Deficiência do ataque do Vasco que pode custar o rebaixamento no Brasileiro

Ataque do Vasco da Gama não assusta os adversários no Brasileiro e isso pode custar o rebaixamento do Clube no Campeonato Brasileiro.

Germán Cano em atuação contra o Palmeiras
Germán Cano em atuação contra o Palmeiras (Foto: André Durão)

Há causas e causas que explicam a queda de um time à Série B. Existe o rebaixamento da defesa que entrega. O rebaixamento do time que não tem um matador para colocar a bola para dentro. Se o Vasco de Vanderlei Luxemburgo cair, será o rebaixamento de uma equipe que não soube jogar no ataque. O time chega à penúltima rodada do Campeonato Brasileiro ameaçado de queda devido, principalmente, à sua incapacidade em criar chances de gol.

Uma análise dos números no Brasileirão revela com detalhes essa deficiência. O Vasco é o segundo time que menos finaliza a gol. Ainda assim, tem um dos artilheiros da competição. Germán Cano, com 13 gols, é um oásis em meio ao deserto. O atacante tem uma alta taxa de conversão de finalizações (23,2%), no mesmo patamar de dois destaques da competição, Claudinho e Marinho. Em outras palavras: o Vasco cria pouco e, para complicar, só quem finaliza bem é o argentino da camisa 14.

A não ser que tenha um problema de última hora, ele está confirmado para o jogo de domingo contra o Corinthians. Não se pode dizer o mesmo do camisa 10 Martín Benítez, com dores musculares que o tiraram dos treinamentos durante a semana. A tendência é que comece no banco de reservas na Neo Química Arena. Neste caso, Carlinhos deve ser titular.

A notícia é péssima para uma equipe que não sabe criar. O Vasco não tem jogadas de linha de fundo confiáveis, fruto de laterais e pontas que não funcionam. Isso é perceptível no número de cruzamentos certos. Ninguém cruzou pior do que o time da Colina no Brasileiro — apenas 3,3 bolas alçadas com sucesso na área por jogo.

Sem cruzamentos com qualidade, o time depende de tabelas, triangulações, passes em profundidade, lançamentos longos para criar condições para finalizar. Mas nada disso funciona bem. O Vasco é apenas o 15º time no quesito posse de bola no Campeonato Brasileiro (46,7%).

Quando a tem, prioriza o drible, a jogada individual, o improviso. Não é à toa que, mesmo com as carências, é a terceira equipe que mais dribla corretamente — 11,1 por partida, atrás apenas de Flamengo e Grêmio. É um dos poucos recursos que funciona.

Números de finalizações do Vasco por jogo no Brasileiro
Números de finalizações do Vasco por jogo no Brasileiro (Foto: Extra Online)

Dúvidas no time

Para o jogo de domingo, Vanderlei Luxemburgo tem feito mistério na escalação. Há dúvidas na defesa, no meio de campo — Andrey ou Leo Gil brigam por vaga—, e no ataque, onde só Cano está garantido. Podem completar o trio Talles Magno ou Ygor Catatau, pela esquerda, Yago Pikachu ou Juninho, pela direita, todos os quatro bons dribladores. O problema tem sido o que fazer com a bola em seguida.

Como não cria, seja com cruzamentos na área, seja com jogadas pelo meio, o Vasco ocupa pouco a grande área adversária. Um dos reflexos disso é o baixo número de pênaltis marcados a favor do time de São Januário. Apenas o Athletico teve menos faltas na área a favor durante todo o Brasileiro. No caso do Vasco, a quarta e última foi a cobrada para fora por Cano. Antes, o time havia convertido as três penalidades sofridas.

Durante todo o Campeonato Brasileiro, o Vasco adotou a postura de jogo reativa — mesmo nos primeiros resultados positivos do “ramonismo”, quando a equipe deu a falsa impressão que faria uma competição sem sustos. O fato de ter pouco a posse de bola, porém, não justifica a pouca criação de chances de gol. O melhor exemplo que desmonta a tese é o Ceará.

A equipe nordestina é quem tem o segundo menor tempo com a bola em média na Série A, apenas 43,6%. Entretanto, é a sexta melhor do Campeonato Brasileiro no número de grandes chances criadas. Em 12º lugar na tabela, provavelmente tem um dos melhores contra-ataques do Brasil.

O Vasco sempre se dispôs a jogar de forma parecida, de Ramon Menezes a Luxemburgo, passando pelo português Ricardo Sá Pinto. Mas faltou saber fazer essa transição rápida da defesa para o ataque.

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2 comentários
  • olindo serra - 20 de fevereiro de 2021

    A deficiência não é no ataque: Começa com PIKACHU, o mais antigo, passa por Fernando Miguel, por Leandro Castã, termina no Henrique !! Tudo o que acontece depois, a dificuldade de se formar um bom meio campo e as deficiências na frente, falta de gols, é consequência !!! A situação do Vasco em relação ao Brasileiro pode ser definida no domingo, se não acontecer a derrota, fica para o Jogo com o Goiás !!! VASCO E TOTRCIDA estão com o ” saco na lua ” com os jogadores citados, NÃ DÁ MAIS, RUA,RUA, RUA, RUA, PARA OS QUATRO!!!

    Responder
  • Valdimar Medeiros - 20 de fevereiro de 2021

    O Vasco não tem olheiros para procurar atletas neste Brasil imenso, do norte ao sul, gente tem muito nego bom, procurem nos time deste Brasil, que vocês encontram. Luiz Pereira foi achado no time da Chevrolet em São Paulo, não era profissional, é um exemplo muito verdadeiro. Juninho pernambucano, é nordestino, só para lembrar, vocês só querem cariocas e paulistas.

    Responder
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