Derrota para o Bahia faz crescer pressão sobre Ramon Menezes

O treinador Ramon Menezes viu sua equipe ser derrotada pelo Bahia e vê pressão aumentar sobre seu trabalho.

Ramon Menezes, técnico do Vasco
Ramon Menezes em partida do Vasco (Foto: Rafael Ribeiro/Vasco)

O momento de maior brio do Vasco no primeiro tempo foi quando, na descida para o intervalo, seus jogadores se estranharam rapidamente com os do Bahia. “Baixa essa bola aí, baixa essa bola aí”, foi o que os microfones da transmissão conseguiram captar na rápida discussão que teve Leandro Castan como um dos protagonistas. A frase talvez tenha sido direcionada a algum jogador do Tricolor, eufórico demais com os 3 a 0 no placar em Pituaçu.

Porque é difícil imaginar que ela tenha sido para algum vascaíno. A bola do Vasco nunca esteve tão baixa nesse Brasileiro. Nesta quarta-feira, foi o segundo jogo seguido abaixo da crítica. Depois de perder para o líder Atlético-MG por 4 a 1, veio a derrota para o Bahia, equipe que lutava para se afastar da zona de rebaixamento, e a confirmação de que o problema não são os outros, mas sim o próprio Vasco.

Trata-se do sexto jogo sem vitórias na temporada, quatro pelo Campeonato Brasileiro. Na Série A, são três derrotas (contra Coritiba, Galo e Bahia) e um empate (com o Red Bull Bragantino). O time estacionou com 18 pontos e aceleradamente perde a gordura acumulada no começo da competição.

A sequência de resultados coloca uma pressão enorme sobre o trabalho de Ramon Menezes. Em Pituaçu, o presidente Alexandre Campello assistiu à partida ao lado de André Mazzuco, diretor de futebol, e Antônio Lopes, coordenador técnico. O futuro da comissão de Ramon está nas mãos do trio.

Se o treinador resistir no cargo até lá, o próximo jogo será fundamental para o Ramonismo. Sábado, o Vasco enfrentará o Flamengo, em São Januário. Uma vitória ou uma derrota deverão sacramentar o destino do departamento de futebol.

Nesta quarta-feira, depois do leite derramado, a derrota sacramentada, o Vasco esboçou um pouco de sangue nas veias. Finalizou de fora da área, ocupou mais o campo de defesa do Bahia. Ramon Menezes mexeu em três jogadores de uma vez: sacou os dois atacantes de lado, Vinícius e Talles Magno, que estavam apagados, e também Marcos Júnior, e colocou em campo Cayo Tenório, Carlinhos e Gabriel Pec. Melhor do que nada.

No primeiro tempo, o Vasco ficou nesse nível, do nulo. Os laterais cochilaram na mesma jogada e Rossi, ex-atacante do time da Colina, aproveitou o cruzamento para abrir o placar, aos nove minutos de jogo.

Sem capacidade de criar, com dificuldades imensar para se defender, viu o Bahia aos poucos ampliar a vantagem sem grande esforço. A jogada bem trabalhada acabou com o segundo gol baiano, marcado por Gilberto, aos 31 minutos. O tiro de misericórdia dos donos da casa veio aos 45. A defesa do Vasco se posicionou mal, Pikachu tentou cortar o lançamento de cabeça, errou, e Clayson não perdoou: 3 a 0.

Fonte: Exta Online

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5 comentários
  • desiree rebelol - 8 de outubro de 2020

    vergonha! vergonha!time sem vergonha

    Responder
  • Marcos Batista Nascimento - 8 de outubro de 2020

    Anos e anos e a nossa história sendo manchada. A política suja dentro de São Januário está nos afundando . A nossa torcida não merece isso!

    Responder
  • José Maria da P Nascimento - 7 de outubro de 2020

    Quem jogou um pouquinho de bola sabe que Pikachu , Henrique não têm condições de serem titulares do Vasco, gigante.

    Responder
  • Manoel jml - 7 de outubro de 2020

    Ramon precisa ir embora. Muito ruim. Se continuar a série B é certa. Está a 4pts da zona de rebaixamento. O Vasco é muito grande para ter esse ruim técnico.

    Responder
  • junin - 7 de outubro de 2020

    A Culpa é dessa diretoria bosta e amadora q entrega um time nas mãos de um aprendiz , ele é o menos culpado. É Um tempo perdido q n recupera jamais , agora é só descer ladeira abaixo.

    Responder
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