Presidente, técnico, jogadores e ex-técnico comentam situação do Vasco

Alexandre Campello, Yago Pikachu, Valentim e Adilson Batista falaram sobre o momento que o Vasco vive e esperam melhora.

A derrota para o América-MG deixou o Vasco ainda mais próximo da zona de rebaixamento, com apenas um ponto de vantagem. O retorno do fantasma da Série B virou assunto recorrente após o jogo em Belo Horizonte.

Apesar de o Brasileiro ainda ter muitas 15 rodadas, os sentimentos são mistos na equipe cruz-maltina. O discurso otimista do técnico Alberto Valentim – que chegou há pouco tempo e ainda não venceu – contrasta com o peso no ombro dos jogadores. Pikachu conversou com a imprensa e falou da responsabilidade sentida.

- A gente tem que estar forte psicologicamente. Estamos num momento difícil no campeonato. Temos nos cobrado. É vencer ou vencer no confronto direto de domingo para sair dessa situação (diante do Vitória). É difícil trabalhar com tanta pressão assim. A gente sabe que está trabalhando em um time grande. A solução está no vestiário. A gente tem que se unir para sair dessa situação.

Esquecer o peso do passado

O discurso de Alberto Valentim é de não olhar para as edições passadas. O técnico não quer que o fardo de outros descensos atrapalhe o Vasco neste último terço da competição.

- Faltam muitos jogos. O Vasco é muito grande. Não podemos colocar o peso de anos anteriores em que o Vasco caiu. Vamos nos abraçar de uma forma que vocês não têm ideia. Vamos para a guerra neste campeonato. Estamos tristes. Mas vamos recuperar.

Não é para desesperar?

O presidente Alexandre Campello prefere acreditar no trabalho que está em desenvolvimento no clube e confia no jogo a menos para o Vasco saltar algumas posições. O Cruz-Maltino soma 24 pontos, um a mais que o primeiro time na zona de degola, mas tem uma partida a ser realizada contra o Santos, em São Paulo.

- Eu acho que é fundamental a gente manter a tranquilidade e continuar acreditando no trabalho que está sendo feito. Vale lembrar que estamos com um jogo a menos e, por exemplo, podemos pular para o meio da tabela. A distância entre o nono colocado e o Vasco faz diferença. O Alberto Valentim começou o trabalho agora. Temos jogadores importantes que estão se recuperando e voltam em breve. É continuar acreditando no trabalho – disse Campello.

Ele já sentiu na pele...

Até quem já dirigiu o Vasco e sentiu o drama do rebaixamento opinou sobre a situação do clube. O técnico Adilson Batista, que venceu o confronto diante da equipe de Alberto Valentim, no Horto, era o treinador do Vasco em 2013, quando terminou o Brasileiro rebaixado.

- Trabalhei lá nos últimos sete jogos em 2013, ainda conseguimos levar para o último jogo, contra o Atlético-PR, em Joinville-SC. Teve aquela tragédia, aquilo lá não foi futebol, só teve briga. Caiu naquele dia. Mas não caiu comigo, caiu em função de uma série de situações. E já vivenciei outras equipes, de tirar do rebaixamento. Sei das dificuldades de tirar uma equipe grande nesses momentos, é muita tensão, cobrança, é pressão. O Vasco jogou bem no segundo tempo. O Alberto está chegando, está implantando sua maneira de jogar. Mas o Vasco é um time grande, acho que ele escapa.

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