Vasco protocola protesto na CBF contra a arbitragem do jogo contra o Bahia

Vasco protocolou um protesto na CBF contra arbitragem e VAR do jogo contra o Bahia e solicitou reunião com a Comissão Nacional de Arbitragem.

França Fernandes
Por França Fernandes
-  1 de fevereiro de 2021 às 20:21-  Atualizada em 1 de fevereiro de 2021 às 20:21
Martín Benítez sendo pisado por Gregore, do Bahia
Martín Benítez sendo pisado por Gregore, do Bahia (Foto: Delmiro Júnior)
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‘Dois pesos e duas medidas’. Essa é a unânime avaliação do Vasco sobre a atuação do árbitro Wilton Pereira Sampaio no empate sem gols com o Bahia, domingo, em São Januário. À espera de uma posição, o Cruzmaltino, em documento assinado pelo presidende Jorge Salgado, protocolou nesta segunda-feira um protesto contra a atuação da equipe de toda arbitragem e do VAR da CBF. No ofício, a diretoria solicita reunião com a Comissão Nacional de Arbitragem da entidade.

Incomodado com a ‘interferência’ da arbitragem num confronto direto na briga pela permanência na Série A do Campeonato Brasileiro, Vanderlei Luxemburgo não questionou a expulsão de Leandro Castan, após a imprudente dividida com o goleiro Douglas, mas cobrou o mesmo critério em entradas violentas contra seus comandados ao longo dos 90 minutos. A ‘solada’ de Gred sobre Benítez foi muito questionada.

“Eu acho que o juiz acertou a expulsão do Castan. Foi uma imprudência. Não teve a intenção. Mas a imprudência se mostrou. Mas antes do lance do Castan, o arbitro fechou os olhos quando o Gregore deixa a bola seguir e acerta a perna do Benitez. Se o Castan merecia ser expulso por imprudência, acho que o Gregore também deveria ser expulso. Acho que são dois pesos e duas medidas”, avaliou Luxa.

Com o ofício protocolado na CBF, o Vasco tem o objetivo de apresentar evidências de falha da interpretação da arbitragem, com fotos e vídeo, nas três jogadas destacadas abaixo:

a) último lance do primeiro tempo, quando o atleta Juninho Capixaba finaliza no gol e calça, sem intenção (assim como o lance da expulsão de Leandro Castán, que não teve intenção) – o atleta Marcelo Alves, com as travas da chuteira na altura da panturrilha;

b) lance do segundo tempo, onde o goleiro Douglas comete falta dentro da área no atleta vascaíno Léo Matos, mas o árbitro alega que a bola já havia ultrapassado a linha de fundo e, por isso, não teria havido penalidade máxima, apontando para escanteio (as imagens que o Clube dispõe mostram que a bola não havia saído completamente).

c) aos 25 minutos do segundo tempo, o lance em que o atleta vascaíno Martín Benítez sofre uma entrada violenta do atleta Gregore, que atinge a parte superior da coxa, já com a bola totalmente fora de disputa. Inconcebível o VAR não ter chamado o lance para revisão e consequente expulsão do atleta do Bahia.

Fonte: O Dia

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