Grupos vascaínos publicam texto reflexivo sobre o Dia da Consciência Negra

Os grupos Guardiões da Colina e Raízes Vascaínas publicaram um texto conjunto promovendo uma reflexão no Dia da Consciência Negra.

Por Willams Meneses
-  20 de novembro de 2020 às 12:17-  Atualizada em 20 de novembro de 2020 às 12:22
Grupos destacam luta do Vasco contra o racismo (Foto: Guardiões da Colina/ Raízes Vascaínas)

Nesta sexta-feira (20) é celebrado o Dia da Consciência Negra, assunto que tem tudo a ver com a história do Vasco da Gama, pioneiro na luta contra o racismo e qualquer outro tipo de preconceito presente na sociedade do Brasil e mundo.

Mais cedo, o Vasco se manifestou nas redes sociais com uma publicação referente à data. Na sequência, diversos vascaínos seguiram o mesmo caminho, destacando a luta contra o racismo. Dois grupos, inclusive, publicaram um texto sobre o tema.

Os grupos Guardiões da Colina e Raízes Vascaínas publicaram um texto em conjunto nas redes sociais destacando a luta histórica do Vasco contra o racismo, desde os Camisas Negras, grande craques negros que passaram em São Januário, e ainda fizeram uma reflexão.

Confira na íntegra

“Chamava-se Club de Regatas Vasco da Gama, e trouxe com ele, mulatos e pretos.” (Mario Filho. O negro no futebol brasileiro)

20/11/2020: Dia da Consciência Negra. Dia de reflexão. Dia de nos orgulharmos do passado, e nos inspirarmos para um presente e um futuro antirracistas. Você sabe que o C. R. Vasco da Gama é o pioneiro na inserção de jogadores negros no futebol brasileiro, além de ter sido o primeiro clube a eleger um presidente negro, o nosso Candinho. Em 1923, fomos conhecidos como Camisas Negras.

Em 1944, Barbosa entra em nossa história, assim como Pai Santana, que desde 1953 nos abençoa. Em 2019, embora grande parte da torcida vascaína seja composta por pessoas negras, o quadro social do Vasco, por exemplo, ainda não representa a diversidade de seus torcedores e torcedoras.

Num cenário mais amplo, quantos presidentes negros dirigiram os principais clubes do Brasil nos últimos 50 anos? Quantas pessoas negras ocupam os cargos de gestão de esportes no Brasil? Quantos técnicos negros nas séries A e B? O racismo estrutural está presente no esporte, e nós podemos mudar isso. A batalha iniciada na Resposta Histórica, infelizmente, está longe do fim.

Hoje é dia de orgulho, resistência e luta por maior representatividade negra no C. R. Vasco da Gama, e no futebol brasileiro como um todo, reconhecendo a importância de nossa instituição como agente primário da luta antirracista no cenário nacional.