Thiago Galhardo fala sobre reencontro com o Vasco

Thiago Galhardo afirmou que tem muito carinho pelo Vasco da Gama e diz que reencontro em São Januário será marcante.

Bastaram dois meses para o destino fazer Vasco e Thiago Galhado se reencontrarem. Hoje no Ceará, pelo qual vem se destacando no Campeonato Brasileiro, o meia estará em campo na partida desta quinta-feira, em São Januário, de consciência tranquila. Sem mágoa, apesar de ter sido afastado pela diretoria por questões extracampo.

- Eu tenho um carinho muito grande pela instituição Vasco da Gama. Eu acho que fiz por merecer jogar lá, acho que eu honrei a camisa da forma que os torcedores imaginavam, pediam. Fui muito feliz naquele clube. Saí duma forma que muitos acharam que não foi correta, mas eu tenho minha consciência tranquila, consigo dormir.

E agora é o reencontro. Eu estou do outro lado, num clube o qual hoje me paga, me dá as melhores condições de trabalho que eu já tive na minha carreira profissional.

No Ceará, Galhardo não esconde a satisfação. Ressalta a organização do clube e o carinho da torcida. Em campo, vem retribuindo: em cinco jogos, marcou três gols.

- Primeiro que foi o maior salário que eu já ganhei na minha carreira, segundo, o tempo de contrato foi o que eu queria, minha multa foi o que eu queria, baixa. Morar da forma que nós estamos morando não tem como. Você pega, junta tudo e vê o que é melhor pra gente. Não tinha como não vir – contou.

Vasco e Ceará se enfrentam nesta quinta-feira, em São Januário, pela nona rodada do Campeonato Brasileiro. A partida acontece às 19h15 (de Brasília).

Thigado Galhardo, ex-meia do Vasco

Confira a entrevista completa com Thiago Galhardo:

Fase artilheira

Uma coisa que eu tenho me cobrado bastante é entrar na área. Eu fiz um outro gol com a bola sobrando pra mim dentro da área. Realmente, foi um começo de jogos com a camisa do Ceará absurdo. Foram três gols, uma assistência e o outro que o juiz poderia ter sido legal e colocado na minha conta também.

Reencontro com o Vasco

Vai ser um jogo marcante. Eu estava fazendo as contas aqui, na minha cabeça, para descobrir quando tinha sido a última vez que eu joguei em São Januário contra o Vasco. Foi pelo Madureira, em 2015, pelo Campeonato Carioca.

Então, depois de quatro anos e alguns meses, eu vou retornar lá de uma maneira diferente. Aquilo lá eu chamo de minha casa. São Januário é realmente um território hostil, como o torcedor lá diz.

Saída polêmica do Vasco

Eu, Thiago Galhardo, entrei no clube pela porta da frente e saí do clube pela porta da frente. O clube tinha que ter se posicionado, eu sempre disse isso. Se o clube se posiciona no que realmente aconteceu, no que eles realmente estavam me colocando para treinar separado, eu tenho certeza que não teria essa turbulência toda. Só que eles não se manifestaram por quê?

Porque sabemos que foi uma coisa... (risos) Que não tem explicação. Como eu já disse em alguns lugares que eu dei entrevista, daqui a cinco anos e meio, quando eu parar - porque eu pretendo parar em 2024 - eu vou com certeza falar. Muitos vão rir, vão ficar sem entender e vão querer procurar saber o porquê disso.

Mas eu acho que faltou isso. É óbvio que fica estranho quando todo mundo vai para uma sala e eu vou para o outro lado na saída do jogo do Bangu na semifinal.

Ação na Justiça contra o Vasco

O clube me devia os três meses de salário, me devia o FGTS. Foi tudo comprovado, consegui sair legalmente na Justiça. Mas óbvio que não saí da forma que queria, nunca tive esse problema em nenhum clube.

Amizade com Maxi López

Logo em seguida, teve a saída do Maxi. A gente não tem como dizer. O Maxi é um amigo pessoal que eu tenho, a gente tem se falado. Mas são coisas que ficam só nos bastidores. Além de ser um grande amigo, é um grande jogador. Todos os clubes do Brasil queriam ele.

Chegou final do ano, ele recebeu várias propostas para poder sair, ele acabou querendo ficar. Pelo projeto que o Vasco tinha com ele, pelo que tinha dito. E acabou que, cinco meses depois, ele também saiu de uma forma que ninguém explica.

Otimismo no Ceará

Desde que o Enderson chegou, ele tem implementado a ideia de jogo dele. No Campeonato Brasileiro, como você joga de quarta a domingo, você acaba não tendo tanto tempo de treinar. Ele teve umas semanas mais espaçadas, agora, nesses últimos quatro, cinco jogos, e acaba que ele começa a conseguir colocar o pensamento de jogo dele em campo, nos treinamentos, nos jogos. E tem dado certo. Eu acho que o time tem feito grandes jogos. Conseguiu um ótimo jogo contra o Cruzeiro fora de casa, um ótimo jogo contra o Goiás.

Jogo contra o Ceará no ano passado pesou?

Sim, eu deixei isso bem claro pra minha família. A questão da torcida, a forma como foi, a festa que foi. Obviamente, o Ceará não disputava mais o rebaixamento, pra nós era uma guerra ali, nós não podíamos pensar em perder de maneira nenhuma. A festa da torcida contagia. Óbvio que não foi o ingrediente principal pra eu poder vir, mas os torcedores invadirem minha rede social, todo o esforço que a diretoria fez.

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