Valentim e Zé Ricardo veem aproveitamento cair após troca de clube

Alberto Valentim ainda não conseguiu vencer no comando do Vasco, já Zé Ricardo também vive a mesma situação no Botafogo.

A troca de treinadores com o campeonato em andamento é uma medida comum no futebol do país. Para Vasco e Botafogo, a prática não tem sido útil. Os times cariocas, que começaram respectivamente com Zé Ricardo e Alberto Valentim no Brasileiro, viram seus técnicos pedirem demissão e, algumas semanas depois, serem contratados justamente pelo rival. Agora recolocados, eles têm aproveitamento drasticamente menor do que tinham em seus antigos clubes.

Para Valentim, os 47,2% de desempenho já não eram bons no Alvinegro, mas tudo ficou ainda pior após voltar de uma passagem relâmpago pelo Pyramids FC, do Egito. Desde então, ele vive seu 7 a 1 pessoal. Em quatro jogos pelo Vasco, só sabe o que é derrota. Viu a equipe sofrer sete gols e marcar só um.

Já Zé Ricardo pediu a demissão de São Januário com 50% dos pontos conquistados. Hoje, não engrena em General Severiano, onde tem apenas 23,8% em sete partidas pelo Brasileiro. O número aumentaria se contabilizada a vitória por a 2 a 0 sobre o Nacional, do Paraguai, pela Copa Sul-Americana.

O resultado é que os dos times entram em uma fase perigosa do campeonato nacional, em que pensam nos adversários e na calculadora. De acordo com os cálculos do departamento de matemática da Universidade Federal de Minas Gerais, a dupla está entre os seis clubes com risco de rebaixamento acima de 20%. O Vasco tem 45% (4º pior) e o Botafogo, 36% (6º pior).

Mesmo com 14 jogos para disputar, o Paraná tem 97,6% de risco de queda. Em má fase, especialmente no pós-Copa, o Sport tem 65,1%. A Chapecoense, 53,9%; o Ceará, 40,2%; o Bahia, 15,3%; e o Vitória, 11,7%. Os demais clubes tem risco menor que 10%.

Valentim e Zé Ricardo terão uma semana cheia para fazer acertos em suas equipes. O Vasco volta a campo no sábado, às 19h, contra o Flamengo, em partida que foi comercializada pelo clube para ser disputada no Mané Garrincha, em Brasília. Já o Botafogo receberá o América-MG, no domingo, às 11h, no Nilton Santos.

Protestos em São Januário

A sequência de resultados negativos provocou a repetição de cenas costumeiras em Sã Januário. Ontem, membros de torcidas organizadas realizaram protestos no clube, onde picharam os muros com frases contra o presidente Alexandre Campello e o presidente do Conselho Deliberativo, Roberto Monteiro. No fim da manhã, foram arremessados ovos e garrafas por cerca de 20 torcedores, conforme relatou o site “Globoesporte.com".

À tarde, o elenco desembarcou no Aeroporto Internacional do Rio, vindo de Salvador, onde foi derrotado na véspera pelo Vitória. Para evitar o contato com cerca de dez torcedores que estavam no local, os jogadores embarcaram em um ônibus direto da pista de voo.

Longe de São Januário e também da pressão da torcida, Alberto Valentim comandará atividades no centro de treinamento a partir de hoje em Vargem Pequena. Para a partida, ele terá duas baixas. Destaque do clube na temporada, Yago Pikachu cumpre suspensão automática. Com 16 gols no ano, ele não marca há nove partidas. A outra baixa é o volante argentino Desábato, suspenso pelo acúmulo de cartões amarelos.

Ontem, os jogadores não falaram com a imprensa no desembarque no aeroporto. Na véspera, Valentim garantiu que sua equipe não vai demorar para os resultados positivos chegarem.

— Temos de reagir rápido. O discurso do jogo contra o América-MG não foi só para aquele jogo. O torcedor vascaíno pode acreditar na nossa reação. Agora a prioridade é se recuperar e, depois, aproveitar os treinos para este jogo de sábado — afirmou o treinador.

Após o jogo com o Flamengo, o Vasco terá nove dias de trabalho antes de encarar o Bahia — um possível adversário na luta contra o rebaixamento — em São Januário. Na sequência, fará três jogos fora de casa (Santos, Botafogo e Paraná).

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