Impacto no comércio afeta pai de Juninho e meia diz: 'Vamos superar'

Alexandre, pai de Juninho, meia do Vasco, já sente com o impacto da crise, que vem acontecendo por causa do Coronavírus.

A crise econômica que vem a reboque da pandemia do coronavírus tem no comércio um dos setores mais afetados, seja ele formal ou informal. O cenário preocupante não é diferente na família do volante Juninho, do Vasco, de apenas 19 anos. Alexandre, pai do jovem, possui uma barraca de balas e doces na zona oeste do Rio de Janeiro.

Por muito tempo, o estabelecimento situado em Vargem Grande (RJ) foi o principal sustento para a casa, e mesmo com a efetivação do jogador ao profissional a crise ainda é sentida.

"Está muito difícil. Eles em alguns momentos passam dificuldades e é complicado. Tento ajudar da maneira que eu posso. Eles são guerreiros e vamos todos juntos superar isso", declarou Juninho ao UOL Esporte.

Por ter sido efetivado somente este ano após destaque na Copa São Paulo de Futebol Júnior, o volante ainda não possui um contrato suficiente para mudar o patamar financeiro da família, embora esteja ajudando bastante. O jovem, porém, mantém seu foco em ganhar espaço no Vasco.

"Vem sendo para mim uma grande experiência poder estar colhendo os frutos de um trabalho que vem desde os 6 anos de idade. Estou feliz e quero dar o meu melhor sempre pelo Vasco", disse Juninho, que fez questão de demonstrar gratidão ao ex-técnico Abel Braga:

"Minha experiência com o treinador Abel Braga foi muito boa e só tenho a agradecê-lo por te me promovido ao profissional, ter me dado oportunidade de jogar, por acreditar em mim e no meu potencial. Espero que ele consiga ter uma boa sequência na carreira dele e que Deus o abençoe sempre. Serei sempre grato a ele".

Juninho, meia do Vasco

Homenagens ao irmão com deficiência visual

Outra fonte de motivação para Juninho na família é seu irmão caçula Matheus, de sete anos, que contraiu um câncer com apenas 1 ano e perdeu a visão esquerda. Na base, quando o volante fazia gols, costumava comemorá-los tapando um dos olhos em homenagem a ele.

"Todas as vezes que faço um gol, coloco a mão no olho para homenageá-lo e espero que ele fique feliz. Ele é a minha inspiração que vem de dentro. Espero jogar por ele e pela minha família para dar um bom futuro para eles", disse ao canal SporTV, em janeiro, quando ainda disputava a Copinha.

Pelo profissional, Juninho, que tem como característica os chutes de fora da área, ainda não marcou. Foram 11 jogos, sendo quatro como titular.

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