Jorginho se caminha para último jogo no comando do Vasco

O treinador Jorginho deve escrever contra o Ceará neste sábado, no Maracanã, suas últimas linhas em São Januário.

Quanta ironia: Jorginho foi rebaixado com o Vasco em 2015, mas terminou o ano em alta, prestigiado com torcida e diretoria. Neste sábado, ele pode cumprir a missão de levar o clube de volta à Série A, mas ainda assim estará se despedindo da temporada por baixo. Do céu ao inferno, da aposta no projeto do presidente Eurico Miranda aos atritos com Euriquinho, o treinador deve escrever contra o Ceará suas últimas linhas em São Januário.

O adeus poderia ter acontecido até antes. Assessor da presidência, o filho de Eurico pressionou pela demissão. O próprio treinador cogitou entregar o cargo quando o time perdeu a liderança da Série B para o Atlético-GO - àquela altura, a fritura já era grande. Foi demovido da ideia por pessoas próximas e teve o apoio do presidente.

Eurico, avesso a trocas constantes de treinador, foi seu maior aliado neste período. Já a falta de sintonia com Euriquinho cresceu este ano, quando o assessor da presidência passou a ser o homem forte do futebol, no lugar de José Luiz Moreira. Nem sempre o técnico foi ouvido em relação a reforços, o que minou a relação.

No vestiário, o desgaste fez com que ele não conseguisse mobilizar os jogadores como fez em 2015, na tentativa de fugir do rebaixamento. O grupo está divido entre veteranos e mais jovens, e Jorginho não foi capaz de controlar as tensões.

Quando ainda estava em alta, em maio, recebeu proposta para comandar o Cruzeiro na Primeira Divisão. Balançado, recusou o convite depois de conversar com Eurico e renovar a fé no seu projeto vascaíno, que deve ter o ponto final no sábado.

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