Hélio dos Anjos valoriza empate com o Vasco: ‘Enfrentamos uma grande equipe’

Técnico do Náutico, Hélio dos Anjos destacou o poder de reação da sua equipe frente ao Vasco da Gama e se mostrou confiante no acesso.

Hélio dos Anjos, técnico do Náutico
Hélio dos Anjos, técnico do Náutico (Foto: Tiago Caldas/CNC)

O Náutico demonstrou poder de reação e empatou em 2 a 2 com o Vasco depois de sair perdendo, na tarde deste domingo, nos Aflitos, pela 31ª rodada da Série B. Em entrevista coletiva após o confronto, o técnico Hélio dos Anjos minimizou os erros que geraram os gols da equipe carioca e enalteceu o comportamento do Timbu para correr atrás do placar.

“Eu fiquei muito orgulhoso da minha equipe. Nós tivemos dois acidentes, que não colocamos como falha de conjunto. Estávamos colocando tudo dentro do nosso estilo de jogo, marcamos fortemente a saída de bola do adversário, criamos uma chance antes de tomar o gol. E quando tomamos, o time manteve a personalidade de jogo suficiente para sufocar novamente o adversário, correndo riscos, como nós corremos”, avaliou.

“Tomamos o segundo gol e tivemos novamente uma reação positiva, acontecendo até um gol com jogada trabalhada. E o segundo tempo da mesma forma, o adversário só chegou na nossa área em uma bola invertida que o Anderson fez a única defesa. Nós gostamos da postura e intensidade da equipe. Naturalmente, isso nos enche de orgulho e esperança de buscar seis pontos fora de casa”, acrescentou o treinador.

Além disso, Hélio dos Anjos também foi questionado se continua confiante no acesso, uma vez que, com o empate, o Náutico aumentou a distância para o G4 da Série B. E o técnico afirmou que sim.

“Eu acredito porque o comportamento da minha equipe, em um jogo como esse, após dois acidentes que tivemos, a nossa equipe impor uma condição como impôs, me deixou muito orgulhoso. Com o comportamento da minha equipe, fiquei muito esperançoso de buscarmos pontos importantes fora de casa e o ideal são seis pontos. E aí trazer para dentro da nossa casa, contra o Coritiba, mais uma decisão. Eu, particularmente, acredito, confio e peço que a minha torcida confie, acredite, porque fluidos positivos em um momento como esse são muitos importantes”, finalizou.

Com o resultado, o Náutico aparece na nona colocação, com 45 pontos, sete abaixo do Goiás, time que abre o G4 da Segundona. Restando sete partidas para o fim da competição, o Alvirrubro volta a entrar em campo nesta quinta-feira, diante do Brasil de Pelotas, fora de casa.

Confira outros trechos da entrevista coletiva

Qual a projeção de pontuação para a reta final?

“Eu vou projetar jogo a jogo. Desde quando nós voltamos aqui para o Náutico, sempre projetamos jogo a jogo. Se nós tivermos o comportamento que tivemos hoje, sem os acidentes de percursos ao praticamente dar dois gols ao adversário, eu tenho certeza absoluta que vamos brigar até a última rodada pelo nosso sonho e objetivo”.

Qual o clima no vestiário após o empate?

“Eu não senti isso (abatimento) em momento algum. Eu não deixei que isso acontecesse. A primeira palavra que eu tive com os jogadores dentro da roda de oração, foi o orgulho que eu tive deles mais uma vez. O orgulho da capacidade de recuperar os acidentes de jogo, de colocar um grande adversário dentro do seu campo o tempo todo. Trabalhamos muito bem essas saídas de bola do Vasco e em nenhum momento tivemos problemas, mesmo com a capacidade técnica do triângulo de canhotos deles. Acima de tudo fizemos um jogo dentro da nossa filosofia, dentro do nosso modelo e das nossas ações. Fiquei feliz, satisfeito. Estou triste, porque naturalmente, não queremos tantos acidentes como tem acontecido. Mas faz parte do jogo e esse grupo está totalmente confiante de que nessa viagem possamos trazer condições totalmente positivas para a nossa reta final de competição”.

Faça uma análise do Náutico saindo atrás do placar pelo quarto jogo seguido. E o que faltou para vencer hoje?

“Tivemos dois acidentes de percurso. Não falhamos no conjunto para tomar os gols. Acidente. A gente sabe que aquilo que a gente propõe, meus zagueiros correm riscos, sim, ficam muito com a bola porque nosso projeto de jogo é em cima dos dois zagueiros. Tivemos essas infelicidades, tivemos a outra infelicidade numa bola que morreu praticamente no peito do jogador, pegou nosso time saindo, não conseguimos ajustar a ultrapassagem pela esquerda. Mas o que me deixa feliz é que a dinâmica do time é muito positiva, a personalidade do time hoje foi muito positiva. A gente lamenta, tivemos hoje mais uma aprovação. Gostaria de estar aqui falando de um 3 a 2, um 4 a 2. Estamos falando de um empate, mas um comportamento excepcional no quesito proposta de jogo, no quesito imposição. E isso a gente sabe que não é simples, principalmente em cima de uma grande equipe, com um modelo de jogo técnico. E conseguimos tirar todas as alternativas dos adversários. Tudo bem, tivemos um ou dois momento de bola atravessando nossa pequena área, natural, mas Anderson só pegou uma bola no jogo, de origem de bola parada. Então estou muito feliz, acho que temos que enaltecer o comportamento e personalidade do grupo”.

Fonte: NE45

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