Entenda as razões da queda de rendimento do Vasco

O Vasco da Gama não vem apresentado um bom desempenho e chegou a quatro jogos sem vencer neste Campeonato Brasileiro.

Além das reclamações contra a arbitragem, a derrota do Vasco para o Palmeiras teve uma atuação bem abaixo do esperado do Cruz-Maltino. O momento no Campeonato Brasileiro não é bom: são quatro jogos consecutivos sem vencer, e com desempenho aquém de outros momentos sob o comando de Vanderlei Luxemburgo.

Como explicar isso?

Os empates com Ceará e Fluminense e as derrotas para Grêmio e Palmeiras expuseram situações que não saíram como o esperado para o Vasco. O sonho de ir para a Libertadores acabou ficando mais distante. Abaixo, o GloboEsporte.com lista quatro possíveis motivos para a queda de rendimento da equipe.

Sistema de jogo

Recentemente, Vanderlei Luxemburgo buscou variações para o Vasco, com formações com dois atacantes ou o 4-2-3-1. Porém, o padrão de jogo da equipe segue reconhecível: marcação forte e aposta nos contra-ataques. A questão é que isso não funcionou, especialmente nos jogos em casa.

- Nós perdemos para Santos, Grêmio, Palmeiras, Bahia. Acho que a maneira de jogarmos aqui, por obrigação jogamos diferente daquilo que estamos acostumados a jogar. Somos mais reativos e saímos mais. Ficamos mais vulneráveis - reconheceu Luxemburgo.

Contra Ceará e Fluminense, por exemplo, o time recuou demais - no primeiro jogo, também por uma questão física. Contra Grêmio e Palmeiras, acabou envolvido por adversários tecnicamente superiores, embora o time paulista também não tenha feito grande partida em São Januário.

Desfalques

O treinador vem modificando bastante o time nas últimas partidas. Um pouco antes, perdeu o atacante Talles Magno, principal referência técnica do elenco, mas mesmo assim conseguiu vencer Botafogo e Internacional.

Depois disso, porém, Luxemburgo precisou rodar o time. Contra o Palmeiras, por exemplo, perdeu dois volantes titulares - Richard e Bruno Gomes, suspensos -, além do lateral Henrique. Neste período de jejum, o zagueiro Henríquez ficou fora por lesão, e Raul perdeu espaço após problema muscular.

Para o próximo jogo, mais problemas: Castan e Marrony irão cumprir suspensão. Com um elenco enxuto, Luxemburgo tenta achar peças para manter a engrenagem funcionando minimamente.

O fator Guarin

Muitos torcedores se queixam que o time perdeu um pouco a forma de jogar desde que o colombiano virou titular. De fato, os quatro jogos de jejum coincidem com a presença do volante na equipe.

Guarin ainda está visivelmente sem ritmo, embora sua qualidade técnica já tenha aparecido em alguns momentos. Para acomodar o colombiano, Luxemburgo não mudou a formação tática, mas perdeu intensidade no meio-campo em troca da visão de jogo do veterano.

O problema é que o Vasco se baseia mais na vontade do que na técnica no momento.

- Ele jogou 45 minutos contra o Fluminense. Eu deveria ter começado ao contrário, com ele na reserva. Isso refrescou ele. A frequência dele no jogo, ele caiu faltando 10, 15 minutos, mas ele teve uma frequência física muito boa. Tem tempo para recuperar - analisou o treinador.

VAR

O Vasco reclamou de decisões da arbitragem em três dos últimos quatro jogos. Diante do Ceará, o gol de Bergson foi fortemente contestado por impedimento. Contra o Grêmio, uma entrada de Michel foi, no entendimento de alguns vascaínos, passível de expulsão.

Mas a situação mais emblemática aconteceu diante do Palmeiras. De acordo com o comentarista de arbitragem Sandro Meira Ricci, o segundo gol alviverde não deveria ter sido validado, por causa de uma falta de Luiz Adriano em Danilo.

Revoltado, o presidente Alexandre Campello foi à CBF apresentar queixa.

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