Conheça Diogo Siston, técnico campeão da Copa do Brasil Sub-20 pelo Vasco

O técnico Diogo Siston, cria do Vasco da Gama, falou sobre seu trabalho e contribuição na equipe Sub-20 do Clube.

Diogo Siston comemora título do Vasco
Diogo Siston comemora título do Vasco (Foto: Lucas Figueiredo/CBF)

Pouco mais de 80 dias e dois títulos como técnico. Esse é o resumo do vitorioso começo de trabalho no time sub-20 do Vasco nesse novo cargo de Diogo Siston na carreira. Em menos de três meses, o ex-jogador, criado nas categorias de São Januário, levou o seu time à conquista do Campeonato Carioca e, mais recentemente, da Copa do Brasil, no último domingo (3). Na antevéspera do Natal, o Jogada10 conversou de maneira exclusiva como o agora treinador, de apenas 39 anos, para uma matéria especial sobre a base vascaína.

Com o título da competição nacional, inédita na sala de troféus do Vasco, diga-se, resolvemos antecipar essa bacana conversa com o técnico que representa bem esse momento atual da base cruz-maltina.

Entre “previsões” ao citar a importância de Caio Eduardo, que acabou saindo do banco para marcar o gol do título contra o Bahia no espetacular 3 a 3, em São Januário, lembranças da época de jogador quando tinha “apenas” Romário e Edmundo ao seu lado, Siston falou também sobre sua contribuição na equipe sub-20 do Vasco.

Confira a entrevista com o técnico Siston:

– Antes de você assumir o sub-20, o Vasco já havia sido campeão invicto da Taça GB. Quais os pontos fortes daquele time comandado por Alexandre Grasseli e o que precisou ajustar para deixar a equipe ainda mais competitiva para a final do Estadual e a Copa do Brasil, visto que o Brasileiro acabou não sendo priorizado?

“O modelo de jogo e metodologia do clube já te dá um norte do trabalho. Mas é lógico que cada treinador tenta dentro desse modelo colocar um pouco do que julga ser mais importante. Aproveitei os conceitos de um time com bastante mobilidade principalmente dos 4 jogadores mais avançados e acrescentei alguns detalhes de posicionamentos e movimentações de alguns momentos do jogo que julgava necessário. Insisti muito (e ainda cobro) um atacar marcando mais organizado para evitar as transições dos adversários. A equipe que jogou os últimos jogos como titular tem alguns jogadores diferentes da campanha da Taça Guanabara, como Cadu, JP Galvão, Zé Vitor, Matias, Pec e também agora o Caio Eduardo. Algumas mudanças de jogadores que acabaram mudando a característica da equipe”.

– Quais os jogadores desta equipe sub-20 você vê como certos no profissional para 2021?

“Jogadores certos não é fácil de cravar. Pra estarem no sub-20 do Vasco é porque os jogadores têm potencial. E eu te afirmo que temos jogadores de qualidade para os próximos anos. Cada um tem o seu tempo e muitos fatores influenciam nessa subida para os profissionais. Além disso, às vezes a necessidade do treinador do profissional para uma determinada posição em que ele julga ser carente pode acelerar a oportunidade. Se o jogador vai bem nos jogos do Sub-20 e quando treina no profissional também vai bem, as chances aumentam”.

– Desde que você assumiu, em outubro, já são 29 jogos em 75 dias. A média deste calendário é de um jogo a cada dois dias e meio, mais até do que nos profissionais, que já recebe bastante crítica. Como lidar com essa maratona de jogos e como encontrar tempo para colocar seus comandos em prática?

“É um calendário que foi espremido por conta da pandemia, não é o ideal para profissional e nem para a base, mas entende-se. Tivemos poucos treinos e isso é o que mais dificultou o trabalho. Conseguimos com os poucos treinos controlados, mas principalmente com vídeos fazer ajustes que eu julgava necessário. Os Jogadores entenderam sendo muito atentos, participativos e interessados aos vídeos e preleções e acreditaram nas ideias e estratégias para cada jogo”.

– Quem você se inspira para ter sucesso na carreira de treinador?

“Tive muitos treinadores como jogador e tenho contato com outros que não tive o privilégio de ser treinado por eles. A troca de informações é sempre muito rica. Além disso trabalhei como auxiliar técnico no sub-20 do Vasco com dois treinadores com muita experiência no futebol de base. Posso te garantir que todos foram e são importantes pra minha carreira. Sempre se tem algo para inspirar de cada profissional e assim construir o seu próprio caminho”.

– Você é um prata da casa, sendo revelado em 2000 pelo Vasco, ano que tinham muitos craques em São Januário. Quais suas principais lembranças dessa época? Quem mais te ajudou na sua adaptação ao subir para os profissionais?

“As minhas lembranças são maravilhosas. Você imagina chegar pra treinar e dar de cara com Romário, Edmundo? Consegui subir num time com muitos craques e numa época do futebol onde só se assinava contrato de profissional quando o treinador do profissional entendia que você já estava no momento de subir. Já nesse ano pude ser campeão, participando, por exemplo, da campanha da Copa Mercosul, título da virada histórica. Ao mesmo tempo que estar naquele elenco com apenas 19 anos, as oportunidades, pela quantidade de craques, não eram muitas. Muitos jogadores me ajudaram na adaptação ao profissional e posso citar aqui Felipe, Pedrinho, Jorginho, Juninho Pernambucano, Alexandre Torres, como alguns que me deram muitos conselhos”.

Fonte: Jogada 10

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