Conselheiros comentam cancelamento da reunião do Conselho Deliberativo

Conselheiros do Vasco, de situação e oposição, comentaram o cancelamento da reunião para votar empréstimo de R$ 20 milhões.

Após o cancelamento da reunião no CD que apreciaria o pedido da diretoria de R$ 20 milhões, buscamos ouvir conselheiros de situação e oposição sobre o resultado desta terça-feira (11), na Lagoa. Confira a seguir:

Carlos Leão (Cruzada)

- Foi uma ação claramente orquestrada. A SV teve 35% só de presença. A IV teve míseros 9%. Um boicote à reunião para aprovação dos recursos que serviria para saldar salários, acordos e outras dívidas acumuladas.

Curioso que depois os grupos políticos de oposição vão oferecer cestas básicas para os funcionários, mesmo não estando presentes para aprovar verba para pagar os salários desses mesmos funcionários”, concluiu o conselheiro de situação.

Henrique Serra (Grupo Casaca!)

- Somos uma oposição diferente. Não boicotamos o Vasco. Fomos e votaríamos a favor do empréstimo. Obviamente tínhamos nossas ponderações, como estar atrelado ao pagamento dos salários de funcionários e jogadores que estava atrasado desde 2017.

Falta de respeito com a instituição. Se você é contra, vai e vota. Foi um atentado contra a boa prática da política, que é ter a posição de discordar e respeitar o processo democrático. O clube é penalizado e se coloca em risco os funcionários.

Luiz Baptista Lemos (Casaca!)

“Estive presente à reunião do CD nesta terça para tratar dos temas abrangidos na convocação. Infelizmente não houve quórum. Ficamos no aguardo de nova reunião a fim de tratar dos temas que seriam discutidos na noite de hoje. Atenciosamente.

Vitor Roma (Confraria)

A Confraria lamenta o ocorrido na noite de hoje. O Vasco precisa ser tratado com seriedade. São inúmeros funcionários ganhando muito pouco e sem salário.

O compromisso dos conselheiros com estas pessoas não pode ser pautado por política, independente da péssima administração de um presidente ilegítimo. Hoje escrevemos mais uma triste página na nossa história.

Julio Brant (Sempre Vasco)

- É incoerente Campello reclamar do quórum se ele teve 154 votos quando rachou a chapa na eleição da Lagoa. Mesmo que todos os conselheiros da SV que justificaram as suas faltas por motivos de saúde ou profissionais, comparecessem, não haveria quórum.

Na reunião passada, ele comemorou nossas faltas. Existiram em todos os grupos. Campello, no dia da reunião da sindicância, ligou para todos os conselheiros, pedindo voto contra. Se ele considerasse o empréstimo algo importante para o Vasco, teria ligado.

Gostaríamos de lembrar que R$10 milhões foram aprovados e, até agora, ainda não conseguiu captar o empréstimo, o que faria o clube viver 2 meses sem sobressaltos. Além do mais, não votamos contra, apenas não houve quórum, reflexo de sua catastrófica gestão.

Que remarque. Se houver a demonstração para onde os recursos irão, as condições do empréstimo e o compromisso de usar os recursos para acertar os salários atrasados dos funcionários e dos atletas, iremos votar a favor do empréstimo.

Rodrigo Saavedra (PetroVasco)

“Como Presidente da PetroVasco e principalmente conselheiro do VASCO, achei um absurdo uma combinação de 2 grupos para impedir o quórum mínimo na reunião do CD hoje. O desrespeito não foi só com os 125 conselheiros presentes, mas com o VASCO.

O clube precisa, com urgência, de recursos para suas despesas de curto prazo, e com mais uma rasteira política temos novamente uma tremenda perda de tempo e energia para aguardar nova reunião.

Entre as despesas, a principal são os salários atrasados da nossa força de trabalho. Depois distribuem sorridentes cestas básicas... Essa jogada é contra tudo que queremos para o VASCO.

Leia mais sobre: Futebol

Comentários

Últimas notícias

Veja mais notícias »