Oposição promete cumprir contrato de empréstimo R$ 31 milhões

Julio Brant, Edmundo e Nelson Sendas prometem cumprir contrato de empréstimo R$ 31 milhões, caso aconteça nova eleição.

Diante das dificuldades que o presidente Alexandre Campello tem enfrentado para conseguir o empréstimo de R$ 31 milhões para bancar o clube até o fim da temporada, os subscritores da Chapa Sempre Vasco em 2017, Julio Brant, Edmundo e Nelson Sendas, devem registrar em cartório hoje uma escritura declaratória em que se comprometem a cumprir o contrato caso ocorra uma nova eleição para a presidência e o grupo vença o pleito.

A iniciativa surge depois que a primeira decisão judicial que anulou o pleito do ano passado, de autoria da juíza Gloria Heloiza Lima da Silva, determinou que a futura gestão poderia rever atos da atual, colocada em condição de interinidade. Isso, de acordo com a atual diretoria, gerou uma insegurança jurídica em torno do Cruz-maltino, o que vem impedindo a concretização do empréstimo junto às instituições bancárias.

Mesmo depois que a desembargadora Márcia Alvarenga suspendeu a decisão da juíza Gloria Heloiza Lima da Silva e devolveu à gestão de Alexandre Campello os plenos poderes sobre o clube, no último dia 10, o Vasco segue com dificuldades para conseguir as garantias necessárias para o empréstimo. Ainda assim, os salários do mês de agosto foram quitados nesta quarta-feira pela diretoria. O clube ainda deve dezembro, 13º e férias da gestão passada.

Também na quarta-feira, a juíza Maria Cecília Pinto Gonçalves, da 52º Vara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio, abriu mão de julgar a ação que pede a anulação da eleição vascaína. Ela havia sido indicada pela desembargadora Márcia Alvarenga para julgar a questão no lugar de Glória Heloiza Lima da Silva, por já estar inteirada da questão — foi a Maria Cecília quem anulou os votos da urna 7 do pleito passado. Entretanto, ela alegou ser suspeita por motivos de foro íntimo para julgar o pedido de anulação do advogado Alan Belaciano, da Sempre Vasco.

Com a desistência de Maria Cecília, quem irá analisar a ação será o 1º Juizado Especial Cível da Comarca da Capital. Caberá à juíza Márcia da Silva Ribeiro uma decisão a respeito da eleição do ano passado. Se a anulação se repetir, ainda caberá recurso sobre a decisão. A diretoria vascaína já deixou claro que irá recorrer caso um novo pleito seja marcado via judicial.

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