Montenegro dispara contra Campello e Landim após reunião com Bolsonaro

Montenegro reagiu com duras críticas aos presidentes Alexandre Campello e Rodolfo Landim, por reunião com Jair Bolsonaro.

O ex-presidente e membro do comitê gestor do futebol do Botafogo, Carlos Augusto Montenegro, reagiu com duras críticas aos presidentes do Vasco e Flamengo, Alexandre Campello e Rodolfo Landim, respectivamente, que se reuniram hoje com o presidente Jair Bolsonaro em Brasília, no intuito de levar as equipes para treinarem na Capital Federal.

Defendendo que futebol não é atividade essencial, Montenegro usou as palavras irresponsáveis e homicidas ao comentar a atitude dos mandatários, em contato com o site Globo Esporte.

- Não tem justificativa para a volta do futebol. Estamos com um problema sério principalmente no Rio de Janeiro. No Brasil, estamos chegando perto de 1 mil pessoas (mortas) por dia. Todos os hospitais com problema. Não sei se as pessoas estão sendo irresponsáveis, homicidas ou se não estão regulando bem. O futebol não é atividade essencial.

Montenegro também chamou de atitude de time pequenininho, questionando o protocolo que Vasco e Flamengo elaboraram para os jogadores treinarem com segurança. Para ele, Vasco e Flamengo querem disputar os campeonatos sozinho. Quanto ao Botafogo, ele disse que não jogará enquanto a situação não for normalizada.

- Os clubes têm que ser grandes dentro e fora de campo. É uma atitude de time pequenininho. Eles podem se tornar homicidas forçando uma barra dessas. Quem vai se responsabilizar se um atleta ou um funcionário passar para um membro da família, alguém em casa? Que protocolo é esse? As pessoas vêm treinar e, quando voltam, podem estar contaminadas. Já conversei com o Nelson (Mufarrej, presidente) e com todos. A posição do Botafogo é de não jogar. Acho que a posição de Flamengo e Vasco é fazer um Carioca só com eles dois, uma Copa do Brasil só com eles dois e um Campeonato Brasileiro só com eles dois.

Campello com Bolsonaro e Landim

Ao Uol Esportes, Montenegro classificou como atitude covarde contra os jogadores, comissão técnica, família, reforçando sua opinião acerca da desnecessidade de priorizar o retorno do futebol diante do cenário causado pela pandemia de Coronavírus, (Covid-19). 

- Coisa de doido! É até uma covardia com jogadores, comissão técnica, família... Está uma dificuldade nos hospitais e ficam falando em testezinho antes do treino? Pessoas podem se contaminar voltando para casa e depois passarão dificuldades para conseguir vaga no hospital. Não sei porque esse nervosismo do futebol. Ninguém fala da volta das universidades. Ninguém está preocupado com alunos que precisam estudar, que é o importante de verdade. Só vejo falar de treino, futebol.

As autoridades do Rio de Janeiro não permitiram a volta dos clubes aos treinos, o que levou Vasco e Flamengo a tentarem transferir suas atividades para o Distrito Federal. O presidente Jair Bolsonaro e governador Ibaneis Rocha comungam da mesma ideias dos presidentes cariocas.

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