Vasco se reaproxima do Maracanã após associação em massa

O Vasco da Gama se reaproxima do estádio do Maracanã após associação em massa da torcida e preços mais acessíveis.

Depois de um litígio que durou praticamente todo o ano passado, Vasco e Maracanã se reaproximaram. Dono do maior quadro de sócios do Brasil e diante de preços mais acessíveis que os do período da administração do estádio via consórcio, o clube já remarcou o jogo contra o ABC, pela Copa do Brasil, para o local, e pretende fazer o mesmo em partidas de maior apelo ao longo da temporada.

Com mais de 184 mil associados, São Januário ficou pequeno para comportar a torcida cruzmaltina, já que sua capacidade é de pouco mais de 20 mil. Deste modo, além de conseguir abraçar um número maior de torcedores nos duelos de mais interesse, o Vasco entende que também pode lucrar.

Na última rodada do Campeonato Brasileiro do ano passado, contra a Chapecoense, o Cruzmaltino remarcou o jogo para o Maracanã e, numa grande festa, recebeu mais de 61 mil pagantes, o que gerou uma renda da mais de R$ 1 milhão.

Já nas partidas em São Januário, mesmo com um grande público, o Vasco não consegue lucrar mais que R$ 300 mil. Em 2019, por exemplo, a maior arrecadação líquida no estádio foi de R$ 290 mil, contra o Fluminense, em julho.

Aluguel diminuiu

A grande bronca da diretoria vascaína foi com a concessão do Maracanã para a dupla Fla-Flu pelo governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel. O Cruzmaltino também tinha interesse em um projeto de administração, mas o clube interpretou que o governo deu prioridade aos rivais.

Como forma de protesto, o Vasco passou 2019 praticamente todo sem jogar no estádio, "fazendo as pazes" na rodada final do Brasileiro contra a Chape.

Em termos de custos, porém, a situação atual é mais favorável para o Cruzmaltino. No duelo com os catarinenses, por exemplo, o aluguel foi de R$ 90 mil.

Em 2018, ainda com a administração do consórcio, o Vasco chegou a pagar R$ 250 mil de aluguel na partida contra o Santos pelo Campeonato Brasileiro.

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