Henríquez analisa passagem e comenta saída do Vasco: veja a entrevista

O agora ex-zagueiro do Vasco da Gama, Oswaldo Henríquez, em destaque, reafirmou o desejo de seguir no Cruzmaltino em 2020.

Depois de um 2019 com uma grande reviravolta em sua situação no Vasco da Gama, Oswaldo Henríquez não seguirá em São Januário nesta temporada. O zagueiro tinha contrato somente até dezembro e não chegou a um acordo de renovação com o Gigante da Colina.

Com sua passagem pelo Vasco encerrada, pelo menos até o que se sabe no momento, Oswaldo Henríquez concedeu uma entrevista ao repórter Willams Meneses, do site Vasco Notícias. O zagueiro fez uma análise de seu 1 ano e meio em São Januário e comentou a sua saída do Cruzmaltino.

Você chegou em 2018 após uma longa passagem pelo Sport, ainda sob desconfiança da torcida, e não teve muito espaço ao longo da temporada. Como foram seus primeiros meses? Chegou a perder a esperança de ganhar uma sequência?

- Quando cheguei no Vasco por primeira vez foi sempre com a mentalidade de ser titular no time. Sempre foi assim onde estive e cheguei sem cartel, isso foi bom e foi ruim, porque às vezes se valoriza mais quem vem com mais mídia. Mas trabalhei desde o início porque sabia que se eu tivesse uma sequência ia fazer um bom trabalho. No início não chegou, mas sabia que ia chegar porque trabalhava bem e acreditava no meu potencial dentro do grupo.

Já em 2019, você começou a temporada ainda sem grande prestígio com o torcedor e com o técnico da época, que era Alberto Valentim. Com o passar do tempo, seu nome foi cogitado a deixar o Vasco. Nesse período você pensou em ir embora do Clube? Recebeu alguma proposta para sair?

- Teve duas proposta pra ir embora em janeiro de 2019. Exatamente no Atlético Nacional, Deportes Tolima e do mercado árabe, mas rejeitei porque me falaram que ia ser utilizado, mas não foi assim... então isso me deixou magoado, mas continuei trabalhando, o que sempre foi minha marca como profissional.

Henríquez em ação pelo Vasco

Depois da saída de Alberto Valentim, chegou alguém que mudou completamente a sua passagem pelo Vasco: Vanderlei Luxemburgo. Foi com ele que enfim recebeu oportunidade, teve sequência e se destacou na zaga ao lado de Leandro Castan no Brasileirão. Qual a importância e como você classifica trabalhar com o técnico?

- Vanderlei chegou e olhou todo mundo desde zero.Tinha que ganhar as coisas com o trabalho. Na chegada dele, vários zagueiros estavam machucados e eu tava voltando duma pequena lesão, mas vi que o Vasco não estava ganhando desde o início do Brasileirão e decidi me colocar à disposição, mesmo não estando plenamente em forma, porque queria ajudar e tinha vontade de estar em campo. Deixei tudo para trás e o professor Vanderlei decidiu me utilizar na partida contra o Internacional, onde o time ainda não tinha vencido e as coisas estavam difíceis, mas sempre tenho sido um cara de assumir responsabilidades e queria fazer isso pra ajudar o grupo, pois, no fim, eu também fazia parte do grupo. Aí foi que joguei consegui ajudar e ganhamos aquele jogo, que foi o início de minha sequência e sequência positiva do time no Campeonato Brasileiro, que permitiu tirar o time da última posição e estar brigando em postos de Sul-Americana e até libertadores. Vanderlei é um grande treinador. Não pela trajetória e sim pelo caráter de treinador que quer sempre ganhar, mesmo já sendo consolidado. Isso faz o atleta ser diferente do resto e conseguiu despertar essa vontade no grupo numa situação política e financeira difícil.

Com o bom desempenho que apresentou, imaginava-se que a sua renovação de contrato com o Vasco era questão de tempo. Porém, houve complicações ao longo das conversas e o seu vínculo com o Clube, que se encerrou em dezembro, não foi renovado. O que aconteceu? Era seu desejo seguir no Clube?

- Meu desejo sempre foi continuar no Clube. Eu rejeitei 3 propostas que eram mais interessantes economicamente. Queria continuar no Vasco porque o torcedor assim me fez sentir. As pessoas têm uma ideia errada do que aconteceu onde a decisão foi escolha do Clube por olhar outros nomes. O Campeonato Brasileiro acabou dia 10 e recebemos a informação de pagamentos dia 16. A partir disso saberíamos o que o Clube poderia oferecer aos jogadores que interessavam. Isso não aconteceu, recebi uma proposta e fiz uma contraposta (o normal duma negociação). Mas depois da saída do professor Vanderlei e com a chegada do novo treinador as condições mudaram e o Clube decidiu olhar outros nomes. Eu sempre estive aí para o Clube, para me adaptar a tudo e para dar meu profissionalismo, como sempre fiz durante toda a temporada, jogando até com meu cotovelo machucado. Nunca reclamei nada. Calei minha boca e sempre trabalhei. Quem me conhece dentro do Clube sabe que tipo de pessoa e profissional eu sou, então isso me deixa tranquilo como profissional.

Sem a renovação de contrato com o Vasco, você está sem clube no momento. Já tem algo encaminhado para o seu futuro? Como tem sido o contato com os torcedores depois de confirmada a sua não permanência para 2020?

- Ainda não é certo. Por enquanto estou feliz aproveitando pela primeira vez minha família na Colômbia, o jogador abre mão sempre da família, mas nesta oportunidade estou feliz por estar aproveitando eles, mas espero em breve estar de volta aos gramados. Recentemente estive pelo Rio uma semana e desde o funcionário do Dutty Free até o cara do Uber que me levou de volta pra o aeroporto me falou coisas positivas do meu trabalho e o fato de ficar no Clube. Isso que me faz sentir feliz na minha carreira porque você dá a vida em campo e logo uma pessoa que te agradece na rua é maior que qualquer salário que você possa receber. Um funcionário do Dutty Free do galeão me falou: “Cara, o que aconteceu com você, por que não ficou? Vai renovar? O Vasco precisa de você”. Eu respondi: “E eu preciso de Vasco, do torcedor principalmente. Não dependeu de mim. Se fosse por mim já estaria lá dando carrinho e a sangue como sempre fiz. Mas sempre estarei agradecido”.

Oswaldo Henríquez vestiu a camisa do Vasco em 40 partidas e balançou as redes em 1 oportunidade. O zagueiro de 30 anos, ainda sem clube no momento, voltou a ter seu nome cogitado no Cruzmaltino novamente nos últimos dias, mas a diretoria descartou qualquer nova conversa para renovar com o colombiano.

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