Faltou de tudo um pouco! Análise da atuação do Vasco contra o CSA

Sem Nenê, o Vasco da Gama não conseguiu ter intensidade, inteligência, criatividade e concentração e acabou derrotado pelo CSA.

Vasco perde para o CSA em São Januário
Vasco perde para o CSA em São Januário (Foto: André Durão)

A análise da derrota vascaína por 3 a 1 para o CSA na noite de sexta-feira está longe de se restringir ao aspecto tático. Faltou muita coisa. Sem Nenê, como era de se esperar, faltou criatividade. O melhor jogador do elenco fez muita falta, principalmente pela energia que passa aos demais, não à toa o time esteve muito abaixo no aspecto da intensidade. Mas também fez falta a fome de bola que sobrou a Giva Santos no lance do segundo gol, que praticamente matou o Vasco no jogo. O volante lutou até o fim e deu assistência a Delatorre diante de três vascaínos. Enfim, faltou de tudo um pouco, só não faltou apoio.

Perguntado se a reação da torcida após o apito final foi desproporcional devido aos muitos protestos, xingamentos e copos arremessados em direção ao campo (vários deles passaram bem perto do treinador), Diniz tratou de defender os quase 10 mil vascaínos presentes a São Januário.

– O torcedor foi o único jogador que jogou bem hoje. Não tem o que reclamar da torcida absolutamente desde que cheguei aqui. E nem hoje. E o torcedor tem que vaiar mesmo. Quando você chama a torcida para o estádio com boas apresentações, e a gente joga abaixo do jeito que jogou e perde o jogo, o torcedor fez o que tinha de fazer. A gente que é melhorar e ganhar jogos – afirmou o técnico, emendando:

– Não teve nada de exagero do torcedor. Ele mostrou sua frustração, mas apoiou muito o time durante quase todo o jogo. A gente tem que agradecer ao torcedor e pedir desculpa por não ter entregado a vitória que eles precisavam e mereciam. Mas não foi por falta de vontade, a gente não conseguiu fazer um bom jogo.

A verdade é que embora tenha finalizado mais do que os alagoanos (14 a 10) e marcado maior presença no campo adversário durante grande parte do jogo, o Vasco não conseguiu em nenhum momento repetir a intensidade que confundiu rivais desde a chegada de Fernando Diniz.

Algumas atuações individuais também foram bastante prejudiciais. Zeca e Morato, contratados no início do ano para a disputa do Carioca, voltaram a jogar mal. O lateral errou bastante e saiu vaiado, enquanto o outro, seja como atacante ou recuado para a armar o jogo, pouco fez.

Mais finalização, pouca penetração

Novamente animado com a possibilidade de colar no G-4 (a distância cairia para três pontos em caso de vitória), o Vasco começou o jogo buscando o ataque. O zagueiro Ricardo Graça era um dos mais interessados. Ganhava as divididas atrás e subia para participar da construção. Numa dessas idas à frente, deu uma cavada para Cano por cima da marcação. O argentino acreditou na jogada e acabou derrubado por Ernandes dentro da área. Pênalti confirmado, e o artilheiro converteu.

O problema é que o Vasco ficou em vantagem por apenas cinco minutos. E cedeu o empate por erros individuais. Primeiro de Cano, que, apesar do espírito de luta, fez falta desnecessária em Renato Cajá. Depois de Lucão, que armou mal a barreira e estava muito adiantado na cobrança do próprio Cajá.

A partir dali, o time não conseguiu o que vinha fazendo melhor em suas partidas dentro de casa. Trocar passes curtos rumo à área adversária. Se em outros jogos, o Vasco conseguia penetrar com vários jogadores pelos lados, contra o CSA o time teve menos chegada. Bruno Gomes e Andrey até se ofereciam para a construção, mas não o faziam da melhor maneira.

Novamente deslocado para a função de camisa 10 com a ausência de Nenê, Marquinhos Gabriel caiu de produção. Até participou de algumas jogadas, mas o nível de jogo dele esteve longe do que vinha apresentando como segundo volante, pois qualificava a saída de bola e dava opção na frente para dar o último passe.

O Vasco finalizou mais na primeira etapa (7 a 4), teve a bola no pé, mas pouco machucou o CSA. Não aproveitou o momento em que a torcida fazia bonita festa e empurrava o time.

Balde de água fria, segundo gol do CSA escancara passividade

Ciente de que o Vasco agredia muito pouco até então, Fernando Diniz resolveu ir para frente e colocou o grandalhão Daniel Amorim no lugar de Andrey e trocou pontas: Léo Jabá substituiu Gabriel Pec. Não deu certo. Centroavante, Amorim repetiu um comportamento realizado em outras partidas: saiu demais da área em vez de ficar dentro dela para tentar o jogo aéreo.

Jabá também repetiu o que vem fazendo. Pouco. Não conseguiu boas jogadas pelo fundo, não rompeu linhas com a força física que marcou o início de sua passagem pelo clube. Enfim, não mudou a cara do Vasco.

Se o time não dava pinta que conseguiria a vitória apesar de se lançar ao ataque dada a falta de criatividade, também não aparentava que perderia. Até um lance diferenciar quem estava com mais vontade de vencer, o do segundo gol adversário.

Giva Santos recebeu na risca da linha central e foi carregando. Morato deu combate frouxo, João Pedro não conseguiu derrubá-lo, algo que Marquinhos Gabriel fez com um tranco. Sentado no gramado, Giva mostrou que estava mais ligado que o próprio Marquinhos e que os zagueiros Ricardo Graça e Leandro Castan. Com um biquinho, deixou Dellatorre livre. Zeca não saiu e deu condição para o centroavante marcar.

No fim, já na base do tudo ou nada e enfim com a estreia de Jhon Sánchez, o Vasco viu suas chances de pontuar serem sepultadas quando havia lotado a ponta direita do ataque. João Pedro deu mole, o CSA saiu para mais um contra-ataque, e Riquelme, em atitude desesperada, fez pênalti no ex-vascaíno Clayton. Dellatorre fechou a conta de uma noite muito amarga.

Diniz não fez rodeios para analisar o jogo. Admitiu que faltou bola e intensidade ao Vasco num duelo de vida ou morte.

– Faltou intensidade, jogamos pior tecnicamente e taticamente em relação a outros jogos. Não dá para mensurar qual a falta que o Nenê fez hoje. Mas, mesmo sem o Nenê, tínhamos que ter jogador melhor e ter sido mais intensos, ainda mais saindo com 1 a 0. No segundo tempo, a gente melhorou do segundo para o primeiro tempo, estava mais perto de fazer o gol do que tomar. Tomamos o gol num lance em que o jogador foi caindo, caindo, caindo e conseguiu dar a bola.

Desculpem a redundância, mas faltou de tudo um pouco ao Vasco. Nenê, intensidade, inteligência, criatividade e concentração para brigar por todas as bolas. O CSA foi mais objetivo, brigador e competitivo. Com a derrota, os vascaínos perderam duas posições e agora estão a seis pontos do G-4.

Fonte: Globo Esporte

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1 comentário
  • Marcos.matsushima@hotmail.com - 30 de outubro de 2021

    Deniz vc até que está trabalhando em prol do Vasco
    Mas por favor
    Ricardo graça… Andrey…Zeca.. Gabriel PEC….morato de titulares não dá para aceitar
    Depois colocou Daniel Amorim e Leo jaba
    Pq não colocou o Sanches antes já no lugar do PEC
    E o zagueiro do jogo passado no lugar do graça e Caio Tenório na vaga do Zeca
    João Pedro na vaga do morato
    Galarza na vaga do Andrey
    Fica a dica

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