Grupo busca 90 assinaturas para fechar pedido por eleições diretas no Vasco

Nova Resposta Histórica ganhou apoio e busca 90 assinaturas para fechar o abaixo-assinado por eleições diretas no Vasco.

O movimento "Nova Resposta Histórica", que busca recolher assinaturas de sócios para pedir a convocação de uma Assembleia Geral por eleições diretas no Vasco, está próximo de alcançar o objetivo. Faltando conseguir mais 90 associados para fechar o abaixo-assinado, o grupo aposta em receber as fichas faltantes nos pontos de coleta ou pelo correio. Em um período de recebimento de apoio.

A partida diante do Bangu, em 19 de janeiro, pela estreia no Carioca, foi a última vez em que houve o recolhimento em São Januário. Desde então, pontos físicos no Rio, em Cuiabá e em Belo Horizonte e uma caixa postal (saiba mais informações aqui) são as opções para os interessados. Caso seja necessário, o estande do movimento poderá ser montado em algum jogo.

Desde o final de 2019, o "Nova Resposta Histórica" tenta recolher 1.100 assinaturas - 20% dos sócios estatutários adimplentes do clube - para pedir a convocação da Assembleia Geral Extraordinária. Motivo? Que o sócio decida se deseja eleições diretas no Vasco. O objetivo é não depender da reforma estatutária que está em debate no Conselho Deliberativo.

Em dezembro passado, os conselheiros aprovaram a proposta de eleição direta. Porém, para ter validade, é necessário que o sócio aprove a alteração no estatuto em uma Assembleia Geral. Ela ainda não foi convocada, afinal, a votação dos demais pontos da reforma do estatuto ainda não foi concluída. Roberto Monteiro, presidente do Conselho Deliberativo, garantiu que a nova forma de escolher presidente está assegurada mesmo que o novo estatuto não passe.

Na semana passada, após a sessão que deu continuidade ao debate no Conselho, muitos associados passaram a defender o apoio ao Nova Resposta História. Há o temor de que uma eventual paralisação da reforma do estatuto não altere a maneira de o sócio votar.

Atualmente, a eleição do Vasco é realizada em duas etapas. Primeiro, na Assembleia Geral, os sócios estatutários do clube votam numa chapa. Os vencedores levam 120 conselheiros, a chapa perdedora 30 e estes se juntam aos 150 conselheiros natos do clube para, então, na segunda etapa, os conselheiros elegerem presidentes de poderes - incluindo o da diretoria administrativa.

O movimento se baseia em dois artigos do Código Civil

Art. 59. Compete privativamente à Assembleia Geral: (Redação dada pela Lei nº 11.127, de 2005)

I – destituir os administradores; (Redação dada pela Lei nº 11.127, de 2005)

II – alterar o estatuto. (Redação dada pela Lei nº 11.127, de 2005).

No caso desta convocação, há uma destinação única e específica na ficha de convocação: alteração do estatuto. Lembrando que há uma proposta em discussão para ser levada aos conselheiros do clube com essa finalidade. A reunião que discutiria o assunto foi cancelada e ainda não tem nova data.

O outro artigo fala na garantia de convocação dos associados.

Art. 60. A convocação dos órgãos deliberativos far-se-á na forma do estatuto, garantido a 1/5 (um quinto) dos associados o direito de promovê-la. (Redação dada pela Lei nº 11.127, de 2005).

Por que 1.100 sócios?

O número se baseia justamente no 1/5 (20%) dos associados que têm direito à convocação de orgão deliberativo, conforme texto do artigo 60 do Código Civil, logo acima. Hoje, de acordo com a última lista divulgada pela administração Campello, são pouco mais de 5,5 mil sócios estatutários ativos no clube. A meta do grupo é reunir 1.500 fichas pela convocação da Assembleia Geral extraordinária, mas com 1.100 já bastaria para levar ao presidente da Assembleia Geral, Faues Mussa, pela convocação dos sócios.

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