Vasco desembolsará R$ 1.4 milhão por mês com o Profut

Passando por problema financeiro, o Vasco da Gama terá que desembolsar 1.400.000 milhão por mês para pagar o Profut.

França Fernandes
Por França Fernandes
-  22 de janeiro de 2021 às 12:55-  Atualizada em 22 de janeiro de 2021 às 20:12
Alexandre Campello durante entrevista coletiva (Foto: Marcelo Baltar)

O veto do presidente Jair Bolsonaro à suspensão das parcelas do Profut, formalizado na semana passada, põe pressão sobre as contas dos clubes de futebol da primeira divisão. Em alguns casos, o desembolso mensal chega a R$ 1,5 milhão por mês.

O presidente sancionou a Lei 14.117/2020, que trata de ações emergenciais para clubes por causa da pandemia. Nela, dirigentes tinham a expectativa de congelar os pagamentos do Profut, programa que permitiu a renegociação de dívidas fiscais por até 20 anos.

Para entender os impactos do veto ao congelamento nas contas de cada clube, o ge procurou o Ministério da Cidadania, ao qual a Secretaria Especial do Esporte é subordinada, e pediu a lista atualizada com valores devidos por cada membro da primeira divisão.

O órgão informou que as parcelas do Profut são classificadas como “acesso restrito”, segundo a Lei de Acesso à Informação. Apesar de serem dívidas públicas, os valores não foram detalhados pelo governo.

O blog, então, entrou em contato com todos os clubes com a pergunta sobre o valor das parcelas. O Ceará não respondeu às mensagens até o fechamento. O Coritiba tomou a decisão de omitir o número.

O Internacional publica um acompanhamento dos pagamentos ligados ao Profut em seu portal da transparência. No caso de Atlético-GO e Goiás, o blog considerou valores publicados pelo jornal O Popular. Todos os demais foram informados por fontes nos clubes.

Clube Profut (em R$ por mês)

Athletico-PR: 75.000

Atlético-GO: 80.000

Atlético-MG: 500.000*

Bahia: 440.000

Botafogo: 1.400.000

Red Bull Bragantino: Não aderiu

Ceará: Não respondeu

Corinthians: 300.000

Coritiba: Não quis revelar

Cruzeiro: Excluído

Flamengo: 1.500.000

Fluminense: 830.000

Fortaleza: 60.000

Goiás: 120.000

Grêmio: 400.000

Internaciona: l300.000

Palmeiras: Não aderiu

Santos: 600.000

São Paulo: 250.000

Sport: Não aderiu

Vasco: 1.400.000

Fonte: ge

*Adiantou parcelas e só volta a pagar no fim de 2021

Algumas crises se agravam

As consequências do veto presidencial ao congelamento dos pagamentos são variadas. Em clubes como Botafogo, Fluminense e Vasco, cujas finanças estão em crise crônica, as quantias são suficientemente altas para provocar severas dificuldades.

Mesmo quando as parcelas não são tão altas quanto as dos cariocas, casos de Bahia e Santos, as obrigações mensais são desafiadoras em um contexto de perda de receitas por causa da pandemia.

O Profut foi instituído em 2015, ainda no governo de Dilma Rousseff, e permitiu o reparcelamento de impostos atrasados em até 240 parcelas mensais. Houve descontos em juros, multas e encargos. Nos primeiros anos, as parcelas foram mínimas para facilitar o ajuste das contas.

Fonte: Blog do Rodrigo Capelo

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