Luxemburgo e Felipão se reencontram e revivem jogos polêmicos

Vanderlei Luxemburgo e Luiz Felipe Scolari se reencontram após cinco anos no jogo entre Vasco da Gama e Palmeiras.

O clássico nacional entre Palmeiras e Vasco hoje, a partir das 17h, no Allianz Parque, colocará frente a frente dois dos maiores treinadores da história do futebol brasileiro: Luiz Felipe Scolari e Vanderlei Luxemburgo. Rivais desde a década de 90, quando protagonizaram duelos épicos e até algumas brigas, os dois se dão bem fora de campo e vão se reencontrar cinco anos depois do último confronto, ocorrido no final de 2014.

Naquele jogo, Felipão estava em sua terceira passagem pelo Grêmio, enquanto Luxa dirigia o Flamengo. A partida foi disputa no estádio do time gaúcho e terminou empatada por 1 a 1. O encontro de hoje, aliás, marcará a 30ª vez que os dois vão se enfrentar. Nas 29 partidas já disputadas entre eles, houve 11 vitórias de Scolari, 12 empates e seis triunfos de Vanderlei.

Mesmo depois de tanto tempo, eles mantêm até hoje a essência de seus estilos, muitas vezes opostos. Felipão chegou ao Palmeiras no ano passado com a missão de impor respeito no vestiário e melhorar o ambiente de um elenco estrelado, o que, na visão da diretoria, era o que faltava ao trabalho de Roger Machado. Não demorou nem uma semana para os jogadores já começarem a se referir ao veterano treinador como um "paizão". A construção de um clima de união nas equipes por onde passou sempre foi uma das principais marcas de sua carreira.

Já Luxa, segundo o lateral direito Yago Pikachu, é "à moda antiga" e costuma "xingar muito" nas atividades. Porém, tem sido o principal escudo e interlocutor do elenco no trato com a diretoria no que se refere às questões salariais, que ainda estão em débito em São Januário. Essa postura do treinador conquistou o respeito do grupo.

No dia a dia, Felipão é praticamente o mesmo de sempre. Com estilo que varia entre o brincalhão e o rabugento, não esconde a pouca paciência para lidar com a imprensa - ainda que as "patadas" tenham diminuído bastante em número. Gosta de trabalhar sempre com treinos fechados, e desde sua chegada, quase nenhuma atividade do Verdão teve a presença de jornalistas.

Na comissão técnica, o toque mais diferente fica por conta do auxiliar Paulo Turra, que substituiu o velho companheiro Flávio Murtosa como braço direito de Felipão. Turra é sempre citado pelos atletas quando o assunto é a consistência tática do Palmeiras, especialmente na parte defensiva. Ao lado do também auxiliar Carlos Pracidelli, ele é quem comanda mais diretamente alguns treinos, enquanto Felipão traça as estratégias e intervém quando acha necessário.

Vanderlei Luxemburgo ainda carrega o estilo "raiz". Apesar de ter o auxílio de Maurício Copertino e do ex-jogador Ramon no dia a dia, é ele quem ainda gerencia a maior parte dos treinamentos no Vasco. Diferentemente de Felipão, o vascaíno prefere abrir todos os treinos para evitar o que chama de "X-9" dentro do clube, ou alguém que costuma passar informações privilegiadas. Deste modo, estabelece um trato com a imprensa para parar de filmar nas atividades táticas ou de jogadas ensaiadas.

"Os meus encontros com Felipão foram memoráveis", disse Luxa em recente entrevista à ESPN Brasil. "Uma disputa bem complicada, os dois queriam ganhar. Foi muito legal. Me dou muito bem com Felipão. Já briguei muito com ele, mas fica dentro de campo. Uma vez eu estava no aeroporto e ele me deu um tapa nas costas. Eu levei um susto. Ele me disse: 'Vai voltar ou não? Vai me deixar sozinho aqui?'. O Felipão é muito gente boa".

Ambos os treinadores passaram recentemente por momentos de baixa na carreira: Felipão, depois do 7 a 1 sofrido pela seleção na Copa de 2014, e Luxemburgo, com o longo período de inatividade antes de assumir o Vasco. Agora, duas décadas depois de despontarem como os principais treinadores do país, eles se reencontram para escrever mais um capítulo dessa rivalidade.

Leia mais sobre: Vasco x Palmeiras, Vanderlei Luxemburgo

Comentários

Últimas notícias

Veja mais notícias »