Ramon, ex-Vasco, fala sobre situação do Cruzmaltino e outros assuntos

O ex-vascaíno Ramon comenta a situação do Gigante da Colina e revela torcida por vitória contra o Cruzeiro neste domingo.

O Vasco precisa vencer urgentemente para fugir da zona do rebaixamento e nada melhor do que voltar para a casa. Após três empates atuando longe de São Januário, o time retorna ao Caldeirão, onde se sente bem à vontade. No entanto, o adversário de domingo, também possui ótimas recordações do estádio. Pela Libertadores desse ano, o Cruzeiro goleou o Vasco por 4 a 0, em pleno São Januário.Na verdade, vencer na Colina Histórica não é novidade para a Raposa, que não perde desde 2006. De lá pra cá, são 8 jogos, com 7 vitórias e 1 empate.

O que chama ainda mais a atenção são os placares elásticos. Ao todo, o Cruzeiro marcou 22 gols, média de 2,75 por jogo, sofrendo apenas 4. A última vitória do Vasco sobre o Cruzeiro dentro de São Januário completou 12 anos. A partida terminou 1 a 0, gol de Ramon, de cabeça, após cruzamento do lateral-esquerdo Diego. Com exclusividade ao Esporte 24 Horas, o ex-jogador e agora técnico, relembrou aquele momento.

“Recordar esse jogo é um motivo de muita satisfação. O Vasco vivia uma boa época em 2006. Fomos até a última rodada do Campeonato Brasileiro brigando por vaga na Libertadores. Acabamos não conseguindo após empatar na última rodada com o Figueirense, em Santa Catarina. Esse time ainda chegou na final da Copa do Brasil, mas não conquistamos o título”.

A explicação de Ramon para essa freguesia é o momento vivido pelas duas equipes nos últimos anos.

“O Cruzeiro está sempre brigando por títulos. Já o Vasco não. O Vasco vem nos últimos anos tentando se encontrar, dentro e fora de campo. Mas o futebol é resolvido dentro das quatro linhas”.

Expectativa para a partida e torcida pelo Vasco

O Cruzeiro vai enfrentar o Vasco com a cabeça na decisão da Copa do Brasil. Venceu o primeiro jogo por 1 a 0 e decide o título na próxima quarta-feira, na casa do Corinthians. Por esse motivo, o time provavelmente será formado por reservas. No entanto, na visão de Ramon, isso não faz do Vasco o favorito para o confronto.

“O Vasco jogando em casa tem tudo para fazer um grande jogo e vencer o Cruzeiro. Porém não dá pra dizer que o Vasco é o favorito, já que do outro lado vai estar uma grande equipe. O Cruzeiro vem de uma grande vitória sobre o Corinthians pela final da Copa do Brasil e mesmo se o Mano optar por um time alternativo, o Cruzeiro vai vir com uma força muito grande”.

Apesar de toda a identificação com o Vasco, Ramon é cria do Cruzeiro. Questionado para quem torceria no jogo de domingo, o ex-meia habilidoso, mostrou categoria e ficou em cima do muro em um primeiro momento.

“Eu vou torcer por um grande jogo. Duas grandes equipes do futebol brasileiro e mundial. Duas torcidas fantásticas. A do Cruzeiro deu um show na quarta-feira e eu espero que a do Vasco possa fazer também e ajudar o time dentro de campo”.

Papo vai, papo vem e pergunto novamente. Dessa vez o coração vascaíno falou mais alto, arriscando até em Maxi López, como o herói que vai quebrar o tabu de 12 anos sem vencer o Cruzeiro.

“Vou ficar na torcida para que o Vasco possa fazer um grande jogo, vencer a partida e sair dessa situação. 1 a 0, gol de Maxi López”.

Fabrício x Giovanni Augusto

Como foi um grande meio-campista, jogando por grandes clubes, marcando muitos gols e conquistando vários títulos, Ramon tem bagagem de sobra para falar sobre Fabrício, jogando na meia. O ex-jogador afirmou que vê qualidade no atleta, no entanto a titularidade se dá pela falta de opção no elenco.

“O Fabrício é um bom jogador, tem qualidade e sabe jogar no meio-campo. Chuta bem de fora da área, mas não é um jogador cerebral. Eu vejo o Fabrício com bons olhos, mas muito pela falta de opção. O Valentim está em busca da melhor formação”.

Sobre Giovanni Augusto, Ramon o elogiou bastante, reconheceu que o jogador possui muito talento, mas enxerga que falta um pouco mais de entrega para conquistar a titularidade.

“É um jogador de muito potencial, tem muita qualidade técnica. Quando surgiu, foi considerado uma grande promessa. Jogador muito promissor que até agora não conseguiu na carreira se firmar. O Valentim sabe o que está faltando, ele trabalha com o atleta. Se falta um pouco de recondicionamento físico, ele precisa pegar firme, se preparar um pouco mais para conseguir atuar no nível que se espera dele. Por isso que o Fabrício vem ocupando a posição”.

Relação com o Vasco

Recentemente Ramon e outros ex-jogadores que conquistaram a Libertadores de 98 foram homenageados pelo clube. Ramon aproveitou para opinar sobre o momento político do Vasco e sua relação com o presidente Alexandre Campello.

“A minha relação com o Vasco é muito boa, pelas passagens que eu tive, os títulos que eu conquistei. Então é muito boa, independentemente do presidente. O Campello é um cara que eu tenho respeito e um carinho muito grande porque eu tive a oportunidade de trabalhar com ele e sei que está trabalhando para colocar tudo em dia”.

Sobre os problemas extracampo afetarem os jogadores no dia a dia, Ramon foi taxativo.

"Agora o jogador tem que pensar única e exclusivamente em jogar futebol. Principalmente neste momento e não deixar que nada de fora venha a atrapalhar. Faltam poucas rodadas para o término do Brasileiro e há uma necessidade muito grande de vencer e somar pontos”.

Atualmente Ramon é treinador e está sem clube após comandar esse ano a Tombense, no Campeonato Mineiro e na Série C do Campeonato Brasileiro.

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