Jorginho dá o ânimo que o Vasco precisava para vencer

O técnico Jorginho não teve tempo para treinar, fez poucas mudanças na equipe, mas conseguiu estrear com vitória.

Ninguém do Vasco queria a saída de Zé Ricardo, que pediu demissão por não conseguir mais fazer o elenco reagir às derrotas. E a chegada de Jorginho, poucos dias depois, parecia precipitada em um primeiro momento. Mas a vitória contra o Sport em São Januário, mesmo que sofrida, é um cartão de visitas da experiência e força psicológica que o treinador pode agregar ao Vasco.

​Em campo, as mudanças foram mínimas. Mas até que surtiram efeito e foram determinantes para vitória. A escalação seria a mesma utilizada por Valdir Bigode contra o Cruzeiro, mas Wagner foi poupado e abriu vaga para Giovanni Augusto começar jogando. Talvez o único ajuste tático tenha sido o posicionamento do meio de criação: em vez de dois pontas abertos e um centroavante, Jorginho deixou Pikachu ao lado de Rios no ataque e centralizou o camisa 26.

Como não tem a mesma dinâmica de Wagner, Giovanni precisaria se desdobrar jogando pelos lados. No meio, com liberdade para criar, achou os dois passes decisivos para Pikachu no primeiro tempo - em um saiu o gol, e no outro, o pênalti. O meia se redimiu da última atuação em São Januário e saiu aplaudido pela torcida no segundo tempo.

- Tenho que ressaltar o trabalho do Zé Ricardo, do ex-auxiliar Cleber, do ex-treinador de goleiros Fábio. Deixaram um legado e vamos dar continuidade. Cada treinador tem sua metodologia, sem certo ou errado. Mas só vou colocar minha forma de trabalhar na inter-temporada, durante a parada da Copa - disse Jorginho após a vitória, que minimizou os gols sofridos.

- Foram gols que acontecem, uma bola desviada e um golaço desse do Michel Bastos que não temos o que falar. A gente pressionou mas ele foi feliz na finalização.

​Mas não pense que as palavras de Jorginho sobre os gols sofridos são de desleixo à parte tática. Na verdade, ele minimiza os erros de Paulão, perseguido pela torcida por falhas seguidas. É nessa parte que o trabalho do novo treinador começa a aparecer. A força psicológica e a experiência para lidar com as situações adversas são os pontos fortes do comandante de 53 anos.

- Muitas vezes fui vaiado em São Januário, Maracanã. Encontro o Vasco em um momento de muita desconfiança. Não falo de política que não é minha área, falo da parte técnica, física, emocional. Quero uma afirmação. Jogadores muito mal tratados, pressionados. Quero saber que os jogadores podem dar a volta por cima. Esse grupo, preciso valorizar. Está sendo muito machucado, mas está tendo a hombridade de se levantar, de entender que é um momento difícil. Precisamos nos unir, porque juntos somos mais fortes.

​A torcida pode até não gostar de ouvir, mas Jorginho fará de tudo para recuperar os jogadores em baixa. E, para o próximo jogo, a estratégia será a mesma: pouca tática, muito papo. Dentro de campo, com a bola no pé, o time só terá a cara do novo treinador em agosto. Se chegarem reforços pontuais, Vasco vem forte no segundo semestre.

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