Denilson fala sobre confusão com vascaínos em São Januário

Denilson, irmão de Paulo Vitor, diz que confusão em São Januário foi gravíssima e que não havia a mãe há seis meses.

O Vitória bateu o Vasco no domingo, em São Januário, e conquistou o primeiro triunfo no Campeonato Brasileiro. Mas a felicidade pelo bom resultado deu lugar à preocupação para o atacante Denilson. Logo após a partida, o jogador, que é natural do Rio de Janeiro, se dirigiu até a arquibancada e presenteou a mãe com uma camisa rubro-negra. O ato originou uma discussão com torcedores vascaínos, a mãe do atleta passou mal, desmaiou e precisou sair do estádio amparada.

Em entrevista para o programa Globo Esporte, da TV Bahia, Denilson condenou a confusão. O jogador não via a mãe há seis meses e disse que ela ainda se recupera do susto.

- Fui entregar a camisa para ela, e alguns torcedores do Vasco, creio que foram seis ou menos torcedores, iniciaram a confusão. Nisso, meu pai estava envolvido, porque meu pai que pegou a camisa. Eles se irritaram por um fato, que eu creio que... O Brasil está sofrendo muito com isso. A briga nos estádios, agora ocorreu com a minha família. Creio que foi gravíssimo, porque a minha mãe estava lá acompanhando o jogo. Independentemente se o Vitória ganha ou não, eu iria entregar a camisa para a minha mãe. Eu fico imaginando se o Vasco ganha, e eu vou lá e entrego a camisa para a minha mãe, como iriam se comportar os torcedores que arrumaram confusão. Hoje ela está bem melhor. Me mandou mensagem dizendo que está bem, só com um pouco de dor no corpo, mas que isso não se repita mais nos estádios.

Denilson é irmão mais velho de Paulo Vitor, atacante do Vasco. O jogador da equipe da Cruz de Malta estava no gramado quando a confusão teve início. Ele correu para a arquibancada para defender os familiares e deixou o gramado aos prantos após o ocorrido (confira no vídeo abaixo). Ainda no domingo, ele fez uma postagem nas redes sociais para criticar a discussão.

- Acredito que nada justifica a atitude dos que participaram dessa intimidação, reforçando que não estou generalizando e que sei que não são e nem representam a maioria da torcida do Vasco. Não é o fato de vocês estarem no estádio que dá direito a agir de forma irracional. Espero não ter que passar por isso nunca mais. Gostaria de agradecer os torcedores (e foram muitos) que se sensibilizaram e ajudaram a apaziguar a situação. Fiquem todos com Deus.

A mãe de Denilson e Paulo Vitor precisou ser atendida pelo departamento médico do Vasco. A família deixou o estádio no mesmo carro.

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