras competições), o cruz-maltino tem agora 43 pontos. Em nono, está a oito pontos do G6 — São Paulo, com 51 —, mas diminuiu a distância para o próprio Bahia, sétimo colocado (46).

Sem Vegetti, suspenso pelo terceiro cartão amarelo, Rayan assumiu a função de centroavante. Outro suspenso, Hugo Moura deu lugar a Galdames. Além de Coutinho, Léo também foi poupado pelo desgaste físico e deu lugar a Maicon.

Passados os minutos iniciais, o que se viu foi uma das melhores atuações de primeiro tempo do Vasco na temporada. O cruz-maltino era intenso, mordedor e inteligente nos contra-ataques. Puma Rodríguez, novamente escalado como ponta-direita, era um dos mais perigosos, bem como Rayan. Foi dos pés de ambos que nasceram os dois primeiros gols do Vasco. No primeiro, Puma arriscou da entrada da área e Emerson Rodríguez aproveitou o rebote de Marcos Felipe: 1 a 0.

Poucos tempo depois, Rayan recebeu de Emerson, aplicou belo drible na defesa do Bahia e acabou derrubado. O pênalti foi muito bem cobrado por Payet, que depois marcaria o golaço.

O Vasco ainda teve chances de fazer o quarto no primeiro e no segundo tempo. Mas acabou vendo o Bahia diminuir ainda antes do intervalo, com Ademir cruzando para Lucho Rodríguez, dois atletas colocados em campo emergencialmente por Rogério Ceni. As alterações equilibraram as ações da partida.

O Bahia foi para o tudo ou nada na segunda etapa. O tricolor fez o segundo gol, com Ademir, e depois pressionou. Rafael Ratão ainda perdeu grande chance de empatar já nos acréscimos, em lance com grande defesa de Léo Jardim. Melhor para um Vasco aliviado, que viveu dois extremos. Na próxima rodada, dia 5 de novembro, o time encara o líder Botafogo, em clássico no Estádio Nilton Santos.

– (A pressão no fim) Passa muito pelo ímpeto do adversário. Eles começam a se atirar mais para o jogo, com mais jogadores na última linha. Passa mais por isso do que a gente não conseguir (defender). A gente teve chance de fazer um quarto gol, com Payet. A gente poderia ter controlado mais, a gente criou para isso. No final, o adversário vai para o tudo ou nada. Teve muito mérito do Bahia, mas a gente suportou bem — analisou Paiva.

Fonte: O Globo

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