Vasco precisa vencer para não igualar pior série na Libertadores

O Vasco da Gama precisa vencer o Cruzeiro nesta quarta-feira para não igualar sua pior série na Libertadores.

O maior objetivo do Vasco diante do Cruzeiro, nesta quarta-feira, às 21h45, em São Januário, não poderia ser outro: vencer e continuar vivo na Libertadores. Os comandados de Zé Ricardo, porém, não evitarão apenas a eliminação imediata em caso de vitória. Se empatar ou perder, o clube irá igualar a pior série sem triunfos em uma única edição entre todas as nove participações cruz-maltinas na competição continental.

Contando o último jogo da etapa preliminar deste ano, quando foi derrotado por 4 a 0 pelo Jorge Wilstermann e acabou classificado nos pênaltis, e os quatro primeiros compromissos da fase de grupos, com dois reveses e dois empates, o Vasco amarga cinco partidas sem vitória. Em 1985, pior participação do time na história do torneio, foram seis duelos consecutivos sem sentir o gostinho de superar um adversário.

Na ocasião, o Gigante da Colina foi eliminado com três empates e três derrotas em um grupo que tinha Fluminense, Argentinos Juniors e Ferro Carril Oeste. Este último, clube modesto que viveu o auge na década de 80 e disputa há anos a Segunda Divisão do Campeonato Argentino, bateu os vascaínos por 2 a 0 tanto em casa quanto em São Januário.

Caso vença o Cruzeiro, o Vasco irá igualar-se aos mineiros na tabela, com cinco pontos, mas saldo pior (salvo um improvável massacre por cinco ou mais gols de diferença). A Universidad do Chile, que visita o Racing amanhã — com o secador cruz-maltino ligado —, tem a mesma pontuação. Dependendo da combinação de resultados, até mesmo um empate diante dos chilenos, na última rodada, poderia classificar os cariocas, desde que os argentinos vençam seus dois últimos compromissos.

— Difícil falar de circunstâncias. A resposta sempre converge para o equilíbrio, que é o que nós queremos. Nos últimos jogos não conseguimos transformar as chances em gol. Queremos uma equipe compactada, jogando de forma curta — disse Zé Ricardo.

Dúvidas marcam o último treinamento

A principal dúvida no time que enfrenta o Cruzeiro segue sendo o substituto de Desábato, suspenso. O favorito para a vaga ainda é Bruno Silva. Contratado junto à Ferroviária no fim de março, após se destacar no Campeonato Paulista, o volante — que também pode atuar como zagueiro — fez somente duas partidas com a camisa cruz-maltina, ambas contra o Racing. Na primeira, na Argentina, foi titular na derrota por 4 a 0. Na volta, em São Januário, entrou no fim e permaneceu em campo por apenas dez minutos.

Na entrevista após o treino da manhã desta terça-feira, o último antes do compromisso diante da Raposa, Zé Ricardo fez mistério. O garoto Andrey, de 20 anos, e o lateral-esquerdo Fabrício, que jogaria improvisado, também foram testados no meio de campo. A decisão final, segundo Zé, só ocorrerá pouco antes da partida:

— Fatalmente não vai ter a mesma dinâmica, mas esperamos ganhar em outros aspectos. Wellington também pode fazer (a função de Desábato), o Andrey... Ou o Fabrício, em determinada situação de jogo.

O coletivo não teve Wagner, gripado. A tendência, porém, é que o meia pegue o Cruzeiro. Se ele não jogar, Evander, criticado nas últimas partidas, herdaria a vaga. No banco, a surpresa pode ser o atacante Kelvin, que voltou a ser relacionado após 11 meses se recuperando de contusão.

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