Entrevista coletiva de Vanderlei Luxemburgo após o jogo contra o Santos

O técnico Vanderlei Luxemburgo falou sobre pênalti de Rossi e avaliou o desempenho do Vaco da Gama contra o Santos.

Após a derrota por 1 a 0 para o Santos, Vanderlei Luxemburgo tratou de isentar Rossi, que perdeu pênalti no primeiro tempo, de qualquer culpa. Ele quem determinou que o camisa 7 batesse a penalidade. Vale destacar que Danilo Barcelos foi o primeiro a pegar a bola para fazer a cobrança (veja no vídeo acima). O próprio Danilo já tinha explicado a situação no intervalo da partida.

- A responsabilidade do pênalti é minha. Rossi estava com a moral elevada e eu determinei. Poderia ser o Danilo, Pikachu e faz parte do futebol. Não vamos crucificar o Rossi.

Em relação ao segundo tempo, Luxa afirmou que, mesmo após o Santos abrir o placar rapidamente, o Vasco seguiu buscando a vitória até o fim do duelo.

- Houve um erro nosso de marcação, e o rapaz (Tailson) foi muito feliz na batida de bola. Você tem que dar mérito ao adversário. Mesmo com o gol, o Santos recuou e nós continuamos jogando em cima. Os espaços ficaram menores. Tivemos alguns possibilidades, houve a expulsão e o Santos ficou mais defensivo ainda. Fizemos uma grande partida.

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Satisfeito com a atuação

- Jogar contra o Santos é muito difícil, fizemos uma grande partida contra um grande adversário. Perdemos um pênalti e tivemos várias chances de gol. O torcedor volta para casa chateado, mas é assim. Saio satisfeito, pois o Santos é o mais badalado do Brasil ao lado do Flamengo e jogamos, criamos mais chances e tivemos o domínio do jogo. Triste pelo resultado, mas feliz pelo que a equipe produziu. Não ficou com medo do Santos, jogou de igual para igual.

Processo de reconstrução

- A equipe está produzindo. Temos que melhorar em algumas coisas, como na finalização, a bola não entra. Situações claras. É um processo de crescimento. Não minto, o torcedor tem que entender. Estamos num processo de reconstrução de uma equipe. De uma equipe não, de um clube. Sabemos da nossas limitações do que podemos e do grupo que nós temos.

- Temos que aplaudir esse grupo, que quando eu cheguei tinha um ponto e hoje tem 27 pontos. Tem tido grandes atuações

Respeito recuperado em casa

- Hoje o Vasco é uma equipe que o adversário vem aqui e nos respeita, sabendo que estamos jogando um grande futebol. Isso é muito bom.

Talles como centroavante foi invenção?

- Sabe onde o Talles joga na Seleção? De centroavante, então não é invenção. O Ribamar no jogo passado se mostrou cansado já no primeiro tempo, porque ele vinha treinando separadamente. Ele tem uma queda física e preciso deixar uma equipe fresca em campo. Quando senti que o Evandro caiu pelo lado, trouxe o Marcos Júnior para o meio e abri o Talles.

- Não sou Santos Dummont para inventar. Fiz aquilo que vinha fazendo. Simplesmente botei o Talles como atacante e o Marrony por trás, como já tinha feito contra o Atlético-MG.

- Só que eu não tinha o Raul hoje para começar jogando, aí coloquei Marcos Júnior pela esquerda e o Talles por dentro. Quando senti que o Evandro começou a cair muito por aquele lado, trouxe o Marcos Júnior para o meio, fazendo a trinca, e abri o Talles. Nós trabalhamos o jogo, não atrapalhou. São características dos jogadores.

Luxemburgo orientando o time do Vasco

"Nós tivemos várias chances de matar o jogo"

- Acho que nós fizemos um grande primeiro tempo, o Santos tem uma grande equipe, ela se mexe bastante. Jorge e o Victor jogaram mais como volantes, do lado do Pituca. Eram três jogadores de volantes por dentro e mais três atrás.

- Evandro foi para a direita, e o Sasha vinha por dentro. Richard passou a pegar o Sasha. E aí o Marcos Júnior passou a pegar o Evandro. Nós tivemos várias chances de matar o jogo. O pênalti e mais uma situações que criamos.

Luxa fala de Guarín, que esteve na Colina

- Já tem um planejamento, e ele vai, provavelmente, ser relacionado contra o Fortaleza e pode ser aproveitado no jogo. Vamos ter que colocá-lo para jogar e não podemos esperar muito. Um jogador que tem uma força física muito boa.

Momento de pressão

- Desde o início do campeonato fala-se que o Vasco seria um dos candidatos ao rebaixamento e isso gera uma instabilidade grande na equipe. O lado emocional está presente na produtividade da equipe. Uns suportam mais pressão.

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