Nenê fala sobre jogo contra o Vasco e se diz triste pelo momento do Clube

Após saída, o meia Nenê reencontra São Januário pela primeira vez nesta quinta-feira e diz que tem muito respeito ao Vasco.

Nenê jogará pela primeira vez em São Januário como rival do Vasco desde a transferência do clube ao São Paulo, no começo do ano. O reencontro é nesta quinta-feira, às 20h, pela 36ª rodada do Brasileirão.

A história de três anos no Cruz-Maltino criou uma ligação entre Nenê e o clube da Colina, por meio do qual retornou ao Brasil após 12 anos no exterior. De torcedores e funcionários do Vasco chegam pedidos para o camisa 10 "aliviar" no reencontro, pois o adversário do Tricolor briga para não ser rebaixado. O Vasco tem 39 pontos, dois acima do América-MG, primeiro time dentro do Z-4.

A situação do Vasco entristece Nenê, mas seu objetivo é colocar o São Paulo no G-4 e garantir uma vaga direta na Libertadores de 2019. O meia promete não comemorar um eventual gol diante do ex-clube, mas quer a vitória do Tricolor.

Novamente titular do São Paulo sob o comando de André Jardine, Nenê continua triste por ter seu nome associado à saída de Diego Aguirre. O meia reconhece ter dado uma "brecha", ao sair rapidamente do Morumbi depois do empate por 2 a 2 com o Flamengo. Mas mostra gratidão ao ex-técnico e diz não ter culpa nenhuma pela demissão, o que é corroborado pelo executivo de futebol Raí.

Nesta entrevista exclusiva, Nenê também dá sua versão sobre o "biquinho" citado por Lugano, explica qual é o sentimento por perder o título do Brasileirão após liderar parte do campeonato e diz como é ser treinado por um técnico dois anos mais velho (Jardine tem 39 e Nenê 37).

GloboEsporte.com: O que está esperando nessa volta para São Januário com outra camisa?

Nenê: – É uma partida realmente especial. Um clube que tenho um carinho muito grande. Espero que eu seja bem recebido, mas com certeza eles vão estar focados no time deles, e eu no meu time, o São Paulo. Mas sempre com um respeito muito grande, até porque passei momentos muito bons lá e tenho recebido até hoje esse carinho da torcida do Vasco. É algo que realmente me deixa bem contente.

(nota da redação: Nenê jogou de 2015 até o começo de 2018 no Vasco, pelo qual fez 42 gols em 129 jogos)

Você recebe carinho e também uns pedidos para dar uma aliviada. É de gente do Vasco ou da torcida?

– As duas coisas (risos). Não jogador, né, mas relacionado ao clube. Mas é pela amizade que temos e construímos. Somos rivais apenas dentro do campo. É muito importante procurar manter o respeito. Tenho amizade com o pessoal de lá ainda. Sempre ouve essas coisas assim, ainda mais nesse momento que o Vasco está passando. Fico triste por isso. Mas realmente tenho de dar meu melhor pelo São Paulo. Vamos em busca de um grande resultado.

O que você responde? Fala: "Gente, estou sem fazer gol desde o jogo com o Paraná (no dia 22 de agosto). Preciso meter gol". Cada um com seus problemas (risos)...

– Isso que é fogo, né, cara, mas não tenho problema em relação a isso. Minha função é dar passe e assistência. Mas se acontecer realmente eu não vou comemorar. Já tinha falado sobre isso antes. Então sempre com respeito muito grande. Vai ser uma coisa bem estranha assim, pelo momento que eles estão vivendo. Mas com certeza vai ser com muito respeito.

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